domingo, 21 de setembro de 2008

Balbina Mendes







Balbina Mendes nasceu em Malhadas, Miranda do Douro.

Desde tenra idade o chamamento para a pintura foi incontornável.

Na sua terra natal, enquanto brincava no campo, ia rabiscando com os dedos no chão poeirento e nele projectava já as formas pictóricas que os seus sonhos de menina timidamente acalentavam.

Mais tarde, enquanto cursava o Magistério, e sob a orientação da Professora Aninhas Miguel, foi afirmando já com clareza esta vocação, embora só em 1989 tenha arriscado expor publicamente os seus quadros, o que aconteceu numa exposição colectiva na cidade do Porto.
Acalentada pela crítica mediática e pelo sucesso das suas exposições, a pintura foi, aos poucos, exercendo um enorme domínio sobre os seus anseios de criatividade, elegendo as temáticas transmontanas e durienses como fonte prioritária de inspiração.



Exposições Individuais Miranda do Douro (Museu da Terra da Miranda) Vila Real (Galeria Átrio da Câmara Municipal) Vila Nova de Gaia (Posto de Turismo) Lisboa (Galeria da RTP) Lisboa (Galeria Exclusive – Carnaxide) Oeiras (Galeria Exclusive - Oeiras Park) Vimioso (inauguração da Galeria de Arte da Casa da Cultura por S. Ex.ª o Presidente da República, Dr. Jorge Sampaio) Vila Nova de Gaia (Biblioteca Municipal) Porto (Galeria da UNESCO) Braga (Biblioteca Pública da Universidade do Minho) Vila Real (Galeria da Biblioteca Central da UTAD) Moita (Biblioteca Municipal) Alijó (Centro Cultural) Chaves (Forte de São Francisco) Valpaços (Centro Cultural) Guimarães (Paço dos Duques de Bragança) Vila Nova de Gaia (Auditório Municipal) Bragança (Centro Cultural Paulo Quintela) Lamego (Espaço de Arte Municipal) Miranda do Douro (inauguração da Casa da Cultura por S. Ex.ª o Ministro das Cidades e Ambiente, Dr. Arlindo Cunha) Santa Marta de Penaguião (inauguração da Casa da Cultura por S. Ex.ª o Presidente da República, Dr. Jorge Sampaio) Viseu (Hotel Montebelo). Exposições Colectivas Cinquenta e duas exposições colectivas em: Maia, Porto, Santa Maria da Feira, Guimarães, Vila Nova de Gaia, Braga, Bragança, Macedo de Cavaleiros, Vila Real, Miramar, Lisboa, Mirandela, Espinho, Alcanena, Queluz, Picote, Alfândega da Fé, Madrid. Notas Bibliográficas e Outras Mencionada no livro "Artes Plásticas Portugal, o Artista seu mercado" de Narciso Miranda. Mencionada no "Dicionário dos mais ilustres Transmontanos e Alto Durienses" (1.º Volume) de Barroso da Fonte. 1.º prémio, Primer Certamen Internacional de Pintura Rápida, Programa RIRRA.

Autora das capas dos romances "As Pequenas Coisas" e "Histórias Enluaradas" de Conceição Tomé.

Autora das capas da I e II edição do livro "A castanha saberes e sabores", de Jorge Lage. Autora da capa do livro "Bozes de l Praino", de Duarte Martins.

Autora da capa do livro “A Cultura do Trigo nos anos 50” de António Morais Machado. Sócia da Cooperativa Cultural "Artistas de Gaia".




Parque biológico de Vinhais



Quase 6 mil pessoas Vinhais Enchente no Parque Biológico de Vinhais Desde o mês de Maio, o Parque Biológico de Vinhais (PBV) recebeu, até à primeira semana do mês de Agosto, mais de 5 600 visitantes. Segundo o presidente da Câmara Municipal de Vinhais (CMV), Américo Pereira, os números demonstram que o equipamento está «a ter uma prestação excelente».

Esta elevada procura levou a que autarquia alargasse o prazo de visitas. Aquando da sua inauguração, a 16 de Maio passado, ficou definido que o PBV encerraria três dias por semana. Contudo, devido à elevada afluência de público, a autarquia decidiu alargar os dias de visita.

Na óptica do edil, esta situação reflecte-se, também, na própria vila, onde o número de visitantes, em Julho e Agosto, triplicou. “Esta procura é notável, também no que toca a comércio e hotelaria, porque este movimento traz muitas vantagens à vila”, sublinhou o responsável.

O interesse dos turistas estende-se, ainda, às estruturas disponibilizadas pelo PBV, como bungalows, que estão esgotados até ao próximo mês de Outubro, e o parque de campismo, que regista uma taxa de ocupação diária superior a 80 por cento. Além de visitantes oriundos da região, o PBV recebe, ainda, turistas de todo o País, bem como do estrangeiro, nomeadamente de países do Norte da Europa. Bugalows e parque de campismo com ocupação máxima Recorde-se que o PBV é o primeiro do género a ser criado em Trás-os-Montes e reúne diversas espécies autóctones espalhadas por quatro hectares situados na serra da Coroa, em pleno Parque Natural de Montesinho.


Os visitantes podem conhecer animais como a rola brava, a águia de asa redonda, a perdiz vermelha, o porco bísaro, o burro mirandês, os bois de raça mirandesa, corços ou javalis, bem como vegetação típica daquela zona protegida. Além disso, os amantes da natureza podem passear pelos três percursos pedestres pelo Alto e Castro da Ciradelha, à barragem de Prada ou à Charca da Vidoeira.


Sandra Canteiro, Jornal Nordeste, 2008-09-04

Douro Jazz


O Festival Internacional Douro Jazz entra na sua quinta edição, apresentando 56 espectáculos em seis cidades de Trás-os-Montes e Alto Douro. Durante um mês, realizam-se concertos em Vila Real, Régua, Bragança, Lamego, Chaves e São João da Pesqueira, com base em parcerias estabelecidas em edições anteriores, às quais agora se associam o Museu do Douro e o Teatro Ribeiro Conceição, de Lamego.
E porque o jazz é uma inspiração sem fronteiras, o programa deste ano junta 80 músicos de seis países, tendo como cabeça de cartaz Vicente Amigo. Usualmente considerado um dos maiores guitarristas vivos e sucessor de Paco de Lucía, Vicente Amigo tem experimentado diversas formas musicais, levando o flamenco a limites sem precedentes. A abertura do Festival estará a cargo do norte-americano Andy McKee, aclamado por muitos críticos e músicos como o mais promissor guitarrista fingerstyle. Christian Brewer, considerado um dos mais estimulantes saxofonistas britânicos, regressa ao Douro Jazz para nos apresentar o seu novo quinteto.
O dixieland é talvez a mais festiva das variações do jazz. Tendo isso em conta, a edição de 2008 do Douro Jazz integra três formações dixie, sendo uma delas a banda residente do Festival. A Douro Jazz Marching Band percorrerá as localidades que integram o roteiro do Festival, evocando as tradicionais parades ou desfiles, bem ao estilo de Nova Orleães.
O guitarrista norte-americano Dan LaVoie orientará um workshop de guitarra no Teatro de Vila Real, proporcionando ainda uma abordagem ao curioso instrumento que é a harpguitar.
Como em anteriores edições do Festival, decorrem este ano actividades complementares em diferentes locais e datas, como é o caso da feira de objectos culturais, que permite conhecer ou adquirir diversas produções culturais da região duriense. Uma banca com as quatro colheitas do vinho Douro Jazz (de 2004 a 2007 – que a seu modo também contam a história do Festival) circulará por algumas das cidades envolvidas, pretexto para uma vez mais reforçar a ligação do Douro Jazz à região demarcada mais antiga do mundo.
A programação complementar integra ainda a exposição “Douro Jazz 2007 – Retrospectiva” (um trabalho fotográfico de David Araújo), o lançamento do livro Jukebox 2, do poeta Manuel de Freitas, e uma prova de vinhos organizada pela Lavradores de Feitoria, a decorrer antes do concerto de encerramento do Festival.
Veja o programa aqui:

sexta-feira, 19 de setembro de 2008

ANDY MCKEE E DAN LAVOIE

Andy McKee e Dan Lavoie
M/ 6 anos
Andy McKee (1979, EUA) é aclamado por muitos críticos e músicos como o mais promissor guitarrista fingerstyle. Tendo influências tão díspares como Metallica, Bjork, Don Ross e Tchaikovsky, criou uma voz única na guitarra acústica. Nos seus concertos pode apreciar-se o peculiar estilo de tocar guitarra (o fingerstyle) e a utilização da singular harpguitar, um instrumento que conjuga a guitarra e harpa. No concerto que abre a quinta edição do Douro Jazz, Andy McKee faz-se acompanhar de um outro guitarrista virtuoso, o também norte-americano Dan Lavoie. Espectáculo integrado o FESTIVAL INTERNACIONAL DOURO JAZZ 2008.
20-Set Grande Auditório 22:00

quinta-feira, 11 de setembro de 2008

A LOUCA HISTÓRIA DE UMA PENÍNSULA


“IBÉRIA: A louca história de uma Península”
M/ 6 anos



Pela Companhia
Peripécia Teatro
Criação e Interpretação:
Noelia Domínguez, Sérgio Agostinho e Ángel Fragua
Três actores encontram-se num palco vazio. Cada um leva consigo um pequeno kit. Este inclui um simples manual de instruções do qual se servirão para realizar uma fugaz, mas hilariante viagem pela História da Península Ibérica. Vão-lhes aparecer três pastorinhos... Vão dar por si rodeados por uma cruel batalha: Portugueses, Castelhanos e Muçulmanos. Encarnarão Camões e Cervantes, que contarão as lendas de Inês de Castro, de Viriato e de Numância, assediada pelos Romanos. Vão-lhes aparecer três pastorinhos... Terão que enfrentar-se, cara a cara, com a Padeira de Aljubarrota na Batalha com o mesmo nome. Viajarão nos barcos de Vasco da Gama e de Cristóvão Colombo. E o que acontecerá durante a Dinastia Filipina?... Vão-lhes aparecer três pastorinhos...
De 11-Set a 12-Set Pequeno Auditório 22:00

quarta-feira, 10 de setembro de 2008

segunda-feira, 1 de setembro de 2008

Pôr-de-sol telúrico


Barragem do rio Pinhão

domingo, 31 de agosto de 2008

Trás os Montes por Júlio Pereira


Trás-os-Montes

Este mapa é parte do registo "Miradouro - 1988". Foi desenhado por Júlio Pereira, ilustrado por Henrique Cayatte com documentação de Hipólito Clemente baseado no livro de Ernesto Veiga de Oliveira: "Instrumentos Musicais Populares Portugueses".

sábado, 23 de agosto de 2008

sexta-feira, 22 de agosto de 2008

ALVAÇÕES DO CORGO


Esta freguesia teve, certamente, um povoamento remoto, anterior ao século XII, embora da localidade ainda não haja notícias nos primeiros tempos da nacionalidade.O topónimo "Alvações" provém, segundo os estudiosos, do genitivo de um nome pessoal – Avezanos – bastante vulgar, antes da nacionalidade. Deste modo, ter-se-ia uma "vila" Avezanil – Aveção – Alvação e desde o século XII ou XIII, Alvações no plural, devido ao conjunto formado por esta freguesia com outra que lhe está próxima – Alvações do Tanha. A situação administrativa e paroquial desta freguesia tem os seus inícios bastante obscuros, mas apesar de estar situada à esquerda do Corgo, deve ter pertencido à "Terra de Penaguião" e paroquialmente a S. João ou a S. Miguel de Lobrigos. A S. João de Lobrigos preferencialmente, dada a situação de padroado que a freguesia de Alvações depois apresenta. Nas inquirições de 1258, cita-se porém na paróquia de S. Miguel uma vila de Aveção (Avessam), o que não vai contra a inclusão na de S. João, porque os comissários nem sempre registavam as suas informações com rigor neste aspecto. A antiga freguesia de Santo António de Alvações do Corgo do termo de Vila Real, era vigararia da apresentação da mitra. Era sua donatária a Casa do Infantado.Esta freguesia teve, certamente, um povoamento remoto, anterior ao Século XII, embora da localidade ainda não haja notícia nos primeiros tempos da nacionalidade.

quinta-feira, 7 de agosto de 2008

CASA DAS PIPAS






FOTOS: Luís Prata

Casa das Pipas
Uma casa com charme cruzada com o deleite de finos néctares da Região Demarcada do Douro. No Vale do Pinhão, eis a Casa das Pipas, um empreendimento agro-turístico acabadinho de estrear. Fica dentro da Quinta do Portal. Nas redondezas, moram aldeias com fornos e pelourinhos.
É uma casa de mulheres. Manuela Pinho acolhe quem chega, atenta aos detalhes. Virou costas ao Porto cidade. A sua vida converteu-se na arte de receber. Fernanda Videira, Adelaide Almeida e Paula Rocha mal se sentem, mas andam por ali, passo silencioso, atarefadas, a tratar do casarão. A sala principal, lareira acesa, foi decorada com tons vitícolas. Os quartos (sete standart e três de topo) têm o nome de castas. As janelas estão viradas para Sul, a deixar ver a piscina que o frio afasta. Em volta do casarão, conjunto rústico-chique, o vinhedo está por enquanto nu.
Haverá quem queira aproveitar para fazer umas corridas de todo-o-terreno, empinar-se em miradouros, descobrir os "tesouros" da região (como a bem próxima estação de comboios do Pinhão). E quem esteja mais interessado em sentir o sossego, quentinho, da Casa das Pipas. As propostas, na quinta, são várias. O hóspede pode simplesmente deixar-se estar, a ver a vida passar, a ler um livro sobre a região, a ver um filme ou a cogitar frente a um jogo de tabuleiro. Ou passear entre as vinha, apreciar os trabalhos vitícolas, entregar-se às provas de vinhos.
Os proprietários, Mansilha Branco, estão há séculos ligados à produção de vinho. A primeira referência remonta a 1477, quando o Rei D. Afonso V concedeu a comenda de Oliveira a D. Afonso Mansilha. Impulsionaram o nascimento da Companhia Geral da Agricultura das Vinhas do Alto Douro (10 de Setembro de 1756), que resultou na criação da primeira Região Demarcada do mundo.
No centro de visitas, Teresa Costa explica que a sociedade Quinta do Portal integra quatro quintas: a Quinta dos Muros (com cerca de 30 hectares), a Quinta da Abelheira (15 hectares), a Quinta do Confradeiro (30 hectares) e a Quinta do Portal (15 hectares). A que está nas mãos dos Mansilha Branco há mais tempo é a dos Muros (1895). Trata de tudo, da uva à garrafa. Parece ter assumido, até à medula, o conceito de "Boutique Winery". Produz vinhos DOC Douro tintos (Auru, Quinta do Portal, Beijo d" Uva, Mural, Frontaria e alguns varietais) e brancos (Quinta do Portal, Frontaria). Tem também espumantes (Mural), moscatel (Portal e Mural) e vinhos do Porto de categorias especiais (Vintage, Colheita, Aged Twany Ports, Late Botlled Vintage, Reserve, Ruby/Twany/White e Porto Parador e Porto Alegre).
A empresa possui um dos centros de vinificação mais desenvolvido do Douro. A Quinta do Portal, morada do tal centro de vinificação, tem uma capacidade de stock de 6.500.000 litros, acompanhando criteriosamente o estágio de cada vinho. Teresa Costa mostra a gélida adega, enquanto vai desfiando dados sobre o controlo de qualidade e o processo de fabrico. A maior parte dos vinhos são produzidos em cubas de aço inoxidável com controlo de temperatura. Mas ali também se vinificam uvas de determinadas parcelas pelo método tradicional de "pisa a pé". Vinhos destinados a converterem-se em Portos Vintage ou LBV.
No aconchego da Casa das Pipas, o hóspede deve ter ainda outro aspecto em conta. A Quinta do Portal serve refeições, gastronomia regional, já se vê. Tudo muito bem regado com vinhos próprios. Pode comer em casa ou no restaurante situados a uns metros. Se houver muita gente na sala, até pode ser, como aconteceu ao PÙBLICO, que Manuela Pinho o convide para jantar numa salinha reservada...
Ana Cristina Pereira (PÚBLICO)





Integrada no projecto de enoturismo da Quinta do Portal, a Casa das Pipas distingue-se pelo ambiente ligado à actividade vinícola, bem patente na decoração dos quartos e dos espaços comuns, como a soberba sala de estar panorâmica com vista sobre as vinhas. Organizam-se provas de vinhos, visitas à adega, passeios e mesmo participação nas Vindimas. Distinguida com um prémio nacional no concurso Best Of Wine Tourism.

segunda-feira, 4 de agosto de 2008

domingo, 3 de agosto de 2008

sábado, 2 de agosto de 2008

sexta-feira, 1 de agosto de 2008

Cumieira




Na sua área foram encontrados numerosos documentos arqueológicos, confirmando um primitivo povoamento, muito remoto: mós, pipas, restos de ânforas, tijolos, moedas, etc.Aparece referida em documentação escrita desde 1139, doação feita por D. Afonso Henriques ao Mosteiro da Ermida, do couto que nesse ano instituía sobre o rio Corgo, em terras de Panóias, de frente de Lobrigos. Nas inquirições de 1258, aparece já como paróquia instituída, com o nome de Santa Eovaye d' Anduji, no julgado de Penaguião.


O lugar da Veiga teve foral concedido por D. Manuel em 15.XII.1519. Quase todos os topónimos desta freguesia aparecem documentados também a partir do séc. XII.A antiga freguesia era abadia da apresentação da mitra bracarense. Pertenceu depois ao bispado de Lamego até à criação da diocese de Vila Real.


A sua Igreja Matriz foi construída em 1729, sendo as pinturas das paredes e abóbadas (hoje desaparecidas), da autoria de Nicolau Nasoni e datadas de 1739. A fachada principal, ladeada por duas pilastras, tem ao centro a porta encimada por um nicho com a imagem da padroeira. A torre sineira é dividida em três secções separadas por "cornijas". Contém um conjunto de talha dourada barroca, muito rica e sumptuosa, principalmente a do altar-mor. Sabe-se que Nasoni trabalhou a expensas do mecenas Conde de Mateus, naquele tempo Senhor da Cumieira. Esta Igreja, de Santa Eulália, paroquial da Cumieira, é I.I.P. – Imóvel de Interesse Público – assim declarado pelo Decreto N.°8/83 de 24 de Janeiro. Existe ainda um outro I.I.P. na área da freguesia, na Adega Cooperativa da Cumieira, o Marco granítico n.º 55, da delimitação da Região Demarcada, imóvel classificado pelo Decreto N.º 35909 de 17-10-1946.
Orago: Santa Eulália.

quinta-feira, 31 de julho de 2008

BANDA FILARMÓNICA DA CUMIEIRA


BANDA FILARMÓNICA DA CUMIEIRA 2007

domingo, 27 de julho de 2008

Museu do Douro


Igreja martriz de Torre de Moncorvo


Chaves, foto aérea

tRÁS.OS.MONTES por Sérgio Godinho



Belo Gavião
leva esta carta
p´ra além do Marão

Meu amigo Manuel
como vai Trás-os-Montes
quase um mês, o tempo voa
como vai a tua mãe, o teu pai
teus irmãos, diz
quando voltas pra Lisboa
tua irmã ainda escreve
essas frases bonitas que li num caderno assim:
"Quem era eu sem a vida
que era a vida sem mim"

Quando foi que escrevestes
já sei, foi pra longe
já lá vão quase dois anos
Trás-os-Montes não via
detrás das paredes
nem cheirava ares transmontanos
eles: porta fechada
eu: a abrir tua carta
e uma frase a brilhar, e eu li:
"Que eras tu sem a noite
que era a noite sem ti"

Quando vieres para baixo
vê lá, tem piedade
da fome do teu amigo
já aí vi feiticeiras
rodando o suíno
traz uns enchidos contigo
em Lisboa, quisera
eu comer uma alheira
que dê pra cantar assim:
"Que era eu sem a vida
que era a vida sem mim"

E ao chegarmos ao fim
de um jantar bem regado
que o vinho, esse, eu ofereço
línguas soltas, não vai ser difícil
lembrarmos de tudo desde o começo
veloz foi a viagem, a raiva
a risada, a energia
uma vida, enfim
"Que era eu sem a vida
que era a vida sem mim"

Viemos aqui parar
capital do Império
de trás de todos os montes
e o império desfeito, viemos provando
água de todas as fontes
e a amizade é por certo
a que sempre bebemos
do trago mais longo, assim
"Que era eu sem a vida
que era a vida sem mim"

CHAVES rural

Camille Pissarro






Até há pouco tempo, quando se discutia a paternidade da pintura moderna, o consenso parecia apontar para um único nome: Paul Cézanne. Nas últimas décadas, no entanto, um número crescente de historiadores de arte começou a questionar este pressuposto, olhando antes para Camille Pissarro, amigo e mestre de Cézanne, como o verdadeiro precursor da revolução que transformaria radicalmente a pintura na última metade do século XIX. Jacob Camille Pissarro, de seu nome completo, era filho de Abraham (Frederic) Gabriel Pissarro, um judeu “marrano” português, transmontano de Bragança, que ainda criança (nos finais do século XVIII) emigrara com os pais para Bordéus, onde na altura existia uma comunidade significativa de judeus portugueses refugiados da Inquisição. Camille nasceu a 10 de Julho de 1830 em St. Thomas, nas Ilhas Virgens, para onde o pai se mudara anos antes para servir de executor do testamento de um tio.
Camille Pissarro era um personagem fascinante. Amigo e mestre de Degas, Cézanne e Gauguin, Camille Pissarro era visto pelos colegas como um “patriarca” – uma figura generosa, amável e profundamente fiel às suas amizades. “Pissarro foi como um pai para mim: era o homem a quem se pediam conselhos, era como le bon Dieu”, escreveu sobre ele Cézanne. Henri Matisse chamou-lhe “o Moisés da pintura contemporânea, aquele que nos dá a Lei”; Cézanne afirmaria categoricamente: “todos nós descendemos de Pissarro.”
Anarquista convicto, Camille Pissarro não era religioso em termos formais mas, mesmo assim, nunca dissimularia o judaísmo herdado dos seus antepassados portugueses. Pelo contrário, Pissarro orgulhava-se de ser judeu.
Durante o Caso Dreyfus – o paradigma do antisemitismo que dividiu a sociedade francesa dos finais do século XIX – Pissarro, ao mesmo tempo que combatia o ódio irracional contra os judeus, sentiria na pele o antisemitismo de alguns dos seus colegas, mesmo vindo de amigos, como Degas e Renoir. Nessa altura, alguns dos seus colegas mais próximos chegariam mesmo a por em causa a sua relação de amizade, temendo “ficar contaminados” por se associarem a um judeu. “Continuar com o israelita Pissarro é ficar manchado com revolução”, escreveu Renoir, com um antisemitismo tristemente típico da época.
Na última edição da revista Commentary, o crítico de arte Dana Gordon escreve um excelente artigo de cinco páginas intitulado Justice to Pissarro, onde defende que a paternidade da pintura moderna deve ser definitivamente atribuída, não a Cézanne, mas a Camille Pissarro, o pintor descendente de judeus sefarditas de Bragança.


Camille Pissarro, L’Ermitage à Pontoise, 1867.


Camille Pissarro, Vue de ma fenêtre, Eragny sur Epte, 1886-88.

http://ruadajudiaria.com/?m=200511





JOÃO TREMOCEIRO

sábado, 26 de julho de 2008

Trás-os-montes - Luís Portugal

Quiteto LA TÍPICA


Quinteto La Típica formou-se no ano de 2006. Interpreta um repertório tradicional que suscita a dança, procurando a sonoridade típica do tango, quer através da forma musical, quer da interpretação. Este espectáculo inclui um par de bailarinos. Concertos de Verão: Músicas do Mundo 2008. ENTRADA GRATUITA
26-Jul Auditório Exterior 22:30

Giesta



Espécie: Cytisus scoparius (L.) LINK.Família: Leguminosae

Cytisus scoparius é nativo em brejos, solos não cultivados e bosques na Europa; é uma planta familiar tanto no estado selvagem como em cultivos. O nome Cytisus vem do grego "kytisos", termo usado antigamente para descrever várias leguminosas lenhosas e scoparius vem do latim "scopa", vassoura.
Cytisus scoparius é um arbusto com ramos verdes e angulosos, apresentando diminutas folhas alternas e trímeras. Na parte superior dos ramos, flores solitárias amarelas, parecidas com as de ervilhas, aparecem na axila das folhas durante o verão. O fruto é uma vagem avermelhada. Toda a planta é tóxica.
A giesteira-das-vassouras cresce nas encostas ensolaradas, na orla das florestas, frequentemente formando matagais.
No entanto, muitas vezes não resiste ao frio no clima centro-europeu. Foi no século passado que as suas virtudes medicinais começaram a ser intensivamente exploradas. Seus usos medicinais estão listados em todos herbários europeus mais antigos, sob denominação de "Planta genista" da qual a Real casa britânica de Plantagenet tirou seu nome.
Todas as partes da planta têm interesse farmacêutico: flores, cimeiras, sementes, raízes, mas são mais frequentemente colhidas as cimeiras. As partes mais tenras dos caules são cortadas à mão, postas a secar à sombra, cortadas depois em fragmentos mais pequenos. Entre as substâncias activas, a mais importante é o alcalóide esparteína que afecta o coração e nervos de modo semelhante ao "curare". A giesteira-das-vassouras contém igualmente glicosídeos, taninos, óleos essenciais, sucos amargos. É uma erva amarga, narcótica que deprime a respiração, regula a acção do coração e tem efeitos diurético e purgativo.
A forte toxicidade da planta leva a que raramente seja usada em medicina popular: serve principalmente de matéria-prima que permite isolar as diferentes substâncias activas. Os remédios à base de esparteína são prescritos em casos de perturbações da actividade cardíaca e da circulação sanguínea. Dilatam as coronárias e aumentam a tensão. Outras substâncias tiradas da giesteira-das-vassouras estimulam a actividade dos músculos lisos e do útero, o que é utilizado em obstetrícia. Têm também um efeito fortemente diurético. Excesso causa colapso respiratório.
Não é recomendado para mulheres grávidas ou pacientes com pressão alta. As doses e a frequência das administrações devem ser determinadas pelo médico.
As flores amarelas da planta servem de matéria-prima para fabricar um corante. Os ramos secos são utilizados para fazer vassouras (daí o nome vulgar da espécie). Planta sujeita a leis de controle como erva daninha em alguns países.
Nota: As informações colocadas nesta página foram retiradas de sites de âmbito geral.




Caso não seja conhecedor da sabedoria popular não utilize a Giesta a não ser para fazer as "vassouras".

Urtiga



Em caso de anemia, artrite e reumatismo, no tratamento de eczemas e acne, contra a queda do cabelo e no retardamento da hipertrofia da próstata.

Caso para repensar as verdadeiras intenções de quem nos manda “ir às urtigas”.


Desde a Idade Média que as folhas são utilizadas na culinária escocesa. A acção urticante das folhas desaparece após doze horas da planta ter sido colhida, ou após fervura, pelo que as folhas jovens de urtiga podem ser consumidas cruas em salada, em omeletas, em sopas ou simplesmente cozidas, como os restantes legumes. As plantas foram ainda usadas como forragem para o gado, e as fibras extraídas dos seus eixos, à semelhança do que acontece com as fibras de linho, utilizadas para o fabrico de roupas e cordas, nesta região.


Efeitos: desintoxicante, antianémico e diurético

As folhas contêm teores elevados de clorofila, molécula vegetal de cor verde, cuja composição química é muito semelhante à da hemoglobina (transportador de oxigénio no nosso sangue) e ferro. Estes constituintes são responsáveis pelas suas propriedades desintoxicantes e antianémicas, uma vez que estimulam a produção de glóbulos vermelhos. São ainda ricas em outros sais minerais como o fósforo, magnésio, cálcio e silício, e vitaminas A, C e K. Os tricomas contêm histamina, acetilcolina e ácido fórmico, substâncias que parecem actuar como anti-inflamatórios.

Do ponto de vista terapêutico as folhas possuem uma forte acção diurética, anti-inflamatória e remineralizante, sendo ainda ligeiramente hipoglicemiantes. De uma forma geral, a urtiga ajuda o organismo a eliminar os líquidos em excesso, pelo que uma infusão (1 colher de chá de folhas secas por chávena de água quente, três a quatro vezes ao dia) pode ser útil como tratamento auxiliar em muitas doenças.


Artrite, reumatismo e gota: dosagens

Os preparados desta planta são particularmente benéficos no tratamento de infecções geniturinárias e prostatites, uma vez que ao estimular as micções, ajudam a eliminar as bactérias causadoras da infecção. A urtiga tem a capacidade de alcalinizar o sangue, facilitando a eliminação dos resíduos ácidos do metabolismo, sendo igualmente importante no tratamento de casos de artrite, reumatismo e gota. Por outro lado, como é uma boa fonte de quercetina, flavonóide que inibe a libertação de histamina, é utilizada com eficácia na diminuição dos sintomas associados às alergias e à febre-dos-fenos. Em todos estes casos, poderá optar entre a toma de 50 a 100 gotas de tintura (1:10), três vezes ao dia, ou pela ingestão de cápsulas de 250 mg de extracto de folhas, administradas também três vezes ao dia.
Folhas: anemia e hemorragia

As folhas são ricas em proteínas (100 gramas de urtigas secas contêm 35 a 40 por cento de proteínas) e em vitaminas e sais minerais, e constituem uma ajuda válida no caso de anemia. Com acção vasoconstritora e hemostática, as folhas ajudam também a estancar hemorragias nasais e a aliviar menstruações abundantes, contribuindo ainda para diminuir os níveis de açúcar no sangue.É igualmente recomendada nas afecções crónicas da pele, em especial no tratamento de eczemas, erupções e acne, contra a queda do cabelo, e para limpar e purificar a pele, normalmente sob a forma de loções ou tónicos, cuja acção pode e deve ser complementada pela toma oral de suplementos à base de urtiga.
Raízes: doses recomendadas em caso de hipertrofia da próstata

As raízes têm um efeito anti-inflamatório sobre o adenoma prostático, podendo ajudar a retardar o hipertrofismo da próstata. Os seus extractos actuam inibindo a enzima 5--reductase, envolvida na conversão da hormona testosterona em dihidro-testosterona, substância responsável pelo crescimento da glândula prostática nos homens com hiperplasia begnina da próstata. Recomenda-se a toma de 250 mg de extracto de raiz, duas vezes por dia, em combinação com 160 mg de extracto de palmeto (Serenoa repens).
Segurança e contra-indicações

Em geral, a urtiga é considerada segura, existindo apenas o risco de reacção alérgica. Salienta-se contudo, que pacientes com hipertensão, cardiopatias, diabetes ou insuficiência renal, podem sofrer descompensações, devido aos efeitos diuréticos da planta, pelo que a toma de extractos desta planta deve ser supervisionada por técnicos de saúde.
De onde vem a urtiga?

O nome científico da urtiga deriva do verbo latino urere, que significa arder, numa clara alusão ao efeito dos seus pêlos urticantes, e dioica ou “duas casas”, é a designação botânica dada às espécies que apresentam indivíduos exibindo apenas flores masculinas ou femininas.Urtica dioica é uma planta vivaz oriunda das regiões temperadas da Europa, África Austral, Andes e Austrália, actualmente presente em todo o mundo. Coloniza preferencialmente locais húmidos e sombrios, na proximidade de campos cultivados, e chega a atingir 1,5 metros de altura. O caule, de secção quadrada, e as folhas opostas e dentadas, encontram-se completamente cobertos de pêlos urticantes, designados tricomas, as suas flores são pequenas e verdes.
Antigamente era assim…

As propriedades medicinais da urtiga remontam à Grécia Antiga, onde era utilizada para atenuar os sintomas das alergias sazonais e no alívio das dores associadas às inflamações. As folhas, acabadas de colher, em aplicação tópica têm um efeito rubefaciente (causa vermelhidão da pele), e por isso, foram, em tempos, popularmente utilizadas para fustigar suavemente a pele, sobre as articulações afectadas pelo reumatismo. Produzindo-se, desta forma, um efeito revulsivo que atrai o sangue para a pele e que contribui para descongestionar os tecidos internos afectados pelo processo inflamatório. Posteriormente, preparam-se as infusões e cataplasmas para este efeito; actualmente recorre-se à toma de suplementos alimentares. Foram ainda utilizadas, de forma pouco pedagógica, contudo inesquecível, para fustigar os rabinhos das crianças, como modo de evitar que estas se descuidassem na cama.
Texto: Pedro Lôbo do Vale** médico

Mercurialis annua




quinta-feira, 24 de julho de 2008

Pousada de S. Gonçalo


Etiqueta para bagagem da Pousada de S. Gonçalo, Marão
Autor não identificado
Década de 1940

Lima de Freitas na UTAD




Lima de Freitas (1927-1998) junto a uma secção do painel de azulejos que criou para a reitoria da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, em Vila Real. Oficinas de azulejaria S. Simão Arte, Vila Fresca de Azeitão, 1991.
No projecto em cartão, notem-se os elementos de simbologia bíblica e maçónica que pontuam o painel, característicos das últimas décadas da sua obra. Note-se ainda a longa faixa que não se encontra no projecto inicial e foi acrescentada directamente à pintura efectuada nos azulejos.




Modesto Navarro


Modesto Navarro (n. 1942)
Tendo iniciado a sua carreira literária nos anos 60, Modesto Navarro publicou já dezenas de títulos no campo da ficção e vários estudos e ensaios de carácter sociológico. Oriundo de Trás-os-Montes, a sua obra reflecte frequentemente uma vivência transmontana nos enredos e nos espaços de acção.
Utilizou ainda o pseudónimo Artur Cortez para assinar os policiais Morte no Tejo (1982), A Morte dos Anjos (1983) e A Morte do Artista (1984).
De Seis Mulheres na Madrugada transcrevem-se dois parágrafos:

"Por que contava tudo isso a outro homem, um desconhecido, deitada na cama? A parede desaparecera e agora via o mar, o violento mar da costa, eles sentados no paredão, os barcos a passar em fila, petroleiros e de pesca, ali mesmo à mão; bastava estenderem o braço e furavam as vagas enormes.
Nessa altura, ele pôs-lhe a mão no corpo; não se lembra se foi na perna, carne bastante dura, incólume depois de tantas violências. Sentiu isso, o homem, e resolveu beijá-la depois de lhe dizer o que ia fazer, e foi assim, sentindo os lábios, uma parte do seu corpo, do corpo de ambos, a mais desejada. Entre a cor dos olhos dela e a água quase não havia diferença. O mar estava particularmente triste, na tarde sobressaltada, e os círculos à volta dos olhos ficavam enquadrados na massa escura, misturando-se o verde do centro com os ténues revérberos de sol na água."



segunda-feira, 21 de julho de 2008

Palácio dos Távoras - Mirandela

Fotografia de Henrique Pereira

Rio Rabaçal


Foto de Henrique Pereira

domingo, 20 de julho de 2008

ADOPTE UMA OLIVEIRA


"No âmbito do projecto TERRA OLEA, a Câmara Municipal de Mirandela levou a cabo a iniciativa “ADOPTE UMA OLIVEIRA”, cuja adesão massiva fez prolongar a distribuição das oliveiras. Para além da adesão dos mirandelenses, muitas foram as pessoas de todo o país que nos fizeram chegar através de um telefonema, ou e-mail, o seu pedido de uma oliveira.
Até à data registaram-se cerca de 300 pais adoptivos de oliveiras dos jardins da cidade e de oliveiras para plantar em jardins particulares.Uma vez que os pedidos continuam a chegar, a Câmara Municipal de Mirandela vai avançar novamente com esta iniciativa, desta vez com o nome “ADOPTE UMA OLIVEIRA 2” e com um novo formato. A campanha de adopção vai decorrer num único dia – 9 de Dezembro de 2007 das 9h30m às 12h30m, na Zona Verde da Ribeira de Carvalhais – e só será considerada válida se o candidato se apresentar pessoalmente, no que diz respeito às plantações, devido ao elevado número de pedidos registados, os pais adoptivos terão apenas 3 dias, a comunicar oportunamente, para levantar a oliveira, ficando a plantação à sua inteira responsabilidade.Esta acção que tem como finalidade, por um lado, aumentar o número de oliveiras no concelho e por outro, sensibilizar a população para a importância da oliveira como elemento da paisagem urbana, convidando todos a participar activamente na valorização do nosso património olivícola."

Adopte uma Oliveira 2 - Ficha de Adesão

(Ficheiro .pdf - 794 KB)