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sábado, 3 de agosto de 2013

Para trás mija a burra!!!!


Foto - Alfredo Cunha.

Desculpem, mas hoje estou curta, grossa, amarga e acre!
Nestas navegações no ciber espaço há coisas que têm o poder de me irritar até aos cornos da lua. O branqueamento do mal, o colocar nódoas no bem, a opacidade daverdade, a verdade paralela, a não transparência, o deturpamento da verdade, a demagogia barata e a ignorância de quem embarca em silogismos errados e em prosápia de mesa de café.
Quando me deparo com posts a branquear a acção de Adolf Hitler, tal como: se não tivesse levado uma reprovação na entrada da escola de artes, se calhar….. tal e tal,
….passo-me e aconselho que vão passar a noite na cozinha, fechem bem as janelas e as portas e liguem o gás do fogão.
Quando se branqueia a inquisição apetece-me chamar-lhes bruxos e aquecer-lhes os pés com um fósforo!
Quando se branqueia a pedofilia, aconselho a porem-se a jeito.
Quando se pensa na crise actual e se branqueia Salazar e o Estado Novo e o antes é que era bom, sinto que as pessoas têm memoria bem curta ou não viveram no mesmo país que eu. Por vezes é necessário recordar detalhes que fazem toda a diferença.
Eu vivi numa aldeia de Tras-os-Montes apenas durante 5 anos da minha infância, em metade da década de 60, rodeada de mimo, mas atenta às casas dos vizinhos, e passo a descrever para ver se nos entendemos:
- A refeição normal de peixe era constituída por chicharro frito ou sardinha com broa. A mãe normalmente escolhia a cabeça e repartia o resto em pequenas porções que distribuía por uma bando de filhos famintos. (no coments)
- Quando pretendiam ir à cidade mais próxima, que era mesmo próxima, 17km, tratar de algo urgente, iam e voltavam a pé, pelo meio da serra, por meio de atalhos e trabalhos, cruzando-se por vezes com lobos. 17+17=34 . No bolso levavam o lanche: uma côdea de pão. (no coments)
- As ruas da aldeia eram o deposito sanitário para onde escorriam os dejectos de algumas casas. Cobriam-se com caruma dos pinheiros e viravam estrume que ai ficava a curtir diversos meses. Febre tifoide, hepaties , gastroenterites não existiam. Morria-se e pronto! (no coments)
- Hospital havia de empréstimo de uma misericórdia, que funcionava mal. Quem necessitava de um médico, pagava. Não havia comparticipações nos medicamentos, nem serviço nacional de saúde, nem genéricos, nem, nem, nem…(no coments)
- Leite para as crianças? Onde? Quem tivesse possibilidade tinha uma cabra para dar leite. O leite das vacas destinava-se à alimentação dos bezerros para trabalhar na lavoura. (no coments)
- Brigava-se e matava-se na disputa das águas para regar os campos. (no coments)
- A maioria dos homens tinha a 3ª classe e as mulheres nem isso. (no coments)
- Cozinhava-se no chão e pedia-se o lume ao vizinho para não gastar um fósforo. (no coments)
- O aquecimento central era feito pelas vacas que moravam no piso inferior da habitação e fazia-se com a fermentação dos dejectos dos animais. Urina quente, fezes quentes, e vapores do respirar, infiltravam-se através das juntas do soalho e aqueciam as habitações. (no coments)
- A maioria das casas não tinha quarto de banho. Tinha um buraco a imitar uma sanita turca com uma tampa e um lavatório de ferro e esmalte. Banho não existia. (no coments)
- Duas vezes por dia as mulheres carregavam na cabeça o caneco da água. Eu não escrevi cântaro. Escrevi CANECO. Não sei bem, mas um caneco deveria levar para ai 25l de água. Iam buscar a agua à fonte e carregavam para casa, para poder cozinhar, lavar etc.(no coments)
- Não havia papel higiénico e jornal também não. (no coments)
- As camas tinham uma estrutura de ferro e eram pequenas. Normalmente numa cama dormiam sempre mais de 2 pessoas. Havia os que dormiam para cima e os que dormiam para baixo, aquecendo-se e também porque não havia outras camas.(no coments)
- Os colchões não eram ortopédicos, eram enchidos com palha… duros…. A palha tinha que ser removida periodicamente. E as almofadas eram cheias também de uma fibra, que já não lembro o nome. (no coments)i
- Fraldas descartáveis não havia. Havia uns panos onde se embrulhava o rabo dos miúdos. Mijavam-se e quando os adultos tinham tempo, trocavam o pano, e secavam-no num enxugador, para poupar uns gramas de sabão. Quando as crianças começavam a andar, tiravam-lhes as fraldas e vestiam-lhes umas calças abertas no rabo para as fezes saírem, fizesse frio ou calor ou estivesse a nevar. (no coments)
- Calçavam-se sapatos no dia de festa. Normalmente andava-se descalço ou calçava-se umas socas que deveriam ser poupadas durante meses e até anos. (no coments)
- Azeite era para temperar a sopa nas casas mais abastadas. As batatas regavam-se com um pouco da água da sopa.(no coments)
- Para passar a ferro era necessário fazer brasas e colocar dentro do ferro de passar. (no coments)
- Electricidade não havia. Havia candeias, petromax, candeeiro de petróleo…. Frigorifico???? Naaaaa. Existia uma salgadeira para conservar carne, e as bebidas colocam-se em lugar fresco. (no coments)
- Era preciso ir comprar sal ao Porto ou a outro sitio mais perto. Junguia-se os bois e faziam-se ao caminho. Demoravam-se dias até completar essa tarefa. (no coments)
- O vinho fazia-se em casa com inúmeras tarefas a realizar até o liquido sair da pipa. Alguém já viu a lavagem de um tunél???? Sabem o que é claustrofobia? (no coments)
- Os velhos sem famila, eram vehos sem família, eram velhos sozinhos até morrer. Não havia lares, nem assistência domiciliária.. (no coments)
- Extraiam-se dentes no barbeiro, não se tratavm dentes. (no coments)
- Quando se enloucava, enloucava-se de vez. (no coments)
- As roupas passavam de ricos para pobres e depois de um para o outro ate não servir ou ate se romper. (no coments)
- Quando as dores de parto apertavam, a epidural era um ou dois cálices de aguardente.
Paria-se de manhã e já se trabalhava à tarde, as mais mimadas tinham uma vizinha que lhe fazia um chá ou uma canja de galinha. (no coments)
-O filho que tivesse uma mãe que não pudesse amamentar tinha os dias contados para o corredor dos anjinhos. E havia muitos anjinhos. Acompanhei muitos ao cemitério e segurei em alguns. (no coments)
- Os mancebos quando chegavam à idade que tinham força e vigor de homens, iam lutar para outro continente. (no coments)
- A fruta roubava-se. Existiam pouquíssimas árvores de fruta e quem as tinha que as guardasse. (no coments)
- Na escola não havia cadernos. Havia uma palmatória, lousas meio partidas e bons puxões de orelhas. Apagava-se a lousa, cuspindo-lhe e passando a manga sebenta da camisola. Aquecimento não havia, nos anos áureos dos 60, cada aluno em cada dia, levava uma braseira para aquecer a professora. Lá não havia instalação sanitária, as crianças iam ao monte. (no coments)
- Durante o inverno as mãos das crianças eram chagas de cieiro. (no coments)
- Ninguém tinha férias., muito menos subsídios (no coments)
- Havia mendigos a pedir de casa a casa. Pediam uma tijela de caldo. (no coments)
- As crianças começavam a trabalhar mal começavam a andar.(no coments)
- Quando caia uma tromba de água ou uma trovoada que estragava a gricultura não se vinha para a televisão reclamar com o IFADAP. Rezava-se a Sta Bárbara e queimava-se um ramo de oliveira. (no coments)
- Cozia-se o pão num forno de lenha com porta betumada com cáca de boi. (no coments)

Há mais, mas fico por aqui. Este era o tempo do Salazar e já na recta final.

Conclusão: lutem sempre por um mundo melhor, onde o Homem esteja acima do capital. Não suspirem pelo Salazar. Para trás mija a burra!!!!
AQ

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

domingo, 30 de novembro de 2008

SAMARDÃ

Samardã I 30 de Novembro de 2008

Samardâ II 30 de Novembro de 2008

sexta-feira, 17 de outubro de 2008

Vindimas em Bemposta




Fonte: http://www.bragancanet.pt/bemposta/html/Aureliano%20trajes.htm

quinta-feira, 7 de agosto de 2008

CASA DAS PIPAS






FOTOS: Luís Prata

Casa das Pipas
Uma casa com charme cruzada com o deleite de finos néctares da Região Demarcada do Douro. No Vale do Pinhão, eis a Casa das Pipas, um empreendimento agro-turístico acabadinho de estrear. Fica dentro da Quinta do Portal. Nas redondezas, moram aldeias com fornos e pelourinhos.
É uma casa de mulheres. Manuela Pinho acolhe quem chega, atenta aos detalhes. Virou costas ao Porto cidade. A sua vida converteu-se na arte de receber. Fernanda Videira, Adelaide Almeida e Paula Rocha mal se sentem, mas andam por ali, passo silencioso, atarefadas, a tratar do casarão. A sala principal, lareira acesa, foi decorada com tons vitícolas. Os quartos (sete standart e três de topo) têm o nome de castas. As janelas estão viradas para Sul, a deixar ver a piscina que o frio afasta. Em volta do casarão, conjunto rústico-chique, o vinhedo está por enquanto nu.
Haverá quem queira aproveitar para fazer umas corridas de todo-o-terreno, empinar-se em miradouros, descobrir os "tesouros" da região (como a bem próxima estação de comboios do Pinhão). E quem esteja mais interessado em sentir o sossego, quentinho, da Casa das Pipas. As propostas, na quinta, são várias. O hóspede pode simplesmente deixar-se estar, a ver a vida passar, a ler um livro sobre a região, a ver um filme ou a cogitar frente a um jogo de tabuleiro. Ou passear entre as vinha, apreciar os trabalhos vitícolas, entregar-se às provas de vinhos.
Os proprietários, Mansilha Branco, estão há séculos ligados à produção de vinho. A primeira referência remonta a 1477, quando o Rei D. Afonso V concedeu a comenda de Oliveira a D. Afonso Mansilha. Impulsionaram o nascimento da Companhia Geral da Agricultura das Vinhas do Alto Douro (10 de Setembro de 1756), que resultou na criação da primeira Região Demarcada do mundo.
No centro de visitas, Teresa Costa explica que a sociedade Quinta do Portal integra quatro quintas: a Quinta dos Muros (com cerca de 30 hectares), a Quinta da Abelheira (15 hectares), a Quinta do Confradeiro (30 hectares) e a Quinta do Portal (15 hectares). A que está nas mãos dos Mansilha Branco há mais tempo é a dos Muros (1895). Trata de tudo, da uva à garrafa. Parece ter assumido, até à medula, o conceito de "Boutique Winery". Produz vinhos DOC Douro tintos (Auru, Quinta do Portal, Beijo d" Uva, Mural, Frontaria e alguns varietais) e brancos (Quinta do Portal, Frontaria). Tem também espumantes (Mural), moscatel (Portal e Mural) e vinhos do Porto de categorias especiais (Vintage, Colheita, Aged Twany Ports, Late Botlled Vintage, Reserve, Ruby/Twany/White e Porto Parador e Porto Alegre).
A empresa possui um dos centros de vinificação mais desenvolvido do Douro. A Quinta do Portal, morada do tal centro de vinificação, tem uma capacidade de stock de 6.500.000 litros, acompanhando criteriosamente o estágio de cada vinho. Teresa Costa mostra a gélida adega, enquanto vai desfiando dados sobre o controlo de qualidade e o processo de fabrico. A maior parte dos vinhos são produzidos em cubas de aço inoxidável com controlo de temperatura. Mas ali também se vinificam uvas de determinadas parcelas pelo método tradicional de "pisa a pé". Vinhos destinados a converterem-se em Portos Vintage ou LBV.
No aconchego da Casa das Pipas, o hóspede deve ter ainda outro aspecto em conta. A Quinta do Portal serve refeições, gastronomia regional, já se vê. Tudo muito bem regado com vinhos próprios. Pode comer em casa ou no restaurante situados a uns metros. Se houver muita gente na sala, até pode ser, como aconteceu ao PÙBLICO, que Manuela Pinho o convide para jantar numa salinha reservada...
Ana Cristina Pereira (PÚBLICO)





Integrada no projecto de enoturismo da Quinta do Portal, a Casa das Pipas distingue-se pelo ambiente ligado à actividade vinícola, bem patente na decoração dos quartos e dos espaços comuns, como a soberba sala de estar panorâmica com vista sobre as vinhas. Organizam-se provas de vinhos, visitas à adega, passeios e mesmo participação nas Vindimas. Distinguida com um prémio nacional no concurso Best Of Wine Tourism.

segunda-feira, 4 de agosto de 2008

domingo, 20 de julho de 2008

quinta-feira, 15 de maio de 2008

sábado, 10 de maio de 2008

Trás-os-Montes

Entre o primeiro quartel do século XIV e a divisão do país em distritos (pela reforma administrativa de 18 de Julho de 1835) existiu a província de Trás-os-Montes, com limites algo variáveis ao longo dos tempos, mas ocupando exclusivamente território na margem direita (norte) do Rio Douro[1] (isto é, aproximadamente os actuais distritos de Vila Real e Bragança).
A província, agora com a designação de Trás-os-Montes e Alto Douro e englobando alguns concelhos na margem esquerda do Douro, foi reinstituída pela reforma administrativa de
1936, em conformidade com a Constituição de 1933 (Estado Novo). No entanto, as províncias nunca tiveram qualquer atribuição prática, e desapareceram do cenário administrativo (ainda que não do vocabulário quotidiano dos portugueses) com a revisão constitucional de 1959[2], não sendo recuperadas pela Constituição de 1976.
A proposta de regionalização sujeita a Referendo em 1998 (tendo sido rejeitada) previa a criação da região de Trás-os-Montes, em tudo igual à província de 1936, com excepção de incluir mais um concelho (
Mêda).