quinta-feira, 15 de maio de 2008

Mina de Jales


Mina de Jales

Na localidade de Campo de Jales, concelho de Vila Pouca de Aguiar, distrito de Vila Real, existiram umas minas de ouro, conhecidas por “Minas de Jales”.
A exploração destas minas, levada a cabo pelos romanos, iniciou-se em 1933.
Delas extraíu-se, essencialmente, ouro e prata, ocorrendo associado a filões de quartzo com sulfuretos tais como pirite, calcopirite, blenda e galena. A presença de outros minérios como estanho e volfrâmio foi registada na periferia do filão aurífero
Estas minas encontram-se desactivadas desde 1992.
Desde então, permaneceram as escombreiras a céu aberto, que prejudicaram seriamente a população e os terrenos, uma vez que continham materiais, nomeadamente, sulfuretos de Pb, Zn, Ag e Cu, altamente nocivos à saúde pública
Esta problemática ficou devidamente resolvida em 2002, quando se concluiu o Projecto de Recuperação Ambiental da Escombreira da Mina de Jales.


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Das minas de Jales, junto a Quintã de Jales, Vila Pouca de Aguiar, eram extraídos essencialmente o ouro e a prata. Foram exploradas desde o tempo dos Romanos tendo sido desactivadas em 1992. A descida da cotação do ouro, a baixa produtividade e a degradação de equipamentos levaram a esse desfecho. A entrada para a mina era feita por este cavalete que manobrava dois elevadores no Poço de Santa Bárbara com 620 metros de profundidade. Esta estrutura (conhecida localmente como a Torre Eiffel de Jales) e a enorme (e altamente poluente) escombreira vizinha onde foram lançados os estéreis da mina (calcula-se que cerca de 5 milhões de toneladas) são tudo o que resta de uma das mais importantes estruturas mineiras de Portugal. Calcula-se que o filão ainda existente seja de grande importância tendo existido algumas manifestações de interesse na retoma da exploração por parte de empresas estrangeiras.

Casa abandonada










Casa Histórica comprada pelo parque Montesinho e que se encontra abandonada.
Parece ser muito interessante.
Património ameaçado!

Liberdade

Liberdade
– Liberdade,
que estais no céu…
Rezava o padre nosso que sabia
A pedir-te, humildemente,
O pão de cada dia.
Mas a tua bondade omnipotente
Nem me ouvia.
– Liberdade, que estais na terra…
E a minha voz cresciaDe emoção.
Mas um silêncio triste sepultava
A fé que ressumava
Da oração.
Até que um dia, corajosamente,
Olhei noutro sentido, e pude, deslumbrado,
Saborear, enfim,
O pão da minha fome.
– Liberdade, que estais em mim,
Santificado seja o vosso nome.
Miguel Torga

terça-feira, 13 de maio de 2008

Casa de Eiriz



A Casa de Eiriz é um solar rural do século XVII, situada no distrito de Vila Real.
A Quinta tem cerca de 20 hectares, uma grande parte dos quais florestados, proporcionando por isso um ambiente propício ao repouso. A apenas 3 km, encontra-se a estância termal das Pedras Salgadas.
A Casa foi recentemente restaurada, mantendo dentro do possível a traça original. Actualmente, encontra-se aberta para turismo de habitação e pode ser também alugada para festas e reuniões.

Mar de Pedras


Este blog tem nome e apresenta-se com palavras de Miguel Torga, pois entendi que este escritor conseguiu unir as palavras como ninguém, para escrever e retratar Trás-os-Montes e as suas gentes. Chegou a hora de tornar visíveis os objectivos deste espaço:
- Uma arrecadação com alguns caixotes de informação acumulada durante anos, e que continuariam fechados e sem utilidade.
- Algumas raízes pessoais.
- A vontade de querer entender a essência deste mar de pedras.
- Continuar a armazenar informação sobre esta região e centralizá-la num espaço de fácil acesso.
- Facilitar a tarefa de investigação realizada nas escolas.
- Valorizar e divulgar a nossa cultura.

comentário 5 estrelas

Não é trasmontano quem quer, apenas quem nasce do titânico combate entre o granito dos montes e o galego dos ventos.

Pitões

"Quando se fala de Trás-os-Montes ou é pelas misérias, ou pelos analfabetos ou então pelas ruas com burros a cair de podres. Mas há tanta coisa bonita para mostrar...". O desabafo é de Maria Júlia Pereira, habitante de Vassal, Valpaços. Só quem visita a região pode regalar a vista com paisagens de cortar a respiração e património antiquíssimo, saborear gastronomia única e conhecer as suas gentes. Homens e mulheres de "antes quebrar que torcer", que trazem espelhada no rosto - queimado no Inverno pelo frio e no Verão pelo sol - uma vida de trabalho árduo.Os habitantes do Barroso são assim. Vivem uma realidade que aos poucos parece dar ares de outra graça devido ao turismo. Que o diga José Gonçalves, proprietário da Casa da Fecha, na aldeia de Cambezes do Rio, Montalegre. Tipicamente barrosã, coberta por colmo (palha de centeio), algum com mais de 40 anos, a casa é a residência de vacas, porcos, galinhas e também de Maria Conceição Lourenço, de 67 anos de idade, que lembra: "Vêm aqui muitos estrangeiros. Há dias, estiveram cá uns a filmar. Quem é que os entendia?".Filmaram a Casa da Fecha, a aldeia e quem nela habita. E talvez aquele senhor que nos impediu de o fotografar com as suas vacas, por estar descontente com a actuação do Governo na sua terra. Por isso, diz, "lá, em Lisboa, não têm nada que nos ver". Não fosse a melhor disposição da senhora que o acompanhava e lá se ia o retrato. "Tire lá a fotografia, mas depois quero uma para mim!" avisou.E é gente como esta que nunca vai ao talho, por ter a casa farta de presuntos e fumeiro, prontos a servir quando a cara do visitante lhe agrada. Fumeiro que também vendem. Pessoas que, na Primavera, largam o gado no monte e o recolhem no início do Inverno rigoroso. Porque é lá que hão-de sustentar-se à base do que a natureza dá, para gáudio dos que comerão a sua carne, sobretudo nos restaurantes da região que encimam os seus menus com a vitela barrosã. Não admira que António Fernandes, habitante de Pitões das Júnias, diga à boca cheia que "não há, no mundo, vitela tão boa como a do Barroso". E essa vitela pode ser comida não só nalguns dos restaurantes da região, e os há de fama em Montalegre, como a "Casa do Preto". Ali, recomenda-se, entre outros pratos, o cozido à portuguesa barrosão (sem frango). Ali, um casal pode dormir por apenas 25 euros diários, sem direito a pequeno almoço.A dois passos de Espanha e com as montahas do Gerês ao lado, dando moldura granítica a uma paisagem monumental, é sempre a não perder a caminhada em direcção à cascata do rio Campesinho e ao Mosteiro de Santa Maria das Júnias, que, apesar de votado ao abandono, é digno de se ver.Depois, se o regresso não for de descanso para o olhar, deve-se desfrutar as belezas das serras da Cabreira e do Gerês, pousando a vista nos lençóis de água das albufeiras do Alto Cávado e Alto Rabagão.Na zona de Boticas, impõe-se uma visita ao Castro do Lezenho, onde, no século XVIII, foram encontradas quatro estátuas de guerreiros Calaicos, um dos ex-libris do concelho. Também vale a pena perguntar se, embora já sejam poucos os agricultores a produzi-lo, ainda alguém lhe dá a provar o "vinho dos Mortos", assim chamado por ser engarrafado após um ou dois anos de maturação debaixo de terra.

Souto de Escarão


Souto de Escarão
Relocalizou-se um povoado com uma possível cronologia Pré-histórica. No topo de um proeminente maciço granítico que se desenvolve sobre a pequena aldeia de Souto de Escarão, poder-se-á detectar um conjunto de vestígios estruturais de um recinto fortificado. O local ocupa apenas a parte mais chã de uma plataforma alongada que forma o topo do Monte de Escarão, e revela uma tipologia defensiva pouco comum. Na parte mais baixa do monte uma aparente muralha de configuração sub-circular protege um recinto com um perímetro de pequena dimensão. A estrutura defensiva é feita de pedra granítica assente a seco, pouco elaborada e com uma espessura que não é comum em povoados proto-históricos observados na região. Desta estrutura permanece actualmente um significativo conjunto de derrubes que permitem recriar a planta completa do seu traçado. À superfície do solo detectaram-se alguns fragmentos de cerâmica manual lisa, sem quaisquer marcas de torno. Do mesmo local foram ainda recolhidos alguns moinhos manuais de tipologia pré-histórica. O local possui uma excelente implantação estratégica, dominando um significativo troço do vale do rio Pinhão e da região envolvente, contudo apresenta-se com claras características inóspitas, elevando-se a uma altitude máxima de 1032 m., o que torna o sítio bastante batido pelo vento e pouco protegido.
Arqueólogos:
Isabel Alexandra Resende Justo Lopes/Co-responsávelAntónio Luís Pereira/Co-responsável

MAIO

Em Maio cerejas ao borralho!

sábado, 10 de maio de 2008

Trás-os-Montes

Entre o primeiro quartel do século XIV e a divisão do país em distritos (pela reforma administrativa de 18 de Julho de 1835) existiu a província de Trás-os-Montes, com limites algo variáveis ao longo dos tempos, mas ocupando exclusivamente território na margem direita (norte) do Rio Douro[1] (isto é, aproximadamente os actuais distritos de Vila Real e Bragança).
A província, agora com a designação de Trás-os-Montes e Alto Douro e englobando alguns concelhos na margem esquerda do Douro, foi reinstituída pela reforma administrativa de
1936, em conformidade com a Constituição de 1933 (Estado Novo). No entanto, as províncias nunca tiveram qualquer atribuição prática, e desapareceram do cenário administrativo (ainda que não do vocabulário quotidiano dos portugueses) com a revisão constitucional de 1959[2], não sendo recuperadas pela Constituição de 1976.
A proposta de regionalização sujeita a Referendo em 1998 (tendo sido rejeitada) previa a criação da região de Trás-os-Montes, em tudo igual à província de 1936, com excepção de incluir mais um concelho (
Mêda).

CARABELHO


O "carabelho" Esta fechadura de madeira servia para fechar a adega, o cortelho, o celeiro, etc..

Parque Natural de Montesinho


O Parque Natural de Montesinho situa-se no "limite" Nordeste de Portugal, englobando a área das serras de Montesinho e Coroa, portanto a parte norte dos Concelhos de Bragança e Vinhais.
A região é caracterizada por uma sucessão de formas arredondadas, aqui e ali separadas pelos vales de rios profundamente encaixados. As atitudes extremas são: 438 metros nas águas de Sandim, no leito do rio Mente, e 1481 metros na Malhada da Cova, na serra de Montesinho.
Os rios mais importantes são, na parte ocidental, o Mente e o Rabaçal, na central, o Tuela e o Baceiro, e, na oriental, o Sabor e o Maçãs.
A Serra do Montesinho dá ao nome ao Parque que encerra uma paisagem grandiosa, serena e, muitíssimo bela.
Os terrenos são dominantemente xistentos, tendo no entanto expressão afloramentos de rochas básicas, alguns afloramentos de calcários, nomeadamente em Cova de Lua e Dine, e manchas graníticas na parte superior da serra de Montesinho e nos Pinheiros.
Para apreciar superfície tão rica e bela, convém dispor de uma viatura e de alguns dias livres.
A rede de estradas que atravessa o Parque é bastante boa, cruzando todo o tipo de paisagens e locais.

http://www.bragancanet.pt/vinhais/vslomba/pnm.html

Mapa de Trás-os-Montes (biblioteca nacional)


quinta-feira, 8 de maio de 2008

Vimioso


Solar das arcas - Macedo de Cavaleiros

O solar, magnífico exemplar de habitação nobre dos séculos XVII e XVIII, pertence à família Pessanha, descendente do genovês Manuel Pessanha, que veio para Portugal no reinado de D. Dinis, ensinar aos Portugueses a arte de navegar, sendo digno de apontar o seu recheio, o rico altar da sua Capela privativa e jardim com quatro "cazarelhas", único em Portugal.(* com áreas exclusivas à familia, informe-se P.F.)
Cazarelhas_ pequenas casas de xisto que serviam para as crinças brincar.





http://www.solardasarcas.com/

Receita do folar de Valpaços


Receita do folar (Tradicional)


1Kg de farinha;

12 ovos mais 1 gema;

350g de Gorgura (150g de manteiga; 150g de banha; 50g de azeite);

30g de Fermento de padeiro;

1 Frango pequeno corado;

1 Salpicão pequeno;

200g de presunto;

1 Chouriço de carne (linguiça);

Salsa


Peneira-se a farinha com um pouco de sal num alguidar e faz-se uma cova no meio. Desfaz-se o fermento de padeiro em 0,5 dl de água tépida, deita-se na cova da farinha e vai-se envolvendo nela.
Colocam-se os ovos inteiros com a casca numa tigela e cobrem-se com água morna. Alguns minutos depois, abrem-se para dentro da farinha (sempre ao centro) e vai-se fazendo absorver a farinha trabalhando-a a partir do centro. Derreta as gorduras em lume brando. Junta-se à massa e trabalha-se tudo adicionando água necessária até obter uma massa fina. A seguir, bate-se a massa com as mãos até esta se desprender completamente do alguidar.
A massa considera-se bem batida quando aparecem uma bolhas à superfície. Nesta altura polvilha-se a massa com um pouco de farinha, cobre-se com um pano e envolve-se o alguidar com um cobertor. Coloca-se num local tépido e onde possa receber um pouco de calor indirecto. A massa leva 2 horas a levedar. Está levedada quando atingir o dobro e apresentar um aspecto rendado. Tem-se um tabuleiro rectangular, cujos bordos não devem exceder 8 cm de altura, muito bem untado com banha.
Cortam-se o chouriço e o salpicão às rodelas, o presunto às tiras e desossa-se o frango limpando-o de peles e ossos e desfazendo-o em febras. Divide-se a massa em três partes, devendo uma delas ser um pouco maior. Estende-se esta parte maior e forram-se com ela o fundo e os lados do tabuleiro. Espalha-se por cima metade da porção das carnes e salsa e cobre-se com a segunda parte das massa, sobre a qual dispõem as restantes carnes. Finalmente, tapa-se o folar com a terceira parte da massa e unem-se os bordos a esta camada final.
Deixa-se levedar novamente o folar até aparecerem bolhinhas a superfície. Nesta altura, pincela-se com gema de ovo e leva-se a cozer em forno bem quente durante cerca de 45 minutos.

Não há ladrão que venha por bem


De
Dario Fo e Franca Rame
Pela Companhia
A Trouxa Mouxa
Tradução
Ricardo Ferreira de Almeida
Encenação
Tiago Pires
Assistente de encenação
Marlene Castro
Intérpretes
Tiago Pires, Marlene Castro, Ricardo Almeida, Fabiana Silva, Jorge Azevedo e Ana Liberal
Cenografia e Figurinos
Marlene Castro
Construção do cenário
Radu Concescu
Música
Victor Hugo Ribeiro
Desenho de luz
Pedro Pires Cabral
A peça “Não há ladrão que venha por bem” integrava a produção “Ladrões, Manequins e Mulheres Nuas”, que Dário Fo (prémio Nobel da Literatura) e a sua companheira, Franca Rame, puseram em cena nos anos 1957/58. Após estreia no Piccolo Teatro de Milão, iniciaram uma digressão que durou dez meses e os levou a percorrer toda a Itália. “Não há ladrão que venha por bem” é uma comédia repleta de mal-entendidos, troca de identidades e acidentes.

De 08-Mai a 09-Mai Pequeno Auditório 22:00

quarta-feira, 7 de maio de 2008

Linha do Tua

Uma das formas mais originas de conhecer o Alto Douro é fazer uma viagem de comboio, em linhas férreas que já têm mais de cem anos.Para fazer este passeio, por uma zona do Alto Douro, tem de ir primeiro até à Estação do Tua, onde a linha de comboio abandona o rio Douro e se dirige para norte, seguindo o rio Tua até à cidade de Mirandela.

A Linha do Tua é uma das mais belas do país e uma impressionante obra de engenharia, tanto mais se pensarmos que foi construída há mais de um século (1887). Para colocar a via que corre a pique sobre fragas altíssimas, a linha foi cortada na rocha à força de dinamite.

Das janelas do pequeno comboio, vai ver uma paisagem de beleza admirável e austera, feita de enormes desfiladeiros que comprimem o leito do rio, algumas dezenas de metros abaixo. Quando a natureza se suaviza é sinal de que está a chegar ao planalto mirandês e também ao fim da viagem. Em Mirandela, não deixe de provar a gastronomia tradicional e sobretudo a famosa alheira.

LINHA DO TUA








terça-feira, 29 de abril de 2008

Quinta do Real

Linha do Tua

Fotografia recolhida na net

Vila Flor

(vilaflor.blogs.sapo.pt)
Vila Flor com neve, anos 70 (vilaflor.blogs.sapo.pt)

Fonte Romana (vilaflor.blogs.sapo.pt)






( António Amorim )

(António Amorim )

TRÁS-OS-MONTES


"TRÁS-OS-MONTES": FILME CONTRA A CIDADE


«O filme não é para a cidade, o filme é contra a cidade», afirma António Reis que assina a realização do filme «Trás-os-Montes», conjuntamente com M. Martins Cordeiro.

O filme, que inicialmente se designava «Nordeste», palavra limitativa que a cidade vulgarizou, chamar-se-á definitivamente «Trás-os-Montes», a cuja raia se dá por nome de «fronteira do luto».

Da Idade Média aos nossos dias, a obra percorre as lendas que chegaram a Trás-os-Montes ou dela partiram. Reintegra a sabedoria chinesa, por exemplo, na mirandesa. «Isto é nosso», diria um mirandês falando duma chinesa.«Os actores não são profissionais, os actores são o povo transmontano».

Actores, além de outros, são o sr. Amador, camponês da Freixiosa, que, ao vestir a festiva capa mirandesa, retorna à sua dimensão de oráculo; o ferreiro de Ifanes, de 82 anos, gordo robusto, que escolheu a vida sedentária; os garotos Armando Manuel, «Armandito» na ternura dos que mergulharam nesta viagem e aventura através dos tempos, do Patronato de Santo António, de Bragança, com sardas que mais parecem borrifos de estrelas e ar profundamente triste; e o Luís Ferreira, a quem morrera a mãe há dois meses e que no filme teve de chamar mãe a outra pessoa. Optou pela libertação. «Um pequeno génio», como diria António Reis.
As filmagens demoraram 40 dias.
Foram gastos 15.000 metros de fita. Após a montagem, serão aproveitados não mais que 2.000.As verbas concedidas, que em dinheiro sonante atingem apenas os 900 e tal contos, não foram suficientes.«Trás-os-Montes», produção do Centro Português de Cinema, foi patrocinado pelo Instituto Português de Cinema, com a colaboração da R.T.P. e da Tobis.Da equipa técnica, além dos realizadores António Reis e M. Martins Cordeiro, fizeram parte o operador Acácio de Almeida, o assistente de montagem Carlos Nana, o iluminista João Silva e o técnico de som João Diogo. Foi director de produção, Pedro Paulo.
O «CASTELO DE HAMLET»O filme, a ser estreado na Primavera, única estação que, intencionalmente, não aparece representada na película, terá a sua ante-estreia em Bragança e Miranda. «É um acto de justiça e gratidão para com o povo transmontano».

Algumas das cenas são como que o ultrapassar das barreiras do tempo, se é que há muros para o tempo.

Autêntica barbárie, nas suas capas ancestrais, normandos e godos, com olhos de violência azul, sobem as arribas de Algoso, tendo ao alto o castelo de algum «hamlet» trasmontano, em ruínas hoje, mas soturno e denso ainda.

As minas de estanho de Ervedosa, onde em tempos homens morreram de silicose, um corpo desconjuntado e cercado por montes, com chapas de zinco atordoando ao vento e fios como veias rebentadas assomando da profundidade da mina.

Um garoto, o «Armandito», explorando esta paisagem de pesadelo e sem tempo, enquanto chove torrencialmente. A cena lúcida dos dois garotos a comerem pedaços de gelo numa ribeira: aparece-lhes um peixe congelado ainda com filetes de sangue riscando o dorso.

Mineiros com os seus capacetes pesados à vista, mirandeses e bragançanos com as capas nobres, reúnem-se na «Domus Municipalis de Bragança», arquitecturalmente única na Europa.

A Idade Média e Hoje, marcaram ali encontro. «É a primeira vez que vejo «mirandeses», diria, impressionado, um mineiro.

A última cena do filme é uma homenagem ao comboio que, a resfolegar, chega, há quase meio século, a Duas Igrejas.

O comboio passa, o maquinista diz: «Se for necessário, fazemos uma marcha-atrás». Repetem-se as filmagens. O comboio acaba sempre por chegar a Duas Igrejas.

n/assinado

Jornal Diário de Lisboa, pág. 6, 17 de Fevereiro de 1975 (republicado em Celulóide, n.º 209, págs. 8-9, de 10 de Abril de 1975)

segunda-feira, 28 de abril de 2008

domingo, 27 de abril de 2008

Oleiro - Bisalhães, Vila Real


Gaita transmontana ou Gaite de foles


A gaita-de-fole transmontana (também conhecida como gaita trasmontana e gaita mirandesa, ou simplesmente por gaita-de-fole, gaita de foles ou ainda gaita) está entre os modelos mais intrigantes de gaitas-de-fole conhecidas, no que se refere à sua afinação e trajetória.

Muitos defendem que o termo gaita mirandesa seja um tanto impreciso, visto que a cidade de Miranda do Douro é apenas uma pequena região do território tido como Trás-os-montes, por onde o instrumento está tradicionalmente disseminado, sobretudo nas comarcas de Bragança, Miranda e Mogadouro. Daí que talvez o mais correcto seja chamá-la de "gaita-de-fole transmontana" ou só "gaita-de-fole", como é sempre chamada pelos gaiteiros mais velhos. O nome "transmontana" serve apenas para distingui-la de outras gaitas ibéricas, como a galega ou asturiana, por exemplo.


Os registros mais antigos sobre o instrumento datam já do século XVIII, em sua ampla maioria escritos. A sua cultura vinha sendo passada até meados do século XX oralmente, de pai para filho, com diferenças subtis entre cada aldeia e região. É possível encontrar manifestações tradicionais entre populações rurais mais ao sul de Trás-os-montes, como em regiões dos distritos da Guarda e Castelo Branco, mas já no Algarve os populares referem-se ao gaiteiro como músico do Norte.
Essa rica porém frágil tradição correu sério risco de extinção já a partir de 1960, quando então o antropólogo português
Ernesto Veiga de Oliveira passou a fazer recolhas pelo país e a alertar para o risco da perda de tão singular manifestação cultural. Os motivos para tal queda de popularidade são os mais variados: desde os tradicionalmente ligados a qualquer gaita-de-fole -- como a concorrência com outros instrumentos feito o violão e o acordeão -- até o êxodo das populações jovens para áreas urbanas ou mesmo a emigração (especialmente Brasil e França), rompendo com as tradições pastoris de suas origens. Uma das conseqüências mais notórias da obliteração do instrumento é o limitado repertório tradicional hoje conhecido, variando pouco de região para região. Muitas músicas, transmitidas apenas oralmente, eram conhecidas ainda por uns poucos músicos já falecidos do que se considera a última geração de gaiteiros tradicionais, da qual ainda restam alguns, mas poucos.
Lentamente, ao longo das últimas duas décadas, trabalhos de resgate vêm sendo promovidos por diversos grupos por todo Portugal, a reinserir o instrumento na cultura lusitana. Grande parte do repertório remanescente e imagens de diferentes instrumentistas e suas gaitas transmontanas estão compilados nalguns acervos, como os de Veiga de Oliveira,
Sons da Terra e da Associação Gaita-de-Fole. Também, uma série de novos instrumentistas solo e grupos musicais vêm surgindo, como os Galandum Galundaina, Gaiteiros de Lisboa e Gaitafolia, os quais vêm produzindo muito material novo para a gaita transmontana. Não obstante, vem sendo promovido com regularidade o Festival Anual de Gaitas-de-Fole, a reunir inúmeros instrumentistas.



Muitos alegam que a gaita transmontana estaria entre os primeiros instrumentos musicais europeus com registro conhecido na América do Sul. Isso devido a uma passagem da carta escrita por Pero Vaz de Caminha quando a frota de Pedro Álvares Cabral aportou em solo brasílico:
"(...) Com isto se volveu
Bartolomeu Dias ao Capitão. E viemo-nos às naus, a comer, tangendo trombetas e gaitas, sem os mais constranger. E eles tornaram-se a sentar na praia, e assim por então ficaram.
(...) E além do rio andavam muitos deles dançando e folgando, uns diante os outros, sem se tomarem pelas mãos. E faziam-no bem. Passou-se então para a outra banda do rio
Diogo Dias, que fora almoxarife de Sacavém, o qual é homem gracioso e de prazer. E levou consigo um gaiteiro nosso com sua gaita. E meteu-se a dançar com eles, tomando-os pelas mãos; e eles folgavam e riam e andavam com ele muito bem ao som da gaita. Depois de dançarem fez ali muitas voltas ligeiras, andando no chão, e salto real, de que se eles espantavam e riam e folgavam muito. E conquanto com aquilo os segurou e afagou muito, tomavam logo uma esquiveza como de animais monteses, e foram-se para cima. "
Contudo, ainda que o referido gaiteiro seja um tocador de gaita-de-fole e não outro tipo de gaita, dificilmente se pode atestar qual modelo de gaita ele estava a tocar. A península ibérica sempre foi terreno fértil para o surgimento de diversos modelos de gaitas-de-fole, alguns dos quais não sobreviveram até os dias de hoje. Além disso, a
gaita galega, ainda que provavelmente um modelo um tanto diferente do actual, sempre foi tão popular quanto a gaita transmontana, senão mais; em especial, na região litoral do Douro, onde ela é tida como gaita minhota. Finalmente, reservam-se algumas suspeitas de historiadores quanto à legitimidade da carta de Caminha, que segundo alguns fora escrita muito tempo depois do ocorrido, com o acréscimo de diversos fatos.
Outros vestígios indiretos nos levam a crer que a gaita transmontana dificilmente experimentou uma posição de destaque no decorrer da formação da cultura brasileira. Sua afinação peculiar, eólia, não encontra muitos similares no rico repertório popular brasileiro. Contudo, é possível que o instrumento tenha alcançado não só o Brasil, mas outros territórios ultramarinos, por meio de vários gaiteiros. As sucessivas ondas migratórias de Portugal ao Brasil se deram principalmente por populações nortenhas, constituintes à época da parcela mais humilde do povo português. Contudo, enquanto outros traços de tradições das regiões lusitanas setentrionais são facilmente encontrados no cotidiano brasileiro, a gaita transmontana se perdeu ao longo da história.

A gaita transmontana compartilha diversos aspectos estruturais com gaitas de regiões vizinhas: a gaita sanabresa, a gaita zamorana e a gaita alistana. Muito se discute se realmente é válida a distinção entre elas tamanha suas semelhanças, mas há de se lembrar que um objeto não se define apenas por sua estrutura, mas sim por seu contexto, sua tradição, suas técnicas e seu repertório, a formar seu significado para determinada população.



Constituída sempre de apenas um bordão baixo com palhão (duas oitavas abaixo) e uma cantadeira cônica com palheta dupla, ao passo que sua bolsa também possui um desenho característico, a usar o couro inteiro do bode.
Esta gaita é mais comumente construída em madeira de buxo
e com anéis de corno, sendo freqüente uma rica adornação de suas peças com motivos pastoris geométricos. Ainda hoje há poucos luthiers deste modelo de gaita, sendo geralmente construído de forma artesanal pelos próprios instrumentistas em populações pastoris do nordeste de Portugal. Contudo, cada vez mais artesãos dedicados à construção de instrumentos musicais voltam-se para esta gaita, não apenas em Portugal mas noutros países também, sobretudo na Espanha (Galiza) e Brasil.
A veste da bolsa costuma trazer padrões coloridos, além de adornos pendurados nos bordões e franjas típicas na maioria das gaitas ibéricas.

Afinação e digitação
Contudo, é na sua afinação que se deposita a maior peculiaridade da gaita transmontana. Ao passo que sua nota fundamental pode ser em Si, Sib ou Lá, com a subtónica (não sensível) um tom abaixo, em modo eólico
torna a sua escala distinta, parecendo a alguns um instrumento oriental. É discutível se este modo é plenamente eólio, dado a típica dispossiçāo nāo temperada do ponteiro das gaitas conservadas, mas é no padrão eólio que resulta mais fácil encaixa-las . O seu isolamento entre as montanhas portuguesas conservou à parte das tendências musicais que o Ocidente passou a estabelecer a partir do Barroco, como a predileção pelo modo jônio e um aumento do timbre. No entanto, a terceira menor na escala base do ponteiro aparece às vezes em instrumentos concretos em Sanabria, Astúrias e Galiza. A palheta de sua cantadeira é robusta e forte, com um volume bem audível, típico de um instrumento de ar livre. A sua digitação é aberta e soa uma oitava não-cromática. O seu único bordão baixo soa na tónica duas oitavas abaixo da cantadeira.


Repertório
Ao contrário do que é possível constatar com a gaita galega e a das Highlands, por exemplo, a gaita transmontana está a ser recuperada há pouco tempo, por isso o seu repertório é quase todo tradicional, com poucas composições modernas escritas para ela. Isso deve-se, em parte, devido ao ocaso do instrumento, cuja tradição fora mantida oralmente e estava já perder-se, à exemplo da säckpipa. No entanto, neste momento, há muitas gravações antigas e recolhas desse instrumento disponíveis pelo trabalho de muitos etnomusicólogos.


sábado, 26 de abril de 2008

Você é que é o ti Bispo?

O Bispo de Vila Real e o povo de Lamas de Olo
Um Bispo de Vila Real mostrou interesse em visitar as povoações nas montanhas de difícil acesso. Naquele tempo só a pé ou de cavalo é que se chegava lá. Naquelas aldeias havia muita gente e vivia-se muito bem com estes povos.
Então o Bispo mandou avisar algumas pessoas de Lamas Olo que ia visitá-las um dia. O automóvel do Bispo só dava para ir até uma povoação chamada Agarês, que ficava ainda longe de Lamas de Olo. Vieram pessoas visitar o Sr. Bispo só até onde ele chegou. Estas pessoas não sabiam do que é que se tratava.
Disseram-lhes que era um homem que trazia um gorro vermelho na cabeça e mandava nos padres. Quando o carro do Bispo chegou a Agarês, onde a estrada acabava, os habitantes de Lamas de Olo vieram com os jumentos da região.
Vendo então um destes que saiu do automóvel um homem de gorro vermelho na cabeça, aproximou-se dele e perguntou-lhe assim:
- Você é que é o ti Bispo?
- Sou, sim, o Sr. Bispo.
Então o homem disse assim para o Bispo:
- Então salte lá para cima dessa burra, que ela arrasta tudo nem que seja o Diabo.


Fonte: Rumo ao Sul

Panoias


Aqui me tens,

Gaius Calpurnius Rufinus,

Nas Fragas de Panóias.

Venho em sacrifício

À divindade principal

Dos deuses do Inferno,

O Altíssimo Serápis.

Grande Gaius,

Alivio-me do corpo terreno

Alcançando o espírito

Em êxtase!

Bebei o meu sangue,

Comungai de mim

Purificai-vos através

Das minhas entranhas incineradas.

Deixo este mundo

Pela tua mão, pela tua espada,

Gaius,

Que me tomas a jugular

Com doçura.

Caio em teus braços,

Gaius.

O meu último desejo carnal

É o teu beijo

À beira da talha.

E logo morro.

Nasço agora nas Fragas de Panóias.

Permaneço.



Ana Marques

PANÓIAS


Protecção Legal
Monumento Nacional (MN), Dec. 16-06-1910
Endereço
Assento – Vale de Nogueiras5000-715- Vila Real
Freguesia
Panóias
Concelho
Vila Real
Distrito
Vila Real
Tipo de Gestão
Instituto Português do Património Arquitectónico (IPPAR)
Responsável
Dr. Orlando de Sousa, Direcção Regional do Porto (DRP-IPPAR)
Descrição
O Santuário de Panóias (monumento durante muitos anos designado por Fragas de Panóias) foi construído entre os finais do século II e os inícios do século III d. C. É constituído por um recinto onde se encontram três (entre outras) grandes fragas nas quais foram talhadas várias cavidades, de diversos tamanhos, bem como escadas de acesso. Numa das rochas foram também gravadas inscrições. Esta rocha, que denominamos de n.º 1, situada na entrada do recinto, possui as inscrições conhecidas, e que chegaram até nós, embora uma delas, ainda conhecida no século passado, tenha sido entretanto destruída.
Existem três inscrições em latim e uma em grego, e nelas estão as instruções dos rituais celebrados em Panóias, a identificação dos deuses e a do dedicante.
A inscrição desaparecida, também em latim, reconstituída a partir de leituras e registos anteriores, pode traduzir-se da seguinte maneira:“Aos Deuses e Deusas deste recinto sagrado. As vítimas sacrificam-se, matam-se neste lugar. As vísceras queimam-se nas cavidades quadradas em frente. O sangue verte-se aqui ao lado para as pequenas cavidades. Estabeleceu Gaius C. Calpurnius Rufinus, membro da ordem senatorial.”



Encontrava-se a cerca de 6/7 metros a Este da inscrição n.º 2, ao lado direito do caminho por onde entrava o visitante na área sagrada. O texto estaria orientado para a rocha 1. As vítimas eram mortas aqui, e o sangue vertido nas pequenas cavidades. As vísceras eram então queimadas em frente, ou seja, nas já referidas cavidades quadradas.
Para a rocha 1 sobe-se por uns degraus. Antes de subir, à esquerda, fica a inscrição n.º 2:“G. C. Calpurnius Rufinus consagrou dentro do templo (templo entendido como recinto sagrado), uma aedes, um santuário, dedicado aos Deuses Severos.”
Restam os vestígios de um dos pequenos templos existentes no recinto. Neste preciso ponto era feita a revelação que os deuses desse templo eram os Deuses Severos. À superfície desta rocha estão umas cavidades. A instrução dada pelo primeiro texto (o que desapareceu) referia-se às cavidades rectangulares onde se queimariam as vísceras. A partir daqui passava-se pelas escadas, para o outro lado da rocha, onde está a inscrição n.º 3:“Aos Deuses e Deusas e também a todas as divindades dos Lapitaes, Gaius C. Calpurnius Rufinus, membro da ordem senatorial, consagrou com este recinto sagrado para sempre uma cavidade, na qual se queimam as vítimas segundo o rito.”
Isto confirma que a cavidade sobre a inscrição mencionada anteriormente servia para a incineração das vísceras. Esta inscrição acrescenta também o facto de o recinto estar dedicado não só aos deuses já mencionados mas também aos deuses dos Lapitae, ou seja, aos deuses da comunidade indígena que existiria na região. Passando adiante temos a inscrição n.º 4 (em grego):“Ao altíssimo Serápis, com o Destino e os Mistérios, G. C. Calpurnius Rufinus, claríssimo.”


O senador consagrou o recinto sagrado à divindade principal dos deuses do Inferno, o Altíssimo Serápis, incluindo uma gastra e mistérios. Gastra, uma cavidade redonda, encontra-se imediatamente atrás da inscrição. A sua função no ritual seria o de assar a carne da vítima, que era consumida no local, em frente ao nome da divindade. A inscrição n.º 5 indica o acto final:“Aos deuses, G. C. Calpurnius Rufinus, claríssimo, com este (templo) oferece também uma cavidade para se proceder à mistura.”
Neste local, o iniciado purificava-se do sangue, gordura e azeite com que se tinha sujado.
Esta interpretação sobre Panóias é de Geza Alföldy. Com base nos seus estudos, podemos hoje dizer que tivemos no local um ritual de iniciação com uma ordem e um itinerário muito precisos – a matança das vítimas, o sacrifício do sangue, a incineração das vítimas, o consumo da carne, a revelação do nome da autoridade máxima dos infernos, e por fim a purificação.
Na rocha n.º 2 do recinto a iniciação repetia-se num grau mais elevado. Na rocha mais elevada, n.º 3, e onde também haveria um pequeno templo, teria lugar o acto principal da iniciação – a morte ritual, o enterro e a ressurreição.
Hoje em qualquer das três rochas temos vestígios dos pequenos templos que eram parte integrante do recinto. Restam também as diferentes cavidades rectangulares que serviam para queimar as vísceras, uma cavidade redonda – gastra, para assar a carne, e ainda uma outra onde se procedia à limpeza do sangue, gordura e azeite. Outras cavidades estavam relacionadas com os pequenos templos existentes, e destinar-se-iam a guardar os instrumentos sagrados usados nos rituais.
Existem portanto em Panóias testemunhos de um rito de iniciação dos mistérios das divindades infernais. As prescrições identificam-se como partes de uma lei sagrada, mas aplicadas a um local concreto e preciso. A escolha deste local não foi por isso feita ao acaso, mas sim fruto de critérios específicos e previamente estabelecidos. A topografia do local desempenhou aqui um importante papel.
C. G. Calpurnius Rufinus, senador, que introduziu este culto em Panóias, onde já haveria um culto indígena, deve ter sido um alto funcionário do governo provincial romano. A sua língua original foi o grego, mas na inscrição o uso da palavra “mystaria” em vez de “mysteria” demonstra o uso de um dialecto dórico ou pseudo-dórico. Os dados sobre a sua origem permitem supor com grande probabilidade que seja Perge de Panfilia, cidade de tradição dórica e um dos centros do culto de Serápis, e situada na Ásia Menor.

Horário
09.00h – 12.30h14.00h – 17.00h
Encerrado à segunda-feira, terça-feira de manhã e nos feriados de 1 de Janeiro, Domingo de Páscoa, 1 de Maio e 25 de Dezembro
Ingresso
Normal: € 1.5Jovens (15 a 25 anos) e reformados: € 0.75Portadores do Cartão Jovem: € 0.6Crianças até aos 14 anos: gratuito. Domingos e feriados até às 14:00: gratuito
Telefone
+ 351 226 179 385 (DRP)
Fax
+ 351 228 179 385
E-mail
drp.ippar@ippar.pt
Serviço Educativo
Não tem
Visitas Guiadas
Marcações prévias. Tel. +351 226 197 080
Loja
Não tem
Acessos
Partida de Vila Real, em frente ao Quartel do 13º Regimento de Infantaria, pela estrada N322 para Sabrosa. 0.7 Km - Passar sobre ponte 2.7 Km - No extremo de Abambres, virar à esquerda no cruzamento para Sabrosa. 3.0 Km - Numa curva, entrada do Palácio de Mateus à direita.5.0 Km - Entrada em Constantim.5.8 Km - No extremo oposto de Constantim, no cruzamento, seguir à esquerda pela estrada que sobe; sinal 1 Km Panóias.7.2 Km - Sinal amarelo à direita indica Panóias. Virar à direita e seguir para o parque de estacionamento junto à cerca.

ANONIMA NUVOLARI

UMA VIAGEM BOÉMIA ATRAVÉS DOS ÚLTIMOS 50 ANOS DA CANÇÃO ITALIANA
A Anonima Nuvolari é constituída por músicos italianos, provenientes de diferentes experiências musicais, que se juntaram para recuperar e valorizar o património musical italiano, na sua vertente mais alegre e dinâmica. A particular constituição do conjunto e o espírito boémio que o inspira concedem às suas performances uma natureza de cabaret musical, criando assim um ambiente caloroso e descontraído.
O repertório proposto pelos "fratelli" Nuvolari tem as suas raízes na música popular e consiste numa viagem através dos últimos 50 anos da canção italiana. Tendo como ponto de partida o maestro napolitano Renato Carosone, passa por referências como Fred Buscaglione ou Adriano Celentano, para chegar até autores contemporâneos como Paolo Conte e Vinicio Capossela, mantendo contudo uma continuidade artística.
Voz e acordeão: Calimero Nuvolari Saxofone: Sérgio Nuvolari Voz e cuitarra: Mick Nuvolari Contrabaixo: Ciccio Nuvolari Percussões: Beniamino Nuvolari
Espectáculo integrado no VINTE E SETE — Festival Internacional de Teatro (programação complementar)
26-Abr Pequeno Auditório 22:00

A RONDA NOCTURNA

De
Lars Norén
Pelo
Teatro do Bolhão
Com
António Capelo, Custódia Gallego, Luísa Cruz e Orlando Costa
Encenação
João Paulo Costa
Tradução
Cristina Canavarro
Dramaturgia
Regina Guimarães
Figurinos e Adereços
Cristina Costa
Iluminação
José Nuno Lima
Sonoplastia
Luís Aly
Espectáculo que constitui o desfecho do ciclo “realista” do Teatro do Bolhão, “A Ronda Nocturna” é um texto que evoca com uma nitidez desconcertante o universo visceral da peça “Quem Tem Medo de Virginia Woolf?” Considerado o herdeiro artístico de Ingmar Bergmam, o autor sueco Lars Norén é normalmente comparado a Strinberg ou a O’Neil. O seu teatro, alimentado de obsessões, é violento, visceral e denso. Em “A Ronda Nocturna”, dois irmãos e as suas esposas “atacam-se” ferozmente, desvendando sem pudor as suas frustrações, os seus desejos e os seus medos diante da urna que contém as cinzas da sua mãe. Um elenco de excepção assegura a estreia em Portugal desta obra marcante do teatro contemporâneo.
Espectáculo integrado no VINTE E SETE — Festival Internacional de Teatro