segunda-feira, 11 de junho de 2007

domingo, 10 de junho de 2007

ALFÂNDEGA DA FÉ


“Matérias da Fé” é uma exposição de Arte sacra que reúne obras das paróquias do concelho de Alfândega da Fé. Em Exposição encontram-se instrumentos e objectos que servem os mais diversos actos litúrgicos e os suportes materiais destas obras são também de enorme variedade, tais como: a madeira, o cobre, a prata, a tela, o calcário e o ouro. Trata-se de peças de ourivesaria, imaginária, retabulística, artes gráficas e pintura, que encerram parte da história do concelho, assumindo-se como documentos históricos valiosos.

Horário do Centro Cultural:DAS 9.30H ÀS 12.30/ DAS 14.00H ÀS 17.30 (DE TERÇA A SEXTA-FEIRA). DAS 14.00H ÀS 18.30 (SÁBADOS, DOMINGOS E FERIADOS)* ENCERRA ÀS SEGUNDAS-FEIRAS

sexta-feira, 8 de junho de 2007

quinta-feira, 7 de junho de 2007

quarta-feira, 6 de junho de 2007

SERRA DO ALVÂO


Maciço montanhoso conhecido por vezes por este nome talvez se deva considerar senão um prolongamento da Serra do Marão, pois na realidade, entre os dois não existe, em rigor, nenhuma separação de natureza hipsométrica, nem geológica.
A afirmação que por vezes se tem feito, de que uma é de natureza xistosa e outra granítica não se confirma com o exame directo da serrania. O que se poderá dizer é que o bloco meridional, ou Marão propriamente dito, apresenta, na sua zona culminante e nuclear, um possante afloramento silúrico; mas não é lícito asseverar que o seu prolongamento setentrional, designado e apontado, uma vez ou outra, pelo nome de serra do Alvão, seja fundamentalmente de natureza granítica, pois nesse complexo prolongamento há frequentes e extensas manchas de xisto. O que se pode dizer é que esse prolongamento de montanha apresenta uma acentuada fisionomia planáltica, muito mais propícia que o núcleo silúrico, à vida pastoril e até à actividade agrícola. Por isso, decerto, aí abundam os vestígios da vida pré-histórica, infelizmente barbaramente mal tratados e muitos quase destruídos pelos pastores, caçadores e cultivadores dessas alturas.

No extenso planalto de Carrazedo do Alvão ainda existem algumas construções dolménicas: uma na Chã das Arcas, outra no plaino da Lixa do Alvão, outra ainda junto da aldeia isolada e paupérrima de Tavandeiras, a pouca distância do extremo norte da serra, no Minheu.

Nos fins do século passado (séc. XIX) e princípio do corrente (séc. XX), a serra foi, nessas zonas planálticas, persistentemente vistoriada por dois sacerdotes de vocação arquiológica, os padres Rafael Rodrigues e José Brenha, que tentaram inventariar, interpretar e defender muitas inscrições rupestres, alfabetiformes ou simbólicas, amuletos e ferramentas. Algumas dessas pedras, ricas de inscrições rupestres, possivelmente significativas, foram transferidas para o Museu Arqueológico da Universidade do Porto, onde foram objecto de aprofundado estudo dos arqueólogos Rocha Peixoto e Ricardo Severo.

Fonte:
“Guia de Portugal, Trás-os-Montes e Alto Douro I – Vila Real, Chaves e Barroso”, Fundação Calouste Gulbenkian.
“Dolmens e Antas no Concelho de Vila Pouca de Aguiar”, Padre Brenha.

terça-feira, 5 de junho de 2007

segunda-feira, 4 de junho de 2007

Stuart de CARVALHAIS (1887-1961)

Desenhador, introdutor da banda desenhada em Portugal, fotógrafo, realizador de cinema, actor, decorador, cenógrafo, figurinista e designer gráfico, José Herculano Stuart Torrie d’Almeida Carvalhais nasce em 7 de Março de 1887, em Vila Real (e morre em Lisboa em 1961), de pai português - José de Almeida Carvalhais, engenheiro agrónomo, e mãe inglesa - Margarida Amélia Stuart Torrie, ambos oriundos de abastadas famílias rurais do Douro, comerciantes de vinho do Porto. Após vários anos em Espanha, regressa a Portugal em 1891. A sua irregular vida escolar termina após passagem pelo Real Instituto de Lisboa (1901-1903).

Perfeccionista, mas valorizando pouco o trabalho do ponto de vista expositivo ou de coleccionador, Stuart começa por participar em algumas mostras colectivas, como as primeiras dos Humoristas em Lisboa (não integrando já as do Porto), a Exposição dos Humoristas Portugueses e Espanhóis (1920) e a Exposição de Artes Plásticas (1935), mas exporá individualmente, apenas em 1932. “Prémio Domingos Sequeira”, em 1949, manter-se-á figura isolada da denominada “primeira geração dos modernistas portugueses”. Não aderindo completamente à nova linguagem protagonizada por Almada ou Santa-Rita, faz antes a ponte com a caricatura herdeira de Bordalo Pinheiro, e nutrida na estada parisiense de 1912-1913 (onde vê obras de Corot, Seurat e Daumier), afirmando-se como cronista perspicaz e cirúrgico.

Republicano, não poupa porém a crítica a quem a merece e, em 1914, colabora no jornal satírico monárquico O Papagaio Real. Meio de sátira ao poder, a caricatura e a banda desenhada, que inicia em 1916 no suplemento humorístico de O Século com as “Aventuras do Quim e do Manecas”, permitem-lhe um retrato de época crítico das poses da burguesia mundana, às quais contrapõe tristezas e vilezas sociais, personificadas em tipos populares e miseráveis, cujo humanismo o seduz.

Os anos 20 marcam o grande sucesso de Stuart. Em 1921, trabalha para o Diário de Lisboa e para o Batalha. Em 1922, desenha para o ABCzinho, reiterando o sucesso das suas peças nos suplementos infantis. Colabora ainda com A Corja, o Espectro, A Choldra e o Diário de Notícias, a revista Ilustração (a cuja fundação está ligado) e com o semanário humorístico Sempre Fixe. Como gráfico, soma encomendas: da ementa do Bristol Club, aos conjuntos de postais ilustrados realizados para a exposição de 1925 dos Mercados, ou à concepção da publicidade da Sassetti. É assim que, em meados da década, é o artista que contabiliza mais capas de livros e de pautas de música – trabalho gráfico em cuja investigação associa o desenho aos tipos de letra a usar e com o qual ganha dois prémios em concursos internacionais, em Itália e Espanha. Cenógrafo e figurinista de teatro (Teatro Nacional e Politeama), desenvolve actividade no cinema (em 1916, trabalha na adaptação a filme das Aventuras do Quim e do Manecas), passa pela aventura da realização (O Condenado, com Mário Huguin) e desdobra-se como actor, decorador, cenógrafo e gráfico.

Embora antifascista, como clarifica nos trabalhos da década de 30, não perseguirá nos anos seguintes a via do Neo-Realismo, onde poderia ter encontrado família artística, social e política. Os seus entraves à pintura, que admira mas não liberta da ilustração, mantêm-no circunscrito ao exercício do desenho para periódicos. Talvez também por essa actividade constante, não se dividindo em décadas e expressões ou estilos balizados no tempo, a mestria de traço de Stuart, que lhe permite variar os registos, evidencia sobretudo o manifesto desejo de liberdade criativa, nutrido por enorme apetência experimental.

A sua própria vida, na qual o sucesso convive com o alcoolismo e a instabilidade financeira, leva-o à experimentação de materiais inesperados, não ortodoxos, como suportes ruinosos recuperados dos restos da cidade (papel de embrulho, tampas de caixotes), e até de alguns materiais de desenho, de que se destacam os fósforos queimados com que frequentemente traça composições. Profundo conhecedor do basfond lisboeta, fixa da capital um registo que cruza com o seu, servindo-o com resultados surpreendentes no uso da mancha (tantas vezes feita com café ou com vinho) e de texturas, na definição ou languidez da linha, nos ritmos do traço. Assim, elegante na ilustração, essencial na caricatura, cada personagem de Stuart detém, na representação, os conceitos que a ela estão associados. Negra e violenta, a miséria, como o vício ou a solidão, é caracterizada em traços rápidos e rugosos, gastos ou recortados, no contraste de preto e branco.

Se a heterogeneidade do seu desenho dificulta a definição da obra por décadas, arrisquemos, como elemento de unificação, a revelação de uma Lisboa contraditória e viva, inteira, elegante por vezes, amarga outras mais. Como se vê em Guardado está o café para o quem o há-de pagar (1927, usado como ilustração no ano seguinte). No desenho está tudo: os contornos certeiros e rápidos definem uma figura feminina, recortando-a do vazio do fundo.

Na negrura do olhar e no desafio da pose cinematográfica, cosmopolita, erotizada, fica clara a afirmação do seu poder, logo negado pelo traço “raspado”, cuja parca incisão de negro, a prometer diluição, sublinha o silêncio, permitindo que se insinue a ironia sobre a solidão.

Fonte: EMÍLIA FERREIRA

Fundação Calouste Gulbenkian

Centro de Arte Moderna José de Azeredo Perdigão

Cartaz das corridas 1952

domingo, 3 de junho de 2007

MURÇA



FONTE: Região do Turismo da Serra do Marão

Vila Real, forjar o ferro




Fonte: Região do Turismo da Serra do Marão

JOAQUIM MANSO


Responso ao Santo António






sexta-feira, 1 de junho de 2007

A Iluminação Eléctrica em Vila Real

Cerca de 1880 foi utilizada a luz eléctrica em Paris para iluminação pública. Isto foi possível devido às invenções do dínamo em 1870 por Gramme e Siemens e da lâmpada de filamento por Thomas Edison em 1878/79. Até aí a iluminação pública fazia-se através de candeeiros a gás.

Lisboa viu pela primeira vez "luminárias eléctricas" em 1878, graças à doação feita pelo rei D. Luís à Câmara Municipal de 6 lâmpadas Jablockoff (semelhantes às que estavam em ensaio na Praça da Ópera em Paris) e respectivo gerador de energia. Tinham sido encomendadas para se instalarem inicialmente na cidadela de Cascais para as festividades do aniversário do príncipe herdeiro D. Carlos. A Câmara apresentou esta "amostra" de iluminação pública na rua dos Mártires, Chiado, Largo das Duas Igrejas e varanda do Hotel Gibraltar. A partir de 1891, a Câmara estipulou que a Companhia "Gás de Lisboa" iluminaria a Avenida da Liberdade e Praças extremas a electricidade. A produção de energia fazia-se, porém a partir de uma máquina a vapor que funcionava como uma pequena geradora de electricidade que alimentava os 38 arcos voltaicos que iluminavam aquela avenida. Só em 1901 é que a iluminação em Lisboa se tornou mais generalizada com a fusão das Companhias "Gás de Lisboa" e "Lisbonense de Iluminação a Gás". Passou a iluminar a zona mais central e populosa da cidade. Em 1903, com a construção de uma nova máquina geradora junto à fábrica de gás da Boavista, começou a iluminação "a sério" em Lisboa.

No Porto tem-se conhecimento pelo Diário do Governo de 23 de Maio de 1887 que se constituíra uma Companhia - a Companhia de Luz Eléctrica S.A.R.L. com o objectivo de fornecer iluminação eléctrica à cidade. Esta empresa, possivelmente, não chegou a fornecer electricidade. Entre as Ruas Passos Manuel e Stº António situavam-se grandes máquinas a vapor que forneciam a electricidade para iluminar as casas e os comércios da vizinhança (de Stº Ildefonso à Praça Nova).

Em Braga a Câmara abriu um concurso para fornecimento de electricidade em 1891.O resultado deste concurso favoreceu um francês residente no Porto, Augusto Lavarré. O contrato feito em 30-06-1892 obrigava-o a fornecer iluminação á cidade até 1-07-1893. Lavarré tinha por intenção construir uma barragem no concelho de Barcelos para aproveitar o rio Cávado e fornecer electricidade a Braga.

Se assim fosse, Braga seria a primeira cidade a ter electricidade a partir duma barragem. Dado que o tempo era escasso (um ano) abandonou-se este projecto. Optou-se por um gerador do tipo máquina a vapor que foi inaugurado em 23 de Junho de 1893. A barragem viria a ser construída em 1895/1896, apresentando no entanto inconvenientes - no Verão com a seca e no Inverno com as cheias. Daí que houvesse muitas interrupções no fornecimento de electricidade a Braga. Devido a estas deficiências, a câmara sentiu necessidade de ser ela a explorar a distribuição de electricidade o que veio a fazer em 1914.

Vila Real foi a quarta cidade a ver inaugurada o abastecimento público de electricidade, mas a primeira a ser fornecida por uma barragem hidroeléctrica. Em Março de 1890 a Câmara aprovou a proposta que recebera de Leopoldo Augusto das Neves, um portuense, para iluminar Vila Real. Para o efeito, Neves formou a Companhia Eléctrica e Industrial de Vila Real.

A 26 de Junho de 1890 celebrou-se a seguinte “escritura compromisso” entre a Câmara e Leopoldo Augusto das Neves:

· Era-lhe outorgada uma concessão pelo prazo de 30 anos;

· A Câmara dava-lhe licença gratuita para fazer um açude e encanar as águas do rio Corgo ou Cabril para alimentar turbinas e mais maquinismos;

· A instalação devia estar concluída no dia 1 de Janeiro de 1892;

· A Câmara garantia a instalação de um número mínimo de 250 lâmpadas de 16 velas;

· O preço mensal da energia para alimentar cada uma destes lâmpadas seria de 650 reis, e quando o seu número excedesse 500, haveria um desconto de 10% para aquelas que excedesse essa quantidade;

· Quando, em caso de força maior, a iluminação eléctrica fosse parcial ou totalmente interrompida, o concessionário substituí-la-ia por iluminação a petróleo, e, se a interrupção excedesse 2 dias, ser-lhe-ia aplicada uma multa diário de 5$000 reis.

· A Câmara poderia dispor de 3 lâmpadas de força triplicada, de sistema igual ao adoptado na iluminação pública dos boulevards de Paris ;

· Se antes de decorrido o prazo de 30 anos, a Câmara reconhecesse que outra qualidade de luz, ou a mesma, podia ser obtida por quantia menor que a acima estipulada, poderia rescindir o contrato, indemnizando o concessionário com 1000$000 reis por cada ano que faltasse para completar o prazo estipulado.

Estas disposições, as principais da escritura, foram aprovadas nas Cortes Gerais e receberam a assinatura do rei, em 27 de Maio de 1892. A partir daqui, Leopoldo Augusto das Neves forma uma Companhia com os seus associados para a exploração eléctrica. No Diário do Governo de 13 de Julho de 1892 aparecem publicados os Estatutos da denominada Companhia Eléctrica e Industrial de Vila Real, com sede no Porto, capital inicial de 30.000$000 reis, com o fim de adquirir a concessão da iluminação eléctrica de Vila Real e “aproveitar a força motriz disponível, à indústria que maior vantagem possa oferecer à sociedade e fazer instalações que se julgarem de vantagem para a mesma "

Na realidade, já em 1891,a empresa estava activa, pois os jornais noticiavam em Agosto desse ano que "começara a construção de um açude no rio Corgo para a derivação da água necessária para mover as máquinas". O fundão do Agueirinho foi reconhecido como lugar propício para a construção do açude, talvez porque já aí existiam alguns moinhos.

Fez-se o levantamento da planta de Vila Real e, a gerência da Empresa dirigiu-se a Emílio Biel, cidadão alemão residente no Porto, que, entre outras ocupações, tinha a de representar a firma Schuckert de Nuremberga. Entregaram-lhe a planta da cidade para que fizesse o estudo da rede de distribuição de energia eléctrica e, ao mesmo tempo, encomendaram-lhe o equipamento e os materiais necessários para a estação produtora de energia e respectiva rede de distribuição.

No sentido de angariar dinheiro para avançar com o projecto, em Agosto de 1892 a Companhia emite 2900 títulos obrigacionistas de 25$000 reis com juro de 7% e bónus de descontos no preço da luz aos compradores das acções. Porém, pouca gente se interessou pela oferta... Por essa razão, quando alguns meses depois chegaram da fábrica de Nuremberga o estudo da rede eléctrica para Vila Real e os materiais necessários para a fábrica geradora e para a rede de distribuição, a Companhia não teve dinheiro para levantar na Alfândega do Porto estes materiais. Biel, preocupado, informou a firma Schuckert do sucedido. A resposta que recebeu foi que, se a Companhia Eléctrica e Industrial de Vila Real não tinha dinheiro, procurasse ele adquirir-lhe a concessão para avançar com o projecto. Biel conseguiu essa concessão, tendo pago o valor do dinheiro já gasto pela referida companhia até essa altura.

Biel fez as obras necessárias e, em 31 de Março de 1894 fez-se a inauguração oficial do fornecimento de energia eléctrica a Vila Real a partir da Central Hidroeléctrica do Agueirinho. Só depois do projecto se ter tornado realidade é que, em 23 de Junho de 1894, a Câmara de Vila Real reconheceu como válida a transferência da concessão da empresa de Leopoldo Augusto das Neves para Emílio Biel, ou seja, só depois deste ter concluído a instalação da Central produtora de electricidade e ter começado a fornecer energia à cidade. Porém, Biel havia exigido alterações ao contrato de 1890:

· Redução do número de lâmpadas de 16 velas a instalar para 220 e aumento do número de lâmpadas de arco para 12.

· Aumentar o custo mensal de energia para 850 reis por lâmpada

· Aumentar o custo anual da iluminação pública para 50$000 reis

· Fornecimento pela Câmara do pessoal para acender os candeeiros a petróleo quando faltasse a energia eléctrica.

Fonte – Clube de História Local

CARRAZEDA DE ANSIÃES


ALFÂNDAGA DA FÉ


AGROCHÃO


ADEGANHA


ABREIRO


ALIJÓ






Em destaque


1 de Junho
Ópera D. Pascale - 22h no Teatro de Vila Real
Concerto Orquestra e Coro do Conservatório Manuel Guiroga de Pontevedra - 22h no Centro Cultural de Chaves

2 de Junho
"Yepeto - a dor de duma paixão", Seiva Trupe - Torre de Moncorvo
Quinteto Luísa Carvalho - 23h no Café Concerto do Teatro de Vila Real
FESTIJAC 2007 - das 10 às 24h no Solar do Vinho do Porto, Régua

4 de Junho
Apresentação do livro "O rio que perdeu as margens", de António Cabral - 21,30h no Auditório da Escola Camilo Castelo Branco

6 de Junho
Broobossa Duo - 23h no Café Concerto do Teatro de Vila Real

2 e 3 de Junho - Concentração Motard em Alijó

Até 3 de Junho - 4º Salão de Inventores Júlio dos Santos Pereira, das 10h às 23h no Centro Cultural de Chaves e Biblioteca Municipal

quinta-feira, 31 de maio de 2007

Casa das Cardosas




Casa da Cruz e do Mineiro


Corridas (cartazes antigos)



DIOGO CÃO


São muito pouco os dados que temos sobre Diogo Cão, não se sabe o nome dos seus pais, mas sabem-se o nome do seu avô, Gonçalo Cão. Pensa-se que nasceu em Vila Real, onde existe ainda uma casa que se pensa que terá sido a sua.
Não se sabe nada sobre a sua infância, nem da sua adolescência, os primeiros vestígios que sabemos da vida dele, são da sua juventude.
Entrou ao serviço da casa de D. Henrique, onde foi escudeiro e depois cavaleiro. A ligação dele ao infante tê-lo-á iniciado no conhecimento das coisas do mar, e a sua juventude foi dedicada às tarefas marítimas.
A sua primeira viagem deu-se em 1482, um ano depois de D. João II Ter subido ao trono.
O rei tinha como objectivo encontrar a passagem do Oceano Atlântico para o Índico. Diogo Cão comandava uma armada cujo objectivo era reconhecer a Costa Africana e tentar descobrir essa passagem que abria a possibilidade de ir á Índia por via marítima.
Diogo Cão levava mantimentos para uma longa viagem, numerosos artigos para serem oferecidos aos reis indígenas que encontrasse, e padrões de pedra que se empregariam pela ia vez, substituindo as antigas cruzes de madeira que marcavam as novas terras descobertas
A viagem para além do cabo de Santa Catarina (actual Zaire), foi feita junto à costa, processo que permitia o seu registo em mapas e minimizar os riscos de uma viagem em zona desconhecida. A medida que avançavam para sul cada vez havia mais correntes de água, denunciadoras da foz do Grande Rio( Rio Zaire) que os navegantes chamavam de rio poderoso.
A fins de Maio de 1483 de acordo com as instruções que o rei recebera, Diogo Cão escolheu alguns dos seus homens e enviou-os com alguns presentes como embaixadores ao rei do Congo. Entretanto a viagem prosseguia até ao início da costa do pais que hoje é chamado de Angola, tendo, junto a um cabo que fazia tamanha cavatura que Diogo Cão julgou ser a passagem para o Oceano Indico. Apressou-se a regressar, passando pelo rio Zaire para recolher a sua embaixada e trazer as notícias da sua descoberta ao rei. Não tendo encontrado os seus homens julgou terem sido mortos e embarcou alguns negros para mostrar a D. João II.

Chegando a Portugal, D. João II, reconhecendo os serviços por ele prestados, tanto nas partes da Guiné, como em outros lugares, concedeu-lhe um ordenado anual de 10.000 reais, autorizando-o a usar um brasão de armas onde figuram os padrões que deixou enterrados em África. Seis dias depois era-lhe passada a carta de enobrecimento não só por causa dos seus serviços, mas também pelos serviços que tinham sido prestados pelo seu avô, Gonçalo Cão, em tempo de D. João I nas lutas contra Castela, e ao seu pai no reinado de D. Afonso V. A notícia da descoberta da passagem para o Oceano Índico chegou a Roma onde o nosso embaixador Vasco Fernandes a comunicou ao papa.
D. João II desejoso de manter relações com o rei do Congo envia Diogo Cão na 28 viagem, Diogo Cão foi bem recebido, trocou com eles presentes e o rei prometeu converter-se.
De seguida Diogo Cão embarcou para o Cabo de Sta Maria. Aí teve uma grande desilusão: ali não terminava a costa Africana.
Regressou a Portugal com essa má noticia e D. João II não o perdoou e nunca mais o chamou para outra missão.


Fonte: Clube da História Local, Escola Diogo Cão Vila Real

Diogo Cão e os padrões

Primeiro Padrão (S. Jorge) na costa africana - Diogo Cão



“Diogo Cão colocou ao longo do litoral angolano 3 (três) padrões e 1 (um) no actual Cape Cross - Namíbia (antigo Sudoeste Africano)”.


( I )“O padrão conhecido de S. Jorge foi erigido junto à foz da margem esquerda do Rio Zaire ou Congo, num local conhecido por Moita Seca, latitude 6º 2' 60" Sul”.


( II ) “O Padrão de Stº Agostinho foi erigido no Cabo do Lobo, depois chamado de Cabo de Stª Maria a sul de Benguela, à Lat. 13º 25' sul”.


( III ) “O Padrão do Cabo Negro, erigido a norte da Baía de Porto Alexandre, actual Tombua à latitude de 15º 42' Sul”.


( IV) “E por último o Padrão do Cabo da ( Serra ) erigido no actual Cape Cross - Namíbia, à latitude de 21º 47' sul”.
“Deste modo, os dois primeiros erigidos na 1ª viagem ( 1482-1484) Os dois últimos erigidos na 2ª viagem ( 1485-86-87)”.

II Padrão (S. Agostinho), na costa africana - Diogo Cão


Fonte: Amadeu Fontoura, historiador