Mostrar mensagens com a etiqueta Património construído. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Património construído. Mostrar todas as mensagens

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

PONTE MEDIEVAL DE IZEDA


Fotos de Abel M. Queirós

ponte (...) “romana”, a Ponte de Izeda, alçada sobre o rio Sabor entre esta freguesia e a vizinha Santulhão (esta já pertencente a Vimioso), é um magnífico exemplar de arquitectura pontística, com seus múltiplos arcos e perfil “em cavalete”. Dotada de quatro talha-mares (que sobem até à altura do fecho dos arcos, mostrando um perfil arredondado a montante e agudo nos voltados e jusantes), a estrutura de alvenaria, em rocha xistosa da região apresenta um amplo arco central bastante aberto e mais quatro outros arquetes (dois de cada lado), estes já levemente apontados e de tamanhos desiguais. Sendo uma construção de fábrica inequivocamente baixo-medieval, esta ponte mostra-se estreita e dotada de guardas, sob a forma de muretes de topo abaulado).
Fonte: Câmara Municipal de Bragança

domingo, 3 de agosto de 2008

sexta-feira, 1 de agosto de 2008

Cumieira




Na sua área foram encontrados numerosos documentos arqueológicos, confirmando um primitivo povoamento, muito remoto: mós, pipas, restos de ânforas, tijolos, moedas, etc.Aparece referida em documentação escrita desde 1139, doação feita por D. Afonso Henriques ao Mosteiro da Ermida, do couto que nesse ano instituía sobre o rio Corgo, em terras de Panóias, de frente de Lobrigos. Nas inquirições de 1258, aparece já como paróquia instituída, com o nome de Santa Eovaye d' Anduji, no julgado de Penaguião.


O lugar da Veiga teve foral concedido por D. Manuel em 15.XII.1519. Quase todos os topónimos desta freguesia aparecem documentados também a partir do séc. XII.A antiga freguesia era abadia da apresentação da mitra bracarense. Pertenceu depois ao bispado de Lamego até à criação da diocese de Vila Real.


A sua Igreja Matriz foi construída em 1729, sendo as pinturas das paredes e abóbadas (hoje desaparecidas), da autoria de Nicolau Nasoni e datadas de 1739. A fachada principal, ladeada por duas pilastras, tem ao centro a porta encimada por um nicho com a imagem da padroeira. A torre sineira é dividida em três secções separadas por "cornijas". Contém um conjunto de talha dourada barroca, muito rica e sumptuosa, principalmente a do altar-mor. Sabe-se que Nasoni trabalhou a expensas do mecenas Conde de Mateus, naquele tempo Senhor da Cumieira. Esta Igreja, de Santa Eulália, paroquial da Cumieira, é I.I.P. – Imóvel de Interesse Público – assim declarado pelo Decreto N.°8/83 de 24 de Janeiro. Existe ainda um outro I.I.P. na área da freguesia, na Adega Cooperativa da Cumieira, o Marco granítico n.º 55, da delimitação da Região Demarcada, imóvel classificado pelo Decreto N.º 35909 de 17-10-1946.
Orago: Santa Eulália.

quinta-feira, 24 de julho de 2008

Lima de Freitas na UTAD




Lima de Freitas (1927-1998) junto a uma secção do painel de azulejos que criou para a reitoria da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, em Vila Real. Oficinas de azulejaria S. Simão Arte, Vila Fresca de Azeitão, 1991.
No projecto em cartão, notem-se os elementos de simbologia bíblica e maçónica que pontuam o painel, característicos das últimas décadas da sua obra. Note-se ainda a longa faixa que não se encontra no projecto inicial e foi acrescentada directamente à pintura efectuada nos azulejos.




segunda-feira, 21 de julho de 2008

sexta-feira, 30 de maio de 2008

terça-feira, 27 de maio de 2008

Castelo de Aguiar


Castelo de Aguiar

Foto: Bela Doce

O Castelo de Pena de Aguiar, também conhecido apenas como Castelo de Aguiar, localiza-se na aldeia de Pontido, freguesia de Telões, Concelho de Vila Pouca de Aguiar, Distrito de Vila Real, em Portugal.

Situado estrategicamente sobre um penedo granítico no flanco Leste da serra de Alvão, liga-se à Reconquista cristã da península Ibérica tendo sido cabeça das terras de Aguiar em tempos medievais. Nesse âmbito, a defesa proporcionada pelo castelo era complementada por algumas atalaias, nomeadamente as de Capeludos, Rebordochão e Portela de Santa Eulália (que à época integrava a circunscrição de Vila Pouca de Aguiar).

Antecedentes: De acordo com a moderna pesquisa arqueológica, a primitiva ocupação humana desta região remonta à pré-história. À época da Invasão romana da Península Ibérica, os conquistadores foram para aqui atraídos pela presença de minérios de ouro, prata e chumbo. Posteriormente foram sucedidos por Visigodos e por Muçulmanos, estes a partir do século VIII.

O castelo medieval

Embora não hajam informações acerca da primitiva fortificação da penedia, habitada pelas águias que lhe deram o nome - Aguiar -, um castelo já existia à época da Reconquista, entre o século X e XI, na passagem da Alta para a Baixa Idade Média.

A Crónica dos Godos refere que Al-Mansur [Benamet] "tomou o Castelo de Aguiar, que está na margem direita do [rio] Souza, na província Portucalense" (1033 da Era Hispânica, correspondente a 995 da Era Cristã).O castelo foi cabeça da Terra de Aguiar, que posteriormente se constituiu no Concelho de Vila Pouca de Aguiar, tendo o seu nome ligado à Independência de Portugal, quando se acredita que o seu "tenens" fosse partidário de D. Afonso Henriques (1112-1185), de acordo com uma referência na hagiografia medieval de Santa Senhorinha de Basto. Por esse motivo a região foi invadida e o Castelo de Aguiar sitiado por uma força leonesa que pretendia sujeitá-lo ao reino de Leão ou, caso contrário, aprisioná-lo e substituí-lo.

Na ocasião, D. Gonçalo Mendes de Sousa, senhor de domínios nas terras de Aguiar e de Panóias, companheiro de armas de D. Afonso Henriques, apressou-se a socorrer as gentes do castelo.Posteriormente, sob o reinado de D. Afonso III (1248-1279), Telões recebeu a sua Carta de Foral (10 de julho de 1255). Nesse período considera-se que a fortificação começou a perder importância, uma vez que a partir de 1258 a população passou a se libertar gradualmente dos encargos de manutenção da daquela defesa.

O castelo sofreu diversas alterações em fins do século XIV.

Na passagem para o século XVI, a vila perdeu a sua importância administrativa, uma vez que se encontra integrada no Foral concedido a Aguiar da Pena, em 1515. Deste período conhecemos o nome de alguns dos alcaides do castelo, como:* Diogo Lopes de Azevedo;* Fernão Martins de Souza (a partir de 17 de julho de 1534);* João de Souza Guedes; e* Jerónimo de Souza Machado (1583-1594).A partir de então cessam as informações relativas ao castelo, que se admite tenha deixado de ser utilizado para fins militares desde essa passagem do século XVI para o XVII.

Do século XX aos nossos dias

O castelo encontra-se classificado como Monumento Nacional por Decreto publicado em 26 de fevereiro de 1982.

Recentemente, após passar por uma primeira etapa de trabalhos de beneficiação (iluminação da zona envolvente, construção de sanitários de apoio e de um parque de estacionamento), a cargo do Instituto Português do Património Arquitectónico (IPPAR), ao custo de 175 mil euros, a área envolvente do castelo foi reinaugurada (21 de julho de 2001), visando promover o turismo histórico na região.

Paralelamente, a Câmara Municipal adquiriu e recuperou uma casa em ruínas para a instalação de um Núcleo Interpretativo, onde serão disponibilizadas aos visitantes informações relacionadas com o castelo e a sua história.

Numa segunda fase, teve lugar uma intervenção de consolidação e restauro nas dependências do castelo, compreendendo as paredes que ameaçavam ruir, o gradeamento de zonas mais perigosas no interior da muralha e a construção de passagens de segurança metálicas. Desse modo, a autarquia pretende criar um circuito integrado de turismo compreendendo o castelo, as três minas romanas de Vila Pouca de Aguiar e o santuário rupestre de Panóias, em Vila Real.

Do que resta de seu conjunto, depreende-se tratar-se de um antigo castelo roqueiro, em estilo românico, dominado por duas torres: uma a norte, de planta retangular, ligada por uma cortina semi-circular a outra, a sueste. Nesta segunda torre, com cinco faces irregulares, no muro oeste rasga-se uma porta para a barbacã, cujos muros são adossados a grandes pedregulhos. Uma segunda abertura, no muro norte, comunica com uma praça de armas de reduzidas dimensões, delimitada por ambas as torres.

Fonte:

domingo, 25 de maio de 2008

Vale de Telhas


Os vestígios romanos são o principal marco histórico da aldeia de Vale de Telhas, no concelho de Mirandela. O lagar, o tribunal, as fontes, os miliários, a ponte e as tradicionais casas brasonadas fazem parte da herança deixada pelos romanos, o povo que deu origem a esta aldeia do Nordeste Transmontano.

Trata-se de uma localidade rica em achados arqueológicos, que têm sido preservados e conservados pela Junta de Freguesia. No “Monte do Cabeço” encontram-se vestígios de uma fortificação castreja, com destaque para um relógio de sol, uma mó, moedas e pesos em pedra e em barro.

Segundo reza a história terá sido aqui que existiu a antiga cidade romana do “Pinetum”.

O fabrico de telha também terá marcado esta localidade em tempos remotos, talvez tenha sido esta actividade que esteve na origem do nome Vale de Telhas.Situada a cerca de 17 quilómetros da sede de concelho, esta aldeia é considerada um dos centros arqueológicos mais importante da região de Trás-os-Montes.

Por isso, uma das prioridades da Junta de Freguesia é conservar e valorizar o património deixado pelo povo romano. “Temos investido na requalificação do património para ver se conseguimos tirar dividendos daquilo que constitui uma das nossas fontes de riqueza”, salienta o presidente da Junta de Freguesia de Vale de Telhas, Carlos Alves.

Segundo o autarca, está prevista a integração da antiga Via Augusta, que liga a aldeia à ponte romana, num roteiro turístico. Trata-se de um projecto que está a ser desenvolvido em conjunto com a Câmara Municipal de Mirandela, que pretende atrair mais turistas à localidade.Habitantes guardam na memória as histórias que vão passando de geração em geração“Há muita gente que se desloca de diversos pontos do País para visitarem o património romano. Por isso, apostamos na requalificação e conservação dos marcos históricos, que têm um grande significado para os habitantes”, realça Carlos Alves.

O pelourinho (datado de 1735), a igreja matriz e as capelas de S. Sebastião (construída no século XVI) e de Nossa Senhora do Barreiro também são pontos de interesse que podem ser visitados pelos turistas.Em termos religiosos, a paróquia foi criada em finais do século XIII. Nessa altura, o rei D. Dinis concedeu-lhe a carta de foral a 22 de Julho de 1289, mas nunca chegou a ser concelho.As histórias dos tempos de antigamente permanecem na memória dos habitantes e vão passando de geração em geração.

“Lembro-me do meu pai contar que quando as pessoas cometiam crimes corriam até ao tribunal de Vale de Telhas para conseguirem o perdão”, recorda Ester Lobão, habitante da aldeia.Os cerca de 370 moradores desta localidade vivem essencialmente dos rendimentos retirados da agricultura, nomeadamente do azeite e do vinho, e da construção civil.Para melhorar a qualidade de vida da população, o autarca salienta, ainda, que está prevista a requalificação da igreja matriz, a beneficiação do largo da fonte romana e a transformação da antiga escola primária num centro de convívio para idosos.


Fonte: Diário de Trás-os-Montes

domingo, 18 de maio de 2008

Porca de Murça


A Porca de Murça é uma escultura de granito feita numa só pedra com 1,70 m de comprimento, 58 cm de largura e cerca de 1 m de altura. A representação realista dos testículos não permite dúvidas acerca do carácter masculino do animal, mau grado a designação de "porca" que, erradamente, manteve até hoje.

No dorso, à semelhança doutros exemplares deste tipo, ostenta quatro covinhas de pequenas dimensões e pouco profundas. O desconhecimento do contexto de achado dificulta a sua integração cultural.

É possível, contudo, que esta escultura tenha sido encontrada no castro do Cadaval, situado no alto da encosta em frente à povoação de Murça. A distribuição geográfica dos "berrões" abrange as actuais províncias espanholas de Cáceres, Salamanca, Ávila, Zamora, Segóvia, Toledo e Burgos, bem como as portuguesas de Trás-os-Montes, Douro Litoral e Beira Alta. A área de maior densidade de achados coincide com o território, citado nas fontes clássicas, dos Vetões.

A significação atribuída a estas esculturas não é consensual. Para alguns autores, baseados no achado de "berrões" com inscrições funerárias romanas, eles representavam divindades com funções de protecção e de fertilidade do gado. Para outros, são marcos de território ou indicam ainda caminhos. A hipótese do seu significado poder ter sido alterado ao longo do tempo é, ainda, um dado importante a considerar, uma vez que foram utilizados durante um extenso período, que se estende desde o século III a. C. até à dominação romana.
In Infopédia

quinta-feira, 15 de maio de 2008

Casa abandonada










Casa Histórica comprada pelo parque Montesinho e que se encontra abandonada.
Parece ser muito interessante.
Património ameaçado!

sábado, 10 de maio de 2008

CARABELHO


O "carabelho" Esta fechadura de madeira servia para fechar a adega, o cortelho, o celeiro, etc..

sábado, 26 de abril de 2008

PANÓIAS


Protecção Legal
Monumento Nacional (MN), Dec. 16-06-1910
Endereço
Assento – Vale de Nogueiras5000-715- Vila Real
Freguesia
Panóias
Concelho
Vila Real
Distrito
Vila Real
Tipo de Gestão
Instituto Português do Património Arquitectónico (IPPAR)
Responsável
Dr. Orlando de Sousa, Direcção Regional do Porto (DRP-IPPAR)
Descrição
O Santuário de Panóias (monumento durante muitos anos designado por Fragas de Panóias) foi construído entre os finais do século II e os inícios do século III d. C. É constituído por um recinto onde se encontram três (entre outras) grandes fragas nas quais foram talhadas várias cavidades, de diversos tamanhos, bem como escadas de acesso. Numa das rochas foram também gravadas inscrições. Esta rocha, que denominamos de n.º 1, situada na entrada do recinto, possui as inscrições conhecidas, e que chegaram até nós, embora uma delas, ainda conhecida no século passado, tenha sido entretanto destruída.
Existem três inscrições em latim e uma em grego, e nelas estão as instruções dos rituais celebrados em Panóias, a identificação dos deuses e a do dedicante.
A inscrição desaparecida, também em latim, reconstituída a partir de leituras e registos anteriores, pode traduzir-se da seguinte maneira:“Aos Deuses e Deusas deste recinto sagrado. As vítimas sacrificam-se, matam-se neste lugar. As vísceras queimam-se nas cavidades quadradas em frente. O sangue verte-se aqui ao lado para as pequenas cavidades. Estabeleceu Gaius C. Calpurnius Rufinus, membro da ordem senatorial.”



Encontrava-se a cerca de 6/7 metros a Este da inscrição n.º 2, ao lado direito do caminho por onde entrava o visitante na área sagrada. O texto estaria orientado para a rocha 1. As vítimas eram mortas aqui, e o sangue vertido nas pequenas cavidades. As vísceras eram então queimadas em frente, ou seja, nas já referidas cavidades quadradas.
Para a rocha 1 sobe-se por uns degraus. Antes de subir, à esquerda, fica a inscrição n.º 2:“G. C. Calpurnius Rufinus consagrou dentro do templo (templo entendido como recinto sagrado), uma aedes, um santuário, dedicado aos Deuses Severos.”
Restam os vestígios de um dos pequenos templos existentes no recinto. Neste preciso ponto era feita a revelação que os deuses desse templo eram os Deuses Severos. À superfície desta rocha estão umas cavidades. A instrução dada pelo primeiro texto (o que desapareceu) referia-se às cavidades rectangulares onde se queimariam as vísceras. A partir daqui passava-se pelas escadas, para o outro lado da rocha, onde está a inscrição n.º 3:“Aos Deuses e Deusas e também a todas as divindades dos Lapitaes, Gaius C. Calpurnius Rufinus, membro da ordem senatorial, consagrou com este recinto sagrado para sempre uma cavidade, na qual se queimam as vítimas segundo o rito.”
Isto confirma que a cavidade sobre a inscrição mencionada anteriormente servia para a incineração das vísceras. Esta inscrição acrescenta também o facto de o recinto estar dedicado não só aos deuses já mencionados mas também aos deuses dos Lapitae, ou seja, aos deuses da comunidade indígena que existiria na região. Passando adiante temos a inscrição n.º 4 (em grego):“Ao altíssimo Serápis, com o Destino e os Mistérios, G. C. Calpurnius Rufinus, claríssimo.”


O senador consagrou o recinto sagrado à divindade principal dos deuses do Inferno, o Altíssimo Serápis, incluindo uma gastra e mistérios. Gastra, uma cavidade redonda, encontra-se imediatamente atrás da inscrição. A sua função no ritual seria o de assar a carne da vítima, que era consumida no local, em frente ao nome da divindade. A inscrição n.º 5 indica o acto final:“Aos deuses, G. C. Calpurnius Rufinus, claríssimo, com este (templo) oferece também uma cavidade para se proceder à mistura.”
Neste local, o iniciado purificava-se do sangue, gordura e azeite com que se tinha sujado.
Esta interpretação sobre Panóias é de Geza Alföldy. Com base nos seus estudos, podemos hoje dizer que tivemos no local um ritual de iniciação com uma ordem e um itinerário muito precisos – a matança das vítimas, o sacrifício do sangue, a incineração das vítimas, o consumo da carne, a revelação do nome da autoridade máxima dos infernos, e por fim a purificação.
Na rocha n.º 2 do recinto a iniciação repetia-se num grau mais elevado. Na rocha mais elevada, n.º 3, e onde também haveria um pequeno templo, teria lugar o acto principal da iniciação – a morte ritual, o enterro e a ressurreição.
Hoje em qualquer das três rochas temos vestígios dos pequenos templos que eram parte integrante do recinto. Restam também as diferentes cavidades rectangulares que serviam para queimar as vísceras, uma cavidade redonda – gastra, para assar a carne, e ainda uma outra onde se procedia à limpeza do sangue, gordura e azeite. Outras cavidades estavam relacionadas com os pequenos templos existentes, e destinar-se-iam a guardar os instrumentos sagrados usados nos rituais.
Existem portanto em Panóias testemunhos de um rito de iniciação dos mistérios das divindades infernais. As prescrições identificam-se como partes de uma lei sagrada, mas aplicadas a um local concreto e preciso. A escolha deste local não foi por isso feita ao acaso, mas sim fruto de critérios específicos e previamente estabelecidos. A topografia do local desempenhou aqui um importante papel.
C. G. Calpurnius Rufinus, senador, que introduziu este culto em Panóias, onde já haveria um culto indígena, deve ter sido um alto funcionário do governo provincial romano. A sua língua original foi o grego, mas na inscrição o uso da palavra “mystaria” em vez de “mysteria” demonstra o uso de um dialecto dórico ou pseudo-dórico. Os dados sobre a sua origem permitem supor com grande probabilidade que seja Perge de Panfilia, cidade de tradição dórica e um dos centros do culto de Serápis, e situada na Ásia Menor.

Horário
09.00h – 12.30h14.00h – 17.00h
Encerrado à segunda-feira, terça-feira de manhã e nos feriados de 1 de Janeiro, Domingo de Páscoa, 1 de Maio e 25 de Dezembro
Ingresso
Normal: € 1.5Jovens (15 a 25 anos) e reformados: € 0.75Portadores do Cartão Jovem: € 0.6Crianças até aos 14 anos: gratuito. Domingos e feriados até às 14:00: gratuito
Telefone
+ 351 226 179 385 (DRP)
Fax
+ 351 228 179 385
E-mail
drp.ippar@ippar.pt
Serviço Educativo
Não tem
Visitas Guiadas
Marcações prévias. Tel. +351 226 197 080
Loja
Não tem
Acessos
Partida de Vila Real, em frente ao Quartel do 13º Regimento de Infantaria, pela estrada N322 para Sabrosa. 0.7 Km - Passar sobre ponte 2.7 Km - No extremo de Abambres, virar à esquerda no cruzamento para Sabrosa. 3.0 Km - Numa curva, entrada do Palácio de Mateus à direita.5.0 Km - Entrada em Constantim.5.8 Km - No extremo oposto de Constantim, no cruzamento, seguir à esquerda pela estrada que sobe; sinal 1 Km Panóias.7.2 Km - Sinal amarelo à direita indica Panóias. Virar à direita e seguir para o parque de estacionamento junto à cerca.

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008

História das Freguesias do Concelho de Vila Real


Trata-se de uma obra do mais completo e sério que jamais se fez sobre estes temas”, salientou Caseiro Marques, referindo-se ao trabalho do seu autor, Ribeiro Aires. A obra nasceu pela mão do director do NVR, que alimentava a meta de “chegar às pessoas do meio rural, motivando-as para a leitura e tendo como pano de fundo a ideia de as levar, numa viagem, aos lugares de memória das freguesias do concelho de Vila Real”. Juntou-se-lhe a disponibilidade do autor Ribeiro Aires e, assim, ganhou vida o projecto “Ler Mais”. “Foi um trabalho árduo, sério e muito difícil para o doutor Ribeiro Aires e para mim próprio”, explicou Caseiro Marques. “Ambos percorremos todas as aldeias desde a bonita Guiães ou Abaças, passando por Lamas d’Olo e Agarez”, disse. “Quantas vezes, às oito da manhã, com o frio e a chuva de Inverno, já estávamos em Galegos, em Sirarelhos ou em Gache. E, no pino do Verão, na Campeã ou em Torgueda”, relembrou Caseiro Marques, dizendo, em tom de brincadeira, que chegaram a assistir a “seis missas por dia em terras diferentes para distribuir o jornal”. A recolha de dados, informações, fotografias e outros documentos pelas diferentes freguesias deu origem aos suplementos publicados quinzenalmente no NVR durante cerca de dois anos. Da sua compilação nasceu a História das Freguesias do Concelho de Vila Real. O autor desta obra de referência, Joaquim Ribeiro Aires, acredita que “qualquer um gostaria de ter escrito esta obra” e lembrou que o livro foi feito a quatro mãos: a dele próprio, a de Caseiro Marques, a de Helena Lobo, responsável por toda a parte gráfica, e a de Ana Moreno, que fez com ele toda a revisão do texto. Ribeiro Aires mencionou ainda o nome do Padre Parente, a quem agradeceu pela sua contribuição nomeadamente através da cedência de vários documentos. O autor sustentou que “foi necessário regressar ao local do ‘crime’ por diversas vezes”. “Quando comecei a escrever para os suplementos, escrevia para uma espécie de reportagem, não registava tudo em detalhe”, explicou. Desde Setembro de 2006, Ribeiro Aires voltou a passar por todos os locais que antes havia palmilhado. Para o autor, esta é uma história porque “evoca o passado das freguesias mas não esquece os tempos actuais”. “Não é uma história acabada”, garantiu, acrescentando que “há sempre novas descobertas a fazer e haverá sempre quem as revele”. Ribeiro Aires referenciou ainda outros autores a quem foi “beber” informação.

segunda-feira, 26 de novembro de 2007

quarta-feira, 21 de novembro de 2007

sábado, 23 de junho de 2007