sábado, 26 de abril de 2008

PANÓIAS


Protecção Legal
Monumento Nacional (MN), Dec. 16-06-1910
Endereço
Assento – Vale de Nogueiras5000-715- Vila Real
Freguesia
Panóias
Concelho
Vila Real
Distrito
Vila Real
Tipo de Gestão
Instituto Português do Património Arquitectónico (IPPAR)
Responsável
Dr. Orlando de Sousa, Direcção Regional do Porto (DRP-IPPAR)
Descrição
O Santuário de Panóias (monumento durante muitos anos designado por Fragas de Panóias) foi construído entre os finais do século II e os inícios do século III d. C. É constituído por um recinto onde se encontram três (entre outras) grandes fragas nas quais foram talhadas várias cavidades, de diversos tamanhos, bem como escadas de acesso. Numa das rochas foram também gravadas inscrições. Esta rocha, que denominamos de n.º 1, situada na entrada do recinto, possui as inscrições conhecidas, e que chegaram até nós, embora uma delas, ainda conhecida no século passado, tenha sido entretanto destruída.
Existem três inscrições em latim e uma em grego, e nelas estão as instruções dos rituais celebrados em Panóias, a identificação dos deuses e a do dedicante.
A inscrição desaparecida, também em latim, reconstituída a partir de leituras e registos anteriores, pode traduzir-se da seguinte maneira:“Aos Deuses e Deusas deste recinto sagrado. As vítimas sacrificam-se, matam-se neste lugar. As vísceras queimam-se nas cavidades quadradas em frente. O sangue verte-se aqui ao lado para as pequenas cavidades. Estabeleceu Gaius C. Calpurnius Rufinus, membro da ordem senatorial.”



Encontrava-se a cerca de 6/7 metros a Este da inscrição n.º 2, ao lado direito do caminho por onde entrava o visitante na área sagrada. O texto estaria orientado para a rocha 1. As vítimas eram mortas aqui, e o sangue vertido nas pequenas cavidades. As vísceras eram então queimadas em frente, ou seja, nas já referidas cavidades quadradas.
Para a rocha 1 sobe-se por uns degraus. Antes de subir, à esquerda, fica a inscrição n.º 2:“G. C. Calpurnius Rufinus consagrou dentro do templo (templo entendido como recinto sagrado), uma aedes, um santuário, dedicado aos Deuses Severos.”
Restam os vestígios de um dos pequenos templos existentes no recinto. Neste preciso ponto era feita a revelação que os deuses desse templo eram os Deuses Severos. À superfície desta rocha estão umas cavidades. A instrução dada pelo primeiro texto (o que desapareceu) referia-se às cavidades rectangulares onde se queimariam as vísceras. A partir daqui passava-se pelas escadas, para o outro lado da rocha, onde está a inscrição n.º 3:“Aos Deuses e Deusas e também a todas as divindades dos Lapitaes, Gaius C. Calpurnius Rufinus, membro da ordem senatorial, consagrou com este recinto sagrado para sempre uma cavidade, na qual se queimam as vítimas segundo o rito.”
Isto confirma que a cavidade sobre a inscrição mencionada anteriormente servia para a incineração das vísceras. Esta inscrição acrescenta também o facto de o recinto estar dedicado não só aos deuses já mencionados mas também aos deuses dos Lapitae, ou seja, aos deuses da comunidade indígena que existiria na região. Passando adiante temos a inscrição n.º 4 (em grego):“Ao altíssimo Serápis, com o Destino e os Mistérios, G. C. Calpurnius Rufinus, claríssimo.”


O senador consagrou o recinto sagrado à divindade principal dos deuses do Inferno, o Altíssimo Serápis, incluindo uma gastra e mistérios. Gastra, uma cavidade redonda, encontra-se imediatamente atrás da inscrição. A sua função no ritual seria o de assar a carne da vítima, que era consumida no local, em frente ao nome da divindade. A inscrição n.º 5 indica o acto final:“Aos deuses, G. C. Calpurnius Rufinus, claríssimo, com este (templo) oferece também uma cavidade para se proceder à mistura.”
Neste local, o iniciado purificava-se do sangue, gordura e azeite com que se tinha sujado.
Esta interpretação sobre Panóias é de Geza Alföldy. Com base nos seus estudos, podemos hoje dizer que tivemos no local um ritual de iniciação com uma ordem e um itinerário muito precisos – a matança das vítimas, o sacrifício do sangue, a incineração das vítimas, o consumo da carne, a revelação do nome da autoridade máxima dos infernos, e por fim a purificação.
Na rocha n.º 2 do recinto a iniciação repetia-se num grau mais elevado. Na rocha mais elevada, n.º 3, e onde também haveria um pequeno templo, teria lugar o acto principal da iniciação – a morte ritual, o enterro e a ressurreição.
Hoje em qualquer das três rochas temos vestígios dos pequenos templos que eram parte integrante do recinto. Restam também as diferentes cavidades rectangulares que serviam para queimar as vísceras, uma cavidade redonda – gastra, para assar a carne, e ainda uma outra onde se procedia à limpeza do sangue, gordura e azeite. Outras cavidades estavam relacionadas com os pequenos templos existentes, e destinar-se-iam a guardar os instrumentos sagrados usados nos rituais.
Existem portanto em Panóias testemunhos de um rito de iniciação dos mistérios das divindades infernais. As prescrições identificam-se como partes de uma lei sagrada, mas aplicadas a um local concreto e preciso. A escolha deste local não foi por isso feita ao acaso, mas sim fruto de critérios específicos e previamente estabelecidos. A topografia do local desempenhou aqui um importante papel.
C. G. Calpurnius Rufinus, senador, que introduziu este culto em Panóias, onde já haveria um culto indígena, deve ter sido um alto funcionário do governo provincial romano. A sua língua original foi o grego, mas na inscrição o uso da palavra “mystaria” em vez de “mysteria” demonstra o uso de um dialecto dórico ou pseudo-dórico. Os dados sobre a sua origem permitem supor com grande probabilidade que seja Perge de Panfilia, cidade de tradição dórica e um dos centros do culto de Serápis, e situada na Ásia Menor.

Horário
09.00h – 12.30h14.00h – 17.00h
Encerrado à segunda-feira, terça-feira de manhã e nos feriados de 1 de Janeiro, Domingo de Páscoa, 1 de Maio e 25 de Dezembro
Ingresso
Normal: € 1.5Jovens (15 a 25 anos) e reformados: € 0.75Portadores do Cartão Jovem: € 0.6Crianças até aos 14 anos: gratuito. Domingos e feriados até às 14:00: gratuito
Telefone
+ 351 226 179 385 (DRP)
Fax
+ 351 228 179 385
E-mail
drp.ippar@ippar.pt
Serviço Educativo
Não tem
Visitas Guiadas
Marcações prévias. Tel. +351 226 197 080
Loja
Não tem
Acessos
Partida de Vila Real, em frente ao Quartel do 13º Regimento de Infantaria, pela estrada N322 para Sabrosa. 0.7 Km - Passar sobre ponte 2.7 Km - No extremo de Abambres, virar à esquerda no cruzamento para Sabrosa. 3.0 Km - Numa curva, entrada do Palácio de Mateus à direita.5.0 Km - Entrada em Constantim.5.8 Km - No extremo oposto de Constantim, no cruzamento, seguir à esquerda pela estrada que sobe; sinal 1 Km Panóias.7.2 Km - Sinal amarelo à direita indica Panóias. Virar à direita e seguir para o parque de estacionamento junto à cerca.

ANONIMA NUVOLARI

UMA VIAGEM BOÉMIA ATRAVÉS DOS ÚLTIMOS 50 ANOS DA CANÇÃO ITALIANA
A Anonima Nuvolari é constituída por músicos italianos, provenientes de diferentes experiências musicais, que se juntaram para recuperar e valorizar o património musical italiano, na sua vertente mais alegre e dinâmica. A particular constituição do conjunto e o espírito boémio que o inspira concedem às suas performances uma natureza de cabaret musical, criando assim um ambiente caloroso e descontraído.
O repertório proposto pelos "fratelli" Nuvolari tem as suas raízes na música popular e consiste numa viagem através dos últimos 50 anos da canção italiana. Tendo como ponto de partida o maestro napolitano Renato Carosone, passa por referências como Fred Buscaglione ou Adriano Celentano, para chegar até autores contemporâneos como Paolo Conte e Vinicio Capossela, mantendo contudo uma continuidade artística.
Voz e acordeão: Calimero Nuvolari Saxofone: Sérgio Nuvolari Voz e cuitarra: Mick Nuvolari Contrabaixo: Ciccio Nuvolari Percussões: Beniamino Nuvolari
Espectáculo integrado no VINTE E SETE — Festival Internacional de Teatro (programação complementar)
26-Abr Pequeno Auditório 22:00

A RONDA NOCTURNA

De
Lars Norén
Pelo
Teatro do Bolhão
Com
António Capelo, Custódia Gallego, Luísa Cruz e Orlando Costa
Encenação
João Paulo Costa
Tradução
Cristina Canavarro
Dramaturgia
Regina Guimarães
Figurinos e Adereços
Cristina Costa
Iluminação
José Nuno Lima
Sonoplastia
Luís Aly
Espectáculo que constitui o desfecho do ciclo “realista” do Teatro do Bolhão, “A Ronda Nocturna” é um texto que evoca com uma nitidez desconcertante o universo visceral da peça “Quem Tem Medo de Virginia Woolf?” Considerado o herdeiro artístico de Ingmar Bergmam, o autor sueco Lars Norén é normalmente comparado a Strinberg ou a O’Neil. O seu teatro, alimentado de obsessões, é violento, visceral e denso. Em “A Ronda Nocturna”, dois irmãos e as suas esposas “atacam-se” ferozmente, desvendando sem pudor as suas frustrações, os seus desejos e os seus medos diante da urna que contém as cinzas da sua mãe. Um elenco de excepção assegura a estreia em Portugal desta obra marcante do teatro contemporâneo.
Espectáculo integrado no VINTE E SETE — Festival Internacional de Teatro

domingo, 10 de fevereiro de 2008

PERIPÉCIA


Grupo de teatro "Peripécia"


Consulte o site:


NOVECENTOS - o pianista do oceano


A partir de
“Novecentos”, de Alessandro Baricco
Pela
Peripécia Teatro
Criação e Adaptação
Ángel Fragua, Noelia Domínguez, Sérgio Agostinho e José Carlos Garcia
Interpretação
Ángel Fragua e Sérgio Agostinho, com Luís Filipe Santos (clarinete) e Tiago Abrantes (clarinete)
Direcção
Noelia Domínguez
Co-Produção
Peripécia e o Teatro de Vila Real, a partir de uma residência artística
“Novecentos” tem a espontaneidade dos contadores de histórias, à mistura com a ironia dos entertainers, o humor inocente dos clowns e a versatilidade dos transformistas. A história, com um divertido jogo de actores ao melhor estilo da Peripécia, é contada com a cumplicidade de dois clarinetistas, que interpretam ragtime e dixieland e têm ainda a seu cargo algumas personagens. “Novecentos” é um pianista excepcional que vive a bordo do Virginian – um paquete dos princípios do século XX. Foi encontrado naquele navio com apenas alguns dias de vida. Ali cresceu, adoptado e educado pela tripulação, sem nunca pisar terra, até ser descoberto a tocar com espantoso virtuosismo o piano do salão de baile. Nascia assim a lenda do pianista do Oceano, que em toda a sua vida nunca viria a descer do navio.
No TMVR

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008

Carnaval de Vinhais

O Carnaval é uma festa especial em Vínhais quer para a juventude, quer para os menos jóvens que ainda gostam de folia! Sem qualquer dúvida uma das etapas que agrada a uns e outros é a de Domingo Gordo! É que nesse dia há refeição melhorada, com toda a espécie de carnes de porco: o pernil cosido, o palaio, a orelheira, a chouriça de boche, o toucinho, tudo acompanhado de couve penca, batatas e "cascas" (vagens de feijão grado, secas e depois demolhadas) e, em algumas casas um pouco de arroz. Na segunda feira, depois da difícil digestão, há, normalmente, uns bailaricos em associações culturais. Na terça feira sai à rua "a Morte e o Diabo" e as moçoilas ficam no cativeiro todo o dia, salvo se um dos atrevidos Diabos a consegue arrancar de casa para a levar "à Pedra". A Morte e o Diabo são indivíduos que se vestem com fatos de macaco, pintam com tinta branca o esqueleto humano visto pela frente e por trás e tapam a cara com máscaras em forma de caveira, parecendo a Morte; empunham uma gadanha e são acompanhados por tres ou quatro Diabos; Este, o Diabo, veste se de fato de macaco vermelho, com capuz e máscara do mesmo pano com os respectivos chifres e cauda comprida. Empunham uma correia ou um cordel grosso, com que, amavelmente batem nas pessoas que encontram. Por vezes percorrem os bairros e confraternizam com quem os recebe. Mas a festa principal da Morte e do Diabo, é tirar de casa as meninas que, por vezes se juntam às cinco e seis para os desafiar, encasteladas em varandas ou janelas o que torna a empreitada difícil. Porém, uns através de engenho e arte, outros com a cumplicidade de familiares das moças que entram na brincadeira e entregam as vítimas ao Diabo, na maioria das vezes namorado e, ainda outros que podem custear as despesas de arrombamento de portas e janelas, acabam por levar à Pedra, situada no Largo principal da Vila O Arrabalde meia dúzia de moçoilas que são ajoelhadas e acariciadas com o "chicote" do Diabo e da Morte. Elas acabam por se sentir honradas com a preferência da escolha! Entretanto, há as rivalidades e os ciumes, quando determinado Diabo tenta trazer à Pedra a namorada de um outro Demónio. Então aí, embora não haja vias de facto, há no entanto a ajuda deste às moças e o estorvar da acção do outro rival! E o povo que assiste a estas cenas vive momentos de euforia!





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Em Vinhais, em dia de Quarta-Feira de Cinzas, um grupo de rapazes transformam-se em verdadeiros diabos. O traje vermelho com máscara incluída dão o ar atrevido e assustador necessário à credebilidade destas personagens possessas. Eles correm pelas ruas a perseguir quem se cruza com eles.
Os diabos, acompanhados por outra figura mascarada, a Morte, escolhem como vitimas preferidas as mulheres e raparigas que chegam a ser agarradas, se necessário dentro da casa das próprias, a fim das vergastar com um chicote de corda.
A Morte, com o seu fato negro e de rosto mascarrado segura uma gadanha na mão, vagueia em silêncio pelos caminhos de Vinhais e sempre que encontra um habitante obriga-o a ajoelhar-se perante si e a beijar a gadanha.
É uma tradição que tem sofrido o passar dos anos e tem demostrado um carácter mais controlado e de maneiras mais correctas, e o ritual de punição e correrias já não é tão temido como antes. Os assaltos, as perseguições e os açoites animavam e caracterizavam o ritual animalesco e desinibido.

CANDIDATURA DE PATRIMÓNIO IMATERIAL GALEGO-PORTUGUÊS




Os Caretos de Podence estão a elaborar, conjuntamente com a Galiza, uma candidatura a Património Cultural Imaterial Galego-Português.

CARNAVAL GENUINO

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Carnaval


Em Chaves não há tradição de Entrudo nem de Carnaval. Os flavienses deslocam-se a Verin, na Galiza , para festejar o ENTROIDO com os seus irmãos galegos.

"Desde a Gallaécia, ou seja – desde sempre, que Trás-os-Montes e a Galiza mantêm uma relação muito estreita, principalmente os concelhos da raia, como neste caso o Concelho de Chaves e todos os Concelhos Galegos com que fazemos fronteira. Mas entre a cidade de Chaves e Verin, além da relação, sempre houve amizades e cumplicidades, que nem sequer Salazar e Franco tiveram força para as silenciar ou anular.

Uma das relações de sempre foi a troca de “galhardetes” nas festas. É conhecida a invasão de Galegos na nossa Feira de Santos, tal como é conhecida a nossa invasão ao Lázaro de Verin, mas nos últimos anos, cada vez mais, os flavienses também invadem todas as festividades do Entrudo (Entroido) de Verim, onde, aí sim, ainda se vai mantendo a tradição, embora os desfiles já sejam um misto de Entrudo e Carnaval.

Franco proibiu os festejos de Entrudo e dos mascarados, que são o principal atractivo do Entroido e que dão pelo nome de Cigarróns e Peliqueiros. Cigarróns cuja origem se pensa remontar à idade média e que em toda a Galiza só em Xinzo, Laza e Verin existem, com mais importância em Verin. Tanto assim é, que em Espanha, o Entroido de Verin e os Cigarróns são considerados de interesse turístico nacional.



Mas quem são os cigarróns? – São naturais que vestem a rigor, vestimentas compostas de bordados, lenços e outros adereços, com muita cor. A vestimenta dos cigarróns é igual para todos, incluindo o desenho da face da máscara, a única diferença que se encontra entre cigarróns e que os diferencia, é o desenho de um animal na parte superior da máscara. Mas o rigor da vestimenta, manifesta-se também no rigor de admissão de novos cogarróns e nas regras entre eles e a população em geral:
“Os Cigarróns e Peliqueiros piden pola rúa perseguindo a xente, pero non poden falar. Non se lles pode tocar. Visten camisa, gravata, chaquetiña de seda, calzóns con volantes, carauta de madera tallada e gorro de follalata decorado con debuxos de animais e unha pelica detrás.
Os Volantes de Chantada levan campaíñas, no cinto, que fan sonar.”

Fonte:

História das Freguesias do Concelho de Vila Real


Trata-se de uma obra do mais completo e sério que jamais se fez sobre estes temas”, salientou Caseiro Marques, referindo-se ao trabalho do seu autor, Ribeiro Aires. A obra nasceu pela mão do director do NVR, que alimentava a meta de “chegar às pessoas do meio rural, motivando-as para a leitura e tendo como pano de fundo a ideia de as levar, numa viagem, aos lugares de memória das freguesias do concelho de Vila Real”. Juntou-se-lhe a disponibilidade do autor Ribeiro Aires e, assim, ganhou vida o projecto “Ler Mais”. “Foi um trabalho árduo, sério e muito difícil para o doutor Ribeiro Aires e para mim próprio”, explicou Caseiro Marques. “Ambos percorremos todas as aldeias desde a bonita Guiães ou Abaças, passando por Lamas d’Olo e Agarez”, disse. “Quantas vezes, às oito da manhã, com o frio e a chuva de Inverno, já estávamos em Galegos, em Sirarelhos ou em Gache. E, no pino do Verão, na Campeã ou em Torgueda”, relembrou Caseiro Marques, dizendo, em tom de brincadeira, que chegaram a assistir a “seis missas por dia em terras diferentes para distribuir o jornal”. A recolha de dados, informações, fotografias e outros documentos pelas diferentes freguesias deu origem aos suplementos publicados quinzenalmente no NVR durante cerca de dois anos. Da sua compilação nasceu a História das Freguesias do Concelho de Vila Real. O autor desta obra de referência, Joaquim Ribeiro Aires, acredita que “qualquer um gostaria de ter escrito esta obra” e lembrou que o livro foi feito a quatro mãos: a dele próprio, a de Caseiro Marques, a de Helena Lobo, responsável por toda a parte gráfica, e a de Ana Moreno, que fez com ele toda a revisão do texto. Ribeiro Aires mencionou ainda o nome do Padre Parente, a quem agradeceu pela sua contribuição nomeadamente através da cedência de vários documentos. O autor sustentou que “foi necessário regressar ao local do ‘crime’ por diversas vezes”. “Quando comecei a escrever para os suplementos, escrevia para uma espécie de reportagem, não registava tudo em detalhe”, explicou. Desde Setembro de 2006, Ribeiro Aires voltou a passar por todos os locais que antes havia palmilhado. Para o autor, esta é uma história porque “evoca o passado das freguesias mas não esquece os tempos actuais”. “Não é uma história acabada”, garantiu, acrescentando que “há sempre novas descobertas a fazer e haverá sempre quem as revele”. Ribeiro Aires referenciou ainda outros autores a quem foi “beber” informação.

Gregor Wollny

Gregor Wollny, talentoso intérprete de pantomina e comédia, sai de Berlim e põe o pé onde nenhum homem pisou antes. Tem coisas a dizer, mas não desperdiça palavras com isso. Ele sabe que se o discurso é valioso como a prata, o silêncio é de ouro. Assim, quando transforma um simples metro de carpinteiro em animais e borboletas, não é o único a ficar sem palavras. Este tipo revela a grandeza das coisas na sua simplicidade. Oscila entre a anarquia infantil e o charme de um artista de vaudeville à moda antiga. Como todos os palhaços, luta com a perversidade de objectos inanimados. A exuberância inventiva de Gregor Wollny tem de ser vista: é muito, muito engraçada.

01-Fev Pequeno Auditório 22:00 (TMVR)


terça-feira, 27 de novembro de 2007

segunda-feira, 26 de novembro de 2007

Feira de artesanato e gastronomia




De 29 de Novembro a 2 de Dezembro, a NERVIR vai ser palco da Feira de Artesanato e Gastronomia (FAG), que comemora este ano uma década na promoção das artes e ofício tradicionais e da gastronomia.
Organizada em parceria com a Câmara Municipal de Vila Real, a FAG 2007 vai integrar a 3ª edição do Encontro Internacional de Sabores e Tradições, em que estão representadas as cidades geminadas e amigas de Vila Real.A FAG percorreu já um longo caminho de afirmação regional, despertando um crescente interesse por parte dos expositores e um consolidado carinho do público local e regional, para quem este evento é prenúncio do Natal.Apesar da participação de artesãos de outras regiões, a FAG traduz na sua essência o cunho cultural de Trás-os-Montes e Alto Douro, já que os produtos artesanais e gastronómicos em exposição e à venda representam o que há de mais profundo nas raízes da tradição regional. A FAG é um encontro da história com a região de hoje e a relação dinâmica do passado com o presente. Visitar a FAG é, por isso, prestar homenagem a todos os obreiros da história evolutiva da Região.

Eventos - dezembro 07

“Fotografia no Douro: Arqueologia e Modernidade”Exposição- sábado, dia 1, às 16 horas, no Museu de Arqueologia e Numismática de Vila Real, até 11 de Janeiro
“Alla Polaca”Música Moderna Portuguesa- sábado, dia 1, às 22 horas, no Pequeno Auditório do Teatro de Vila Real
“No Rasto do Miguel Torga”Teatro pela Urze- sexta, dia 7, às 22 horas, no Pequeno Auditório do Teatro de Vila Real
Orquestra do Norte Música- sábado, dia 8, às 22 horas, no Grande Auditório do Teatro de Vila Real
Os Pirralhos Teatro Infantil- domingo, dia 9, às 15 horas, no Grande Auditório do Teatro de Vila Real
Tiago Lopes Exposição de pintura- sexta, dia 7, na Sala de Exposições do Teatro de Vila Real, até 31 de Dezembro
“Branca de Neve e os Sete Anões”Bailado pela Escola de Bailado de Vila Real- terça, dia 18, às 15 e 22 horas, no Grande Auditório do Teatro de Vila Real
Orquestra Ligeira Acrolat’in Música- quarta, dia 19, às 22 horas, no Pequeno Auditório do Teatro de Vila Real
“Anúncio de Inverno: Written in the Stars”Música com o Coro Misto da UTAD e Capella Musical de São Pedro- sexta, dia 21, às 22 horas, no Grande Auditório do Teatro de Vila Real

Dê uma voltinha no Marão


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Parque Natural do Alvão








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Projecto de Siza Vieira para o Vidago Palace







Com a assinatura do Arquitecto Álvaro Siza Vieira, o projecto Aquanattur é essencialmente marcado por um compromisso rigoroso e equilibrado entre a modernidade actualmente exigida em projectos turísticos orientados para um público exigente e o respeito histórico por um passado mítico e glorioso. A estética depurada e a funcionalidade modernas não serão incompatíveis com o luxo dos ornamentos novecentistas e com as memórias passadas que são ainda a marca distintiva destes espaços.




Vidago Palace Hotel



Em Vidago, no norte de Portugal, descobre-se uma das mais belas e carismáticas obras arquitectónicas do neo-romantismo, o Vidago Palace Hotel. Com 40 hectares de paisagem, este Hotel proporciona estadias únicas e memoráveis, com programas de lazer, clínicas de golfe, entre outras actividades. Vidago Palace Hotel, em Trás-os-Montes, lugar de natureza, glamour e requinte!

Há poucos anos sofreu obras de restauro, agora está novamente fechado para mais obras. O projecto é do Arqto Siza Vieira
A reabertura está prevista precisamente para o ano em que o hotel comemora o centenário do início da sua construção - 2º semestre de 2008.





eu

Terras de Alfândega


terça-feira, 6 de novembro de 2007

Graças Morais, a pintora

Graça Morais nasce a 17 de Março de 1948 em Vieiro, Trás-os-Montes, distrito de Bragança. É uma pintora transmontana.







Yepeto - a dor de uma paixão


Pela Companhia
Seiva Trupe
Texto
Roberto Cossa
Direcção e Encenação
Júlio Cardoso
Elenco
António Reis e Tiago Castro
Um homem, professor de literatura, escreve um conto, e em pouco tempo toma consciência de que o que está a escrever é análogo à sua realidade actual. Também ele está apaixonado por Cecília, sua aluna, que por sua vez está noiva de António. António está ciumento, porque desconfia que ali há muito mais do que uma relação entre professor e aluna. O professor nega sempre a existência dessa suposta relação amorosa e os dois discutem, em momentos de sarcasmo, ironia e humor. Apesar da diferença de idade, o tempo, a literatura e as conversas acabarão por forjar uma amizade entre os dois homens, da qual Cecília ficará excluída. Mas no triângulo amoroso, na competição pelo amor de Cecília, só um poderá ganhar.
09-Nov Pequeno Auditório 22:00

Está lá, está lá, a nossa tia padeira


Cancioneiro Popular do Parque Natural do Alvão

Francisco Prada

Pinelo Tiza

Lá no alto daquela serra


Cancioneiro Popular do Parque Natural do Alvão

Francisco Prada

Pinelo Tiza

Aqui neste duro chão

m
Cancioneiro Popular do Parque Natural do Alvão
Francisco Prada
Pinelo Tiza

Ora vai-te embora


Cancioneiro Popular do Parque Natural do Alvão
Francisco Prada
Pinelo Tiza