sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008

História das Freguesias do Concelho de Vila Real


Trata-se de uma obra do mais completo e sério que jamais se fez sobre estes temas”, salientou Caseiro Marques, referindo-se ao trabalho do seu autor, Ribeiro Aires. A obra nasceu pela mão do director do NVR, que alimentava a meta de “chegar às pessoas do meio rural, motivando-as para a leitura e tendo como pano de fundo a ideia de as levar, numa viagem, aos lugares de memória das freguesias do concelho de Vila Real”. Juntou-se-lhe a disponibilidade do autor Ribeiro Aires e, assim, ganhou vida o projecto “Ler Mais”. “Foi um trabalho árduo, sério e muito difícil para o doutor Ribeiro Aires e para mim próprio”, explicou Caseiro Marques. “Ambos percorremos todas as aldeias desde a bonita Guiães ou Abaças, passando por Lamas d’Olo e Agarez”, disse. “Quantas vezes, às oito da manhã, com o frio e a chuva de Inverno, já estávamos em Galegos, em Sirarelhos ou em Gache. E, no pino do Verão, na Campeã ou em Torgueda”, relembrou Caseiro Marques, dizendo, em tom de brincadeira, que chegaram a assistir a “seis missas por dia em terras diferentes para distribuir o jornal”. A recolha de dados, informações, fotografias e outros documentos pelas diferentes freguesias deu origem aos suplementos publicados quinzenalmente no NVR durante cerca de dois anos. Da sua compilação nasceu a História das Freguesias do Concelho de Vila Real. O autor desta obra de referência, Joaquim Ribeiro Aires, acredita que “qualquer um gostaria de ter escrito esta obra” e lembrou que o livro foi feito a quatro mãos: a dele próprio, a de Caseiro Marques, a de Helena Lobo, responsável por toda a parte gráfica, e a de Ana Moreno, que fez com ele toda a revisão do texto. Ribeiro Aires mencionou ainda o nome do Padre Parente, a quem agradeceu pela sua contribuição nomeadamente através da cedência de vários documentos. O autor sustentou que “foi necessário regressar ao local do ‘crime’ por diversas vezes”. “Quando comecei a escrever para os suplementos, escrevia para uma espécie de reportagem, não registava tudo em detalhe”, explicou. Desde Setembro de 2006, Ribeiro Aires voltou a passar por todos os locais que antes havia palmilhado. Para o autor, esta é uma história porque “evoca o passado das freguesias mas não esquece os tempos actuais”. “Não é uma história acabada”, garantiu, acrescentando que “há sempre novas descobertas a fazer e haverá sempre quem as revele”. Ribeiro Aires referenciou ainda outros autores a quem foi “beber” informação.

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