Mostrar mensagens com a etiqueta Vila Real. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Vila Real. Mostrar todas as mensagens

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

Olaria de Bisalhães


«A olaria [de Trás-os-Montes], arte incomparável, dotada de memória admirável, que mantém sem estampas, sem guia, vivendo ao desamparo, com uma simples iniciação patriarcal na família, as mais puras tradições de uma arte ancestral que enfeitiça e seduz o crítico mais exigente».
Joaquim de Vasconcelos, 1908

Inaugura-se no próximo dia 4 de Fevereiro, pelas 21h30, no Museu da Vila Velha a exposição “Olaria de Bisalhães: rostos de barro preto”.

Esta exposição é um dos elementos de um projecto abrangente, realizado em parceria entre o Museu de Arqueologia e Numismática de Vila Real, o Museu de Alberto Sampaio (Guimarães) e o Museu de Olaria (Barcelos), sendo comissariada pelos directores das três instituições.
O projecto inclui, para além da já referida exposição, a realização de um videograma, a aquisição de colecções de olaria, a sua inventariação e estudo e, ainda, a edição de um caderno de exploração pedagógica, material de divulgação e de um catálogo bilingue.
“A louça preta de Bisalhães/The Black Pottery of Bisalhães” é o título da obra que inclui texto de Isabel Fernandes (Directora do Museu de Alberto Sampaio), catálogo de peças elaborado por Patrícia Moscoso, e análise química de louça por Fernando Castro. Trata-se de uma co-edição entre os municípios de Vila Real e de Barcelos.
A exposição ficará patente até o dia de São Pedro, data emblemática para Vila Real e de importância significativa para a olaria de Bisalhães.

Ainda há pastores?


O Núcleo Regional da Quercus de Vila Real promove, com o apoio do Museu da Vila Velha, um ciclo de cinema relacionado com o Mundo em que vivemos.

Assim, decorrerá no próximo dia 7 de Fevereiro, pelas 15 horas, a terceira "Sessão de Inverno" (um ciclo que propõe a todos os interessados a exibição de um filme ou documentário, a que se seguirá um momento de debate, que se pretende dinâmico e cativante), dedicada ao filme "Ainda há pastores?", de Jorge Pelicano.

A entrada é livre, esperamos por si.

(clique
aqui ou na imagem para a ampliar).

terça-feira, 30 de dezembro de 2008

Debate turismo


Com a intenção de analisar a evolução turística da cidade de Chaves, teve lugar no Pólo local da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD) um debate organizado pelos alunos do 1º ano do curso de Turismo, com a colaboração e apoio de Xerardo Pereiro e Isabel Costa, no âmbito da disciplina de Teorias e Métodos de Investigação. De forma a conseguir uma maior informação acerca do tema, estiveram presentes duas convidadas, nomeadamente Maria de Lurdes Campos, vereadora do Turismo da Câmara Municipal de Chaves, e Manuela Carvalho, empresária no sector da restauração nesta cidade, que deram contributos fundamentais ao debate.

Em destaque estiveram os factores que tendem a proporcionar o desenvolvimento turístico em Chaves e os principais pontos de atracção turística, nomeadamente as termas, alguns hotéis, a gastronomia presente em muitos bons restaurantes do concelho e, ultimamente, a melhoria das vias de comunicação. Lugar de realce foi reconhecido ainda à história da cidade, em constante processo de (re)descoberta.

Com a ajuda das convidadas presentes no debate, foi possível identificar também alguns pontos mais débeis do Turismo em Chaves e sugeridas formas de os minimizar. Por exemplo, foi posta em evidência a necessidade de criar outros atractivos para os turistas de camadas mais jovens.


fonte: Noticias de Vila Real

domingo, 30 de novembro de 2008

Marquês de Vila Real - a propósito da Restauração




Armas dos Condes, Marqueses e Duques de Vila Real e Duques de Caminha.


O título de Marquês de Vila Real foi instituído por carta do Rei D. João II de Portugal de 1 de Março de 1489, em benefício de D. Pedro de Menezes. O título sucedeu ao de Conde de Vila Real, que havia sido criado em 1424, por D. João I, a favor de D. Pedro de Menezes, avô do anterior. Os Marqueses de Vila Real foram também titulares dos Condados de Ourém, de Alcoutim e de Valença. O 5º Marquês recebeu o título de Duque de Vila Real. Já os 6º e 8º marqueses receberam o título de Duque de Caminha de Filipe IV de Espanha (Filipe III de Portugal).
O 7º marquês de Vila Real - D. Miguel Luis de Meneses, 2º Duque de Caminha - entrou numa conjura contra
D. João IV, supostamente por obediência filial. Todavia, descoberta a rebelião foram presos todos os fidalgos que nela tomaram parte, tendo à frente o arcebispo-primaz D. Sebastião de Matos Noronha. De nada serviram as súplicas para que fosse perdoado D. Miguel Luis de Meneses. Morreu, como os outros conjurados, no dia 29 de Agosto de 1641, degolado num cadafalso erguido no Rossio de Lisboa, depois de ter estado preso em S. Vicente de Belém.
Por ausência de descendência directa do último marquês, o título foi extinto, sendo sua representante a
Marquesa de Vagos, Maria Mafalda da Silva de Noronha Wagner.
Não obstante, o título continuou em Espanha, com a designação de Duque de Camiña e Grandeza de Espanha (23.3.1660), e está hoje na Casa dos Duques de Medinaceli.
O
Condado de Vila Real foi recriado pelo Rei D. João VI, por Decreto de 3 de Julho de 1823, a favor de D. José Luís de Sousa Botelho Mourão e Vasconcelos.

quarta-feira, 18 de junho de 2008

Vila real vai ser o primeiro circuito automovel verde de Portugal

O 41° Circuito Automóvel Dolce Vita de Vila Real vai ser o primeiro “circuito verde” graças à iniciativa “Dar luz verde ao Planeta” que vai potenciar a redução de 325 toneladas de dióxido de carbono (CO2) através da venda de um pacote que inclui uma lâmpada energeticamente eficiente e uma árvore autóctone.
O objectivo do pacote “Dar à luz” é “neutralizar as corridas”, segundo explicou Carla Santos, do Centro de Inovação em Gestão e Ambiente (CIGA), promotor da iniciativa juntamente com outros parceiros. A organização espera vender 15.500 lâmpadas energeticamente eficientes para substituir as habituais lâmpadas incandescentes e, assim, neutralizar 325 toneladas de CO2, valor que se estima que será libertado pelos carros que vão participar nas corridas.Carla Santos explicou que, para que o valor estimado de emissão de CO2 não interfira com o equilíbrio do ecossistema, deverão ainda ser plantadas 3996 árvores autóctones, neste caso carvalhos. No primeiro ano de crescimento, estas árvores vão fixar as 325 toneladas estimadas de CO2. Uma percentagem do valor de cada pacote, que custa cinco euros, vai ainda reverter para a Cáritas de Vila Real.Esta iniciativa está acoplada ao 41° Circuito Automóvel Dolce Vita de Vila Real, que se realiza no próximo fim-de-semana. Antes, no dia 19, terá lugar uma conferência sobre “Mecanismos de Desenvolvimento Sustentável”, no Conservatório Regional de Música de Vila Real, a partir das 9.30h, numa iniciativa do CIGA e do Governo Civil Distrito de Vila Real. O objectivo é debater temas ligados à biodiversidade e competitividade, mercado de carbono, plataforma carbonnus, avaliação ambiental estratégica, eficiência energética e certificações e iniciativas ambientais. Serão oradores Henrique Pereira da Silva, do Instituto de Conservação da Natureza e Biodiversidade, Luís Rochartre, do Conselho Empresarial para o Desenvolvimento Sustentável (BCSD Portugal), António Correia, da PricewaterhouseCoopers, Alexandre Fernandes, da Agência para a Energia (ADENE), entre outros. Esta conferência pretende dar a conhecer as oportunidades e desafios que se colocam às organizações, sendo o objectivo primordial dar respostas às necessidades de informação das empresas e a todos os que se interessam e participam nesta área, criando um espaço para a exposição de experiências, prestando um maior conhecimento e debate sobre os principais mecanismos em matéria de alterações climáticas e sustentabilidade.
Sandra Borges

sábado, 14 de junho de 2008

Nem tudo é tradição







Para trás dos montes, submerso no mar de pedras, nem tudo são pedras, nem tudo é popular, nem tudo é tradição. Também existe irreverência, inovação, inconformismo, desalinhamento, vontade de arriscar, vanguardismo… existe renovação e pessoas jovens que acreditam em si mesmas e sem medo de ser diferentes e arrojadas.
Interior de habitação Sandy Fernandes, futuro Fontainha Park: Freguesia de Justes, concelho de Vila Real.



segunda-feira, 29 de outubro de 2007

JUSTES


O povoamento de Justes é antiquíssimo, face aos vestígios arqueológicos encontrados no seu termo, alguns dos quais nos remetem para a Pré-História.

HISTÓRIA
No dizer do Padre João Costa “estes instrumentos líticos, na eloquência da sua linguagem muda, dizem-nos que há cerca de 4000 anos esta região era habitada por homens que trabalhavam primorosamente a pedra da qual faziam os seus artefactos”.
O topónimo «Justis» existe como «genitivo» suévico, facto que determina a existência do povoado,com este nome e como paróquia, no século VI.
Há notícias de Justes, na Idade Média, com a Carta de Povoamento (kartam de forum), datada de 1 de Agosto de 1222, reinava, então, D. Afonso II, outorgada, em Constantim, por D. Mendo, abade do Mosteiro de Pombeiro, e que foi concedida aos povoadores (vobis pobratoribus) e aos sucessores que a povoassem (Damus vobis et socessores vestros ipsam hereditatem ut populetis illam).
O documento incluiu “um conjunto de disposições de natureza jurídica destinadas a regular as relações dos membros de cada comunidade entre si e com o concelho em que permanece integrada” (José Marques). Ou seja, “aí se dispõem normas relativas aos direitos e obrigações dos moradores, as penas a infligir aos infractores da ordem pública em matérias tão graves como homicídio, furto ou violação e furto” (idem), além do pagamento dos impostos (1 quarteiro de pão cozido centeio, 1 quarteiro de cevada, 1 carneiro e 8 galinhas).
Os pagamentos aconteceriam nas datas tradicionais do Natal, Nossa Senhora da Assunção e pelo S. Miguel. A medida utilizada era a da feira de Constantim. Nesta Carta de Povoamento referiam-se ainda certos privilégios e isenções de serviço militar e do pagamento de certos impostos, como a lutuosa. A isto se junta a cláusula que prevê a hipótese de um povoador de Justes, caso não faça justiça a um dos seus vizinhos, perder não só a qualidade de vizinho, mas também os próprios bens, que reverteriam para a comunidade vicinal.
Esta Carta de Povoamento foi redigida por Martim Eanes, mandatado por Martim Martins, tabelião de Guimarães. Estes novos povoadores de Justes foram Pedro Fernandes e esposa, Maria Boa, Pedro Sobrinho e esposa, Maria Eanes, João Pires e esposa, Chama Gosendes, João Eanes e Maria Vasques, João Pires e esposa, Gontinha Garcia Meia Coirela e Bento Pires Meia Coirela. Estes podiam admitir mais três povoadores. Ou seja, este núcleo populacional era constituído por 6 fogos, a que se poderiam juntar mais três. Todos estes, em função da carta que lhes foi concedida, foram, na nossa opinião, os refundadores, já que a existência de vestígios arqueológicos confirmados indica que o local teve ocupação humana em períodos anteriores à fundação da nacionalidade e foi paróquia no século VI.

MONUMENTOS
Igreja Matriz
A igreja matriz (velha) é de invocação a Santa Maria Madalena .
A sua existência, como ermida, é referida no século XVIII, na Rellação de Vila Real. Em Memórias de Vila Real é descrita como capela “de bastante grandeza, e de reformada de novo, na qual está o Santíssimo Sacramento com a decência devida, donde se administra aos enfermos”.
Está referenciada no IPA com o nº 1714110019, dec. Nº 8/83, DR 19 de 24 de Janeiro de 1983.A fachada principal está voltada para a Rua das Fontes, no centro da povoação e rodeada por edifícios de habitação.
A planta é longitudinal, telhado de duas águas, de dois corpos delimitados: nave única e capela-mor mais alta. Exteriormente tem adossada uma torre sineira, rara nos templos da época, alinhada à fachada principal, com acesso por escadaria de granito à torre e ao coro-alto, com pilastras nos cunhais encimados por fogaréus, terminando em coruchéu piramidal, com cata-vento. Deste mesmo lado existe a sacristia rectangular. Os alçados são rebocados a branco.
FIGURAS ILUSTRES
Otílio Pallheiros de Carvalho Figueiredo – Nasceu em Justes, em Março de 1937, filho de Otílio de Figueiredo e de Maria Estela Palheiros Fontes. Fez aqui o ensino primário e o ensino secundário no Liceu Nacional de Camilo Castelo Branco, em Vila Real. Licenciou-se em Coimbra. Foi Assistente de Cirurgia na Faculdade de Medicina da universidade coimbrã, durante 7 anos. Exerceu o seu mester durante dois anos em Bragança, regressando, então, a Vila Real. Aqui foi médico-cirurgião de 1977 a 2003, aposentando-se neste último ano. De 1984 a 1990 foi Director de Serviços de Cirurgia, tendo sido, também, Presidente do Concelho de Administração. Em 2004, foi agraciado, pela Câmara Municipal de Vila Real, com a Medalha de Ouro de Mérito Municipal, por ocasião do 79º aniversário da elevação de Vila Real a cidade. Vive actualmente em Vila Real(...)
HISTÓRIAS E LENDAS
As Alminhas do Caminho Largo.
Certo dia, no fim da cava e após escurecer, tocavam as trindades, um homem ao regressar a casa depara, no caminho, um cordeiro. Pegando nele, carregou-o aos ombros e seguiu o seu caminho. Contudo, o cordeiro a cada passo que o homem dava, ia pesando sempre mais, até que o homem, cansado, se encosta à parede para aliviar as costas. Quando ia a pousar o cordeiro em cima do muro ouviu uma voz que lhe disse: “Põe-me devagar que me quebra a meija”. Aflito, o homem pede às alminhas que o socorram e o cordeiro, como por encanto, desapareceu. Em agradecimento, construiu as alminhas (segundo relato da drª Armanda Felícia)(...)

Vila Real, cidade capital



VILA REAL




sexta-feira, 5 de outubro de 2007

Planta do circuito


Horário de provas


HORÁRIO

SEXTA-FEIRA – 05 / 10 / 07
09:30 TROFÉU CATERHAM ACADEMY TREINOS LIVRES
10:00 CHALLENGE DESAFIO ÚNICO TREINOS LIVRES
10:50 TROFÉU CATERHAM ACADEMY TREINOS CRONOMETRADOS
11.25 CAMP.NAC.DE VELOCIDADE–CNV / PTCC TESTES DE ADAPTAÇÃO
12:00 VINTAGE E PÓS VINTAGE (1920 / 1952) TREINOS CRONOMETRADOS
13:00 CHALLENGE DESAFIO ÚNICO TREINOS CRONOMETRADOS
13:50 TROFÉU CATERHAM ACADEMY 1ª Meia Final – 8 Voltas
14:30 TROFÉU CATERHAM ACADEMY 2ª Meia Final – 8 Voltas
15:15 VINTAGE E PÓS VINTAGE (1920 / 1952) Corrida – 8 voltas
16:00 CHALLENGE DESAFIO ÚNICO Corrida - 50 Minutos
17:15 TROFÉU CATERHAM ACADEMY Final – 12 Voltas
SÁBADO – 06 / 10 / 07
10:00 CAMPEONATO OPEN VELOCIDADE 2007 TREINOS LIVRES
10:50 CAMP. NAC. DE VELOCIDADE – CNV / PTCC 1ª SESSÃO TREINOS LIVRES
11:30 CAMP.NAC.CLÁSSICOS VELOCIDADE-1300 TREINOS LIVRES
12:05 CAMP. e TROF.NAC.CLÁSSICOS VELOCIDADE TREINOS LIVRES
12:45 CAMP. NAC. DE VELOCIDADE – CNV / PTCC 2ª SESSÃO TREINOS LIVRES
13:25 CAMPEONATO OPEN VELOCIDADE 2007 TREINOS CRONOMETRADOS
14:10 CAMP.NAC.CLÁSSICOS VELOCIDADE-1300 TREINOS CRONOMETRADOS
14:45 CAMP. e TROF.NAC.CLÁSSICOS VELOCIDADE TREINOS CRONOMETRADOS
15:25 CAMP.NAC. DE VELOC.-CNV / PTCC-Cat. 2 e 4 TREINOS CRONOMETRADOS
15:50 CAMP.NAC. DE VELOC.-CNV / PTCC-Cat. 1 e 3 TREINOS CRONOMETRADOS
16:40 CAMPEONATO OPEN VELOCIDADE 2007 Corrida - 50 Minutos
DOMINGO - 07 / 10 / 07
8:45 VIATURAS EX-TROFÉU DATSUN TREINOS CRONOMETRADOS
9:25 “TRIBUTO A MANUEL FERNANDES” (1980/1991) TREINOS CRONOMETRADOS
10:20 CAMP. NAC. DE CLÁSSICOS VELOCIDADE – 1300 Corrida 1 – 20 Minutos
10:45 DESFILE EUROCLASSIC Desfile
11:10 CAMP. e TROF. NAC. DE CLÁSSICOS VELOCIDADE Corrida 1 – 25 Minutos
12:05 CAMP. NAC. DE VELOCIDADE – CNV / PTCC Corrida 1 – 11 Voltas
13:00 DESFILE IBEROCLASSICOS Desfile
14:00 CAMP. NAC. DE CLÁSSICOS VELOCIDADE – 1300 Corrida 2 – 20 Minutos
14:50 CAMP. NAC. DE VELOCIDADE – CNV / PTCC Corrida 2 – 11 Voltas
15:55 CAMP. e TROF. NAC. DE CLÁSSICOS VELOCIDADE Corrida 2 – 25 Minutos
16:40 VIATURAS EX-TROFÉU DATSUN Corrida – 20 Minutos
17:20 “TRIBUTO A MANUEL FERNANDES” (1980/1991) Corrida – 10 Voltas

Vila Real revival


História do circuito de Vila Real




CIRCUITO DE VILA REAL (In English)

Vila Real é sem qualquer dúvida, a Cidade Portuguesa com mais tradições no Desporto Automóvel Português, realizando corridas urbanas desde 1931 até 1991, com alguns interregnos, tendo atingido os seus pontos mais altos nas décadas de 60 e 70, com inúmeras corridas internacionais de grande prestígio, nas quais participaram alguns dos mais importantes pilotos estrangeiros, que vieram a obter os melhores lugares em diversos Campeonatos Mundiais.
As chamadas “Corridas de Vila Real”, constituíram durante muitos anos o mais importante cartaz turístico de Vila Real e de toda a Região Norte, sendo sem dúvida a marca distintiva desta Cidade no panorama Nacional e Internacional.
Este circuito nasceu em 1931, após alguns anos de preparação, pela vontade de um grupo de entusiastas locais liderados por Aureliano Barrigas, aproveitando as características de algumas estradas que ligavam o centro de Vila Real às imediações do famoso Palácio de Mateus, estabelecendo assim um primeiro circuito com 7.150 m, que com algumas ligeiríssimas alterações e algumas interrupções, nomeadamente durante a 2ª guerra mundial e na crise petrolífera de meados dos anos 70, manteve-se até 1991.
Se questionarmos muitos dos portugueses com mais de 30 anos, quais os factos que associam a Vila Real, por certo uma grande maioria dos mesmos falará espontaneamente das corridas e da sua importância, pois desde o seu inicio o entusiasmo de Vila Real não parou de aumentar, surgindo rapidamente diversas novidades como o facto de em 1934 ter existido pela primeira vez uma corrida de motos e em 1936, após um ano sem corridas, as mesmas terem sido internacionais, e em mais que um fim-de-semana, factos marcantes no desenvolvimento futuro das mesmas corridas, tendo a equipa oficial da Adler, com Paul von Guilleaume Rudolph Sauerwein, marcado esta importante estreia.
Até aos anos 50, as corridas ficam marcados pelas grandes lutas entre os principais pilotos nacionais, como Vasco Sameiro e Casimiro de Oliveira, irmão do cineasta Manuel de Oliveira, também ele participante no circuito de Vila Real nos anos de 37 e 38, com os principais pilotos estrangeiros, tais como Felice Bonetto, que antes tinha vencido no Circuito do Porto, para em Vila Real, ser batido no ano de 1950 pelo também italiano Piero Carini, que assim se tornou no primeiro estrangeiro a vencer em Vila Real.
Com a chegada dos pilotos que estavam a disputar os títulos de campeão do mundo de Formula 1, como Stirling Moss e Jean Behra, estes estabeleceram um patamar de tal maneira elevado, que nunca mais nenhum piloto português conseguiu voltar a ganhar a mais importante corrida de cada um dos eventos internacionais disputados, com uma única excepção para o ano de 1973, quando numa corrida memorável Carlos Gaspar, conseguiu voltar a elevar as corres nacionais ao lugar mais alto do “podium” na ultima corrida internacional para automóveis disputada em Vila Real.
O ano de 1958, ficou marcado por um facto pouco comum nas corridas nacionais da época, ou seja a participação de uma Senhora nas corridas e logo ao volante de um carro competitivo da famosa “Scuderia Centro Sud”, que marcou Vila Real, com a estreia feminina de Maria Teresa de Filippis, que viria a ser a primeira também a competir na formula 1, tendo também ela contribuído para mais uma enchente de espectadores no Circuito de Vila Real, calculados em mais de 50.000 pessoas.
O reinicio das corridas em 1966, marca a chegada dos carros de Formula 3 e dos Sport-Protótipos que haveriam de marcar a idade de ouro deste circuito, alternando entre si as corridas rainhas de cada ano, e trazendo a este circuito para algumas corridas verdadeiramente épicas, pilotos como o Sul-africano Mike de Udy e o seu Lola T70, David Piper, primeiro com um fabuloso Ferrari 330 P3/4 e depois com o seu Porsche 908 e por ultimo como director de equipa trazendo o seu impressionante Porsche 917 para o português Nicha Cabral, competir com o Príncipe Jorge de Bagration, no mesmo circuito que já tinha visto correr John Miles, o ainda jovem promissor e posterior fenómeno de popularidade, o Sueco Ronni Peterson, mas também nomes como o inglês Chris Craft, Alain De Cadenet, Vic Elford, Peter Gethin, José Maria Juncadella e muitos outros pilotos, vindos dos diferentes cantos da Europa, atraídos por um circuito magnético, num ambiente único, o qual era descrito por Mike de Udy, como “ … uma linda cidade entre colinas do Marão, de ambiente encantador, com corridas organizadas por gente simpática e sorridente, como nunca encontrei noutro sitio. È uma bela pista para grandes celebrações.”, pista esta descrita apaixonadamente por John Miles que dizia que “… Vila Real é de longe o melhor circuito em que corri até hoje.” e “… para quem corre em Vila real, nenhum outro circuito conta.”
No que restou das décadas de 70, 80 e princípios dos anos 90, as corridas de automóveis em Vila Real, que se aproximaram da sua quadragésima edição, foram apenas nacionais, com uma ou outra participação esporádica de pilotos estrangeiros, tendo então assumido principal protagonismo, as corridas de motos, que renasceram em força tendo chegado a integrar diversos campeonatos europeus e mundiais de diferentes categorias, acolhendo então os maiores nomes desta modalidade, como os Campeões do Mundo, Angel Nieto, Carl Fogarty e Joey Dunlop.

Esta é uma terra verdadeiramente apaixonada pelas suas corridas e que esperou pacientemente os últimos 16 anos, para poder retomar as mesmas com todo o seu brilho e esplendor, esperando voltar a ouvir o barulho dos motores de competição já nos próximos dias 5 a 7 de Outubro de 2007, para se preparar para um verão quente em 2008, com o regresso das corridas ao seu tradicional mês de Julho e a presença de todos os seus “amigos” pilotos, vindos de todos os cantos da Europa, para finalmente poder voltar aos seus dias de gloria internacional, recebendo todos como só os Vilarealenses sabem fazer, honrando a sua historia e a memória de todos quantos durante os últimos 78 anos tiveram o privilegio de correr no circuito urbano de Vila Real.


Regresso das corridas de Vila Real

sábado, 15 de setembro de 2007

domingo, 9 de setembro de 2007

segunda-feira, 2 de julho de 2007

domingo, 1 de julho de 2007

VILA REAL




Fonte: Câmara Municipal de Vila Real

terça-feira, 29 de maio de 2007