sexta-feira, 14 de novembro de 2008

Nordgarden

Nordgarden é um cantor e compositor norueguês oriundo de uma povoação próxima de Oslo. A sua influência primordial foi o norte-americano Bruce Springsteen. Em certa altura da sua vida, resolveu descer ao Sul e vagueou pelas ruas de Bolonha, em Itália, onde foi descoberto pela editora independente Stoutmusic.
O seu álbum de estreia, “Terje Nordgarden”, foi muito bem recebido pelos media e pelo público. Gravou em 2006 o seu segundo álbum, “A Brighter Kind of Blue”, depois de anos em tournées. A conceituada revista Rolling Stone escreveu que se trata de um álbum “maduro e convicente”.
Este registo tornou-se um marco pessoal, definindo o som de Nordgarden, e abriu-lhe as portas para actuar em diversos países. Neste Outono, inicia uma tour europeia, onde se insere o concerto no Teatro de Vila Real.
15-Nov Pequeno Auditório 22:00

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

domingo, 26 de outubro de 2008

Casa do Meio do Povo - Chaves





A Casa do Meio do Povo situa-se na tão característica aldeia de Redondelo, concelho de Chaves, bem no centro do povoado donde lhe vem o nome.
Integrada no espaço histórico, a cerca de 700 metros do Castro de Curalha, construído na encosta da colina, ladeada pela Calçada Romana que, de Curalha, seguia para Sapelos, que foi também no passado um dos caminhos de Santiago.

Casa da Pastoria




FEIRA DOS SANTOS

FEIRA DOS SANTOS 1 DE NOVEMBRO - CHAVES
chaves.blogs.sapo.pt


RALI DE VILA REAL


Nos dias 8 e 9 de Novembro irá realizar-se a edição de 2008 do Rali de Vila Real. Esta prova irá contar com uma super especial nocturna no dia 8 na zona da Nª. Srª da Conceição.

Marão


MARÃO

Serra, seio de pedra
Onde mamei a infância
Amor de mãe, que medra

Quando medra a distância.


Miguel Torga

terça-feira, 21 de outubro de 2008

10.000'

AOS 10.000 VISITANTES, MUITO OBRIGADA, VOLTEM SEMPRE!

Trindade Coelho




Trindade Coelho

José Francisco Trindade Coelho nasceu em Mogadouro a 18 de Junho de 1861. Ficou órfão de mãe ainda e criança e partiu para o Porto com o pai onde fez os estudos liceais num colégio interno. Estudou Direito em Coimbra, onde iniciou a sua actividade literária, colaborando em diferentes periódicos e fundando outros.
Em 1895 era juiz em Lisboa. À carreira jurídica juntou, na altura, a actividade literária e jornalística, bem como uma importante actividade pedagógica. Nesta sequência, publicou, entre várias, o ABC do Povo (1901), livro adoptado oficialmente nas escolas públicas.
Em Os meus amores observa-se a recriação de gentes e lugares, motivada pela saudade. O próprio autor esclarece, em Autobiografia, que os contos não teriam existência se vivesse na sua terra.
A obra literária de Trindade Coelho revela a tendência de um certo neo-romantismo nacionalista e neogarretista.
Suicidou-se em Lisboa a 9 de Junho de 1908.
Algumas obras:
Os Meus Amores, 1891
A ABC do Povo, 1901
In Illo empore, 1902
O Primeiro Livro de Leitura, 1903
Manual Político do Cidadão Português, 1906
Autobiografia e Cartas, 1910
Os Meus Amores - contos de Trindade Coelho
http://www.ficcoes.net/biblioteca_conto/os_meus_amores.htm;
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José Francisco Trindade Coelho (Mogadouro, 18 de Junho de 1861Lisboa, 18 de Agosto de 1908) foi um escritor, magistrado e político português.
Natural de Mogadouro, a sua obra reflecte a infância passada em Trás-os-Montes, num ambiente tradicionalista que ele fielmente retrata, embora sem intuitos moralizantes. O seu estilo natural, a simplicidade e candura de alguns dos seus personagens, fazem de Trindade Coelho um dos mestres do conto rústico português. Fiel a um ideário republicano, dedicou-se a uma intensa actividade pedagógica, na senda de
João de Deus, tentando elucidar o cidadão português para a democracia.

CÃO DE GUARDA TRANSMONTANO




O cão de gado transmontano é um mastim de grande porte, aprumado e altivo de olhos oblíquos
e cauda em sabre. O pelo é curto e grosso e o cão está bem adaptado às condições do meio e
às funções que desempenha. No dizer de Vasco Graça Moura “representa uma espécie de viagem ao passado, ao tempo em que não havia exposições de beleza e os animais eram seleccionados exclusivamente em função das actividades a que se destinavam”.
De temperamento dócil e reservado, cauteloso nas suas funções, o cão de gado transmontano,
guardador de rebanhos, é também a melhor companhia dos pastores.


O cachorro felpudo e patudo que sai da mãe aos 50 dias e que parece inofensivo e sempre meigo vai-se transformar naturalmente num protector exímio do seu território e dos bens à sua guarda. Isto acontece em adulto, depois do ano de idade. Mas para que isso aconteça sem causar problemas haverá que lhe ensinar regras e a respeitar a família, os amigos e os outros animais domésticos da casa.

Fresco da ermida de Nossa Sra da Teixeira

Fotografia de Anterodealda

CÓDIGO DANCE PROJECT



Pela Companhia

Código Dance Project

Coreografia

Pedro Pires

A companhia inglesa Código Dance Project é liderada por Pedro Pires, bailarino e coreógrafo transmontano residente em Londres.
Neste espectáculo serão apresentadas as coreografias “Dancing With the Devil” (com música interpretada ao vivo pelo Cre-Art Contemporary Ensemble, de Espanha) e “Go!” (peça premiada no 12.º Internationales Solo-Tanz-Theater Festival, em Estugarda, Alemanha).
A Código Dance Project reúne bailarinos oriundos da London Contemporary Dance School.



“DANCING WITH THE DEVIL”
Coreografia: Pedro Pires
Composição musical: Sara Varas e Dana Wilson
Bailarinos: Pedro Pires, Tilly Webber, Alicia Rodriguez, Mariana Camiloti e Jorge Brea
Interpretação musical: Cre.Art Contemporary Ensemble.
Duração – 20 minutos.


“GO!”
Coreografia: Pedro Pires
Composição musical: Michael Piknett
Bailarinos: Pedro Pires, Mariana Camiloti, Tilly Webber, Jorge Brea e Alicia Rodriguez

24-Out Pequeno Auditório 22:00

sexta-feira, 17 de outubro de 2008

Vindimas em Bemposta




Fonte: http://www.bragancanet.pt/bemposta/html/Aureliano%20trajes.htm

Trajes de Terra de Miranda



Fonte: http://www.bragancanet.pt/bemposta/html/vinho.htm

sexta-feira, 10 de outubro de 2008

Christian Brewer


Christian Brewer é um saxofonista com presença habitual no coração da cena jazzística britânica. É celebrado pela crítica como um músico versátil, capaz de integrar as bandas mais exigentes e de liderar formações surpreendentes, ao mesmo tempo que se revela um compositor soberbo, tal como prova a aclamação do seu último álbum. De regresso ao Douro Jazz, após um memorável concerto em 2005, Christian Brewer apresenta-nos agora o seu novo quinteto, co-liderado pelo também saxofonista Alex Garnett. Christian Brewer – sax alto Alex Garnett – sax tenor Leon Greening – piano Mike Janich – contrabaixo Sebastiaan de Krom – bateria Espectáculo integrado no Festival Internacional DOURO JAZZ 2008
11-Out Pequeno Auditório 22:00

domingo, 21 de setembro de 2008

Balbina Mendes







Balbina Mendes nasceu em Malhadas, Miranda do Douro.

Desde tenra idade o chamamento para a pintura foi incontornável.

Na sua terra natal, enquanto brincava no campo, ia rabiscando com os dedos no chão poeirento e nele projectava já as formas pictóricas que os seus sonhos de menina timidamente acalentavam.

Mais tarde, enquanto cursava o Magistério, e sob a orientação da Professora Aninhas Miguel, foi afirmando já com clareza esta vocação, embora só em 1989 tenha arriscado expor publicamente os seus quadros, o que aconteceu numa exposição colectiva na cidade do Porto.
Acalentada pela crítica mediática e pelo sucesso das suas exposições, a pintura foi, aos poucos, exercendo um enorme domínio sobre os seus anseios de criatividade, elegendo as temáticas transmontanas e durienses como fonte prioritária de inspiração.



Exposições Individuais Miranda do Douro (Museu da Terra da Miranda) Vila Real (Galeria Átrio da Câmara Municipal) Vila Nova de Gaia (Posto de Turismo) Lisboa (Galeria da RTP) Lisboa (Galeria Exclusive – Carnaxide) Oeiras (Galeria Exclusive - Oeiras Park) Vimioso (inauguração da Galeria de Arte da Casa da Cultura por S. Ex.ª o Presidente da República, Dr. Jorge Sampaio) Vila Nova de Gaia (Biblioteca Municipal) Porto (Galeria da UNESCO) Braga (Biblioteca Pública da Universidade do Minho) Vila Real (Galeria da Biblioteca Central da UTAD) Moita (Biblioteca Municipal) Alijó (Centro Cultural) Chaves (Forte de São Francisco) Valpaços (Centro Cultural) Guimarães (Paço dos Duques de Bragança) Vila Nova de Gaia (Auditório Municipal) Bragança (Centro Cultural Paulo Quintela) Lamego (Espaço de Arte Municipal) Miranda do Douro (inauguração da Casa da Cultura por S. Ex.ª o Ministro das Cidades e Ambiente, Dr. Arlindo Cunha) Santa Marta de Penaguião (inauguração da Casa da Cultura por S. Ex.ª o Presidente da República, Dr. Jorge Sampaio) Viseu (Hotel Montebelo). Exposições Colectivas Cinquenta e duas exposições colectivas em: Maia, Porto, Santa Maria da Feira, Guimarães, Vila Nova de Gaia, Braga, Bragança, Macedo de Cavaleiros, Vila Real, Miramar, Lisboa, Mirandela, Espinho, Alcanena, Queluz, Picote, Alfândega da Fé, Madrid. Notas Bibliográficas e Outras Mencionada no livro "Artes Plásticas Portugal, o Artista seu mercado" de Narciso Miranda. Mencionada no "Dicionário dos mais ilustres Transmontanos e Alto Durienses" (1.º Volume) de Barroso da Fonte. 1.º prémio, Primer Certamen Internacional de Pintura Rápida, Programa RIRRA.

Autora das capas dos romances "As Pequenas Coisas" e "Histórias Enluaradas" de Conceição Tomé.

Autora das capas da I e II edição do livro "A castanha saberes e sabores", de Jorge Lage. Autora da capa do livro "Bozes de l Praino", de Duarte Martins.

Autora da capa do livro “A Cultura do Trigo nos anos 50” de António Morais Machado. Sócia da Cooperativa Cultural "Artistas de Gaia".




Parque biológico de Vinhais



Quase 6 mil pessoas Vinhais Enchente no Parque Biológico de Vinhais Desde o mês de Maio, o Parque Biológico de Vinhais (PBV) recebeu, até à primeira semana do mês de Agosto, mais de 5 600 visitantes. Segundo o presidente da Câmara Municipal de Vinhais (CMV), Américo Pereira, os números demonstram que o equipamento está «a ter uma prestação excelente».

Esta elevada procura levou a que autarquia alargasse o prazo de visitas. Aquando da sua inauguração, a 16 de Maio passado, ficou definido que o PBV encerraria três dias por semana. Contudo, devido à elevada afluência de público, a autarquia decidiu alargar os dias de visita.

Na óptica do edil, esta situação reflecte-se, também, na própria vila, onde o número de visitantes, em Julho e Agosto, triplicou. “Esta procura é notável, também no que toca a comércio e hotelaria, porque este movimento traz muitas vantagens à vila”, sublinhou o responsável.

O interesse dos turistas estende-se, ainda, às estruturas disponibilizadas pelo PBV, como bungalows, que estão esgotados até ao próximo mês de Outubro, e o parque de campismo, que regista uma taxa de ocupação diária superior a 80 por cento. Além de visitantes oriundos da região, o PBV recebe, ainda, turistas de todo o País, bem como do estrangeiro, nomeadamente de países do Norte da Europa. Bugalows e parque de campismo com ocupação máxima Recorde-se que o PBV é o primeiro do género a ser criado em Trás-os-Montes e reúne diversas espécies autóctones espalhadas por quatro hectares situados na serra da Coroa, em pleno Parque Natural de Montesinho.


Os visitantes podem conhecer animais como a rola brava, a águia de asa redonda, a perdiz vermelha, o porco bísaro, o burro mirandês, os bois de raça mirandesa, corços ou javalis, bem como vegetação típica daquela zona protegida. Além disso, os amantes da natureza podem passear pelos três percursos pedestres pelo Alto e Castro da Ciradelha, à barragem de Prada ou à Charca da Vidoeira.


Sandra Canteiro, Jornal Nordeste, 2008-09-04

Douro Jazz


O Festival Internacional Douro Jazz entra na sua quinta edição, apresentando 56 espectáculos em seis cidades de Trás-os-Montes e Alto Douro. Durante um mês, realizam-se concertos em Vila Real, Régua, Bragança, Lamego, Chaves e São João da Pesqueira, com base em parcerias estabelecidas em edições anteriores, às quais agora se associam o Museu do Douro e o Teatro Ribeiro Conceição, de Lamego.
E porque o jazz é uma inspiração sem fronteiras, o programa deste ano junta 80 músicos de seis países, tendo como cabeça de cartaz Vicente Amigo. Usualmente considerado um dos maiores guitarristas vivos e sucessor de Paco de Lucía, Vicente Amigo tem experimentado diversas formas musicais, levando o flamenco a limites sem precedentes. A abertura do Festival estará a cargo do norte-americano Andy McKee, aclamado por muitos críticos e músicos como o mais promissor guitarrista fingerstyle. Christian Brewer, considerado um dos mais estimulantes saxofonistas britânicos, regressa ao Douro Jazz para nos apresentar o seu novo quinteto.
O dixieland é talvez a mais festiva das variações do jazz. Tendo isso em conta, a edição de 2008 do Douro Jazz integra três formações dixie, sendo uma delas a banda residente do Festival. A Douro Jazz Marching Band percorrerá as localidades que integram o roteiro do Festival, evocando as tradicionais parades ou desfiles, bem ao estilo de Nova Orleães.
O guitarrista norte-americano Dan LaVoie orientará um workshop de guitarra no Teatro de Vila Real, proporcionando ainda uma abordagem ao curioso instrumento que é a harpguitar.
Como em anteriores edições do Festival, decorrem este ano actividades complementares em diferentes locais e datas, como é o caso da feira de objectos culturais, que permite conhecer ou adquirir diversas produções culturais da região duriense. Uma banca com as quatro colheitas do vinho Douro Jazz (de 2004 a 2007 – que a seu modo também contam a história do Festival) circulará por algumas das cidades envolvidas, pretexto para uma vez mais reforçar a ligação do Douro Jazz à região demarcada mais antiga do mundo.
A programação complementar integra ainda a exposição “Douro Jazz 2007 – Retrospectiva” (um trabalho fotográfico de David Araújo), o lançamento do livro Jukebox 2, do poeta Manuel de Freitas, e uma prova de vinhos organizada pela Lavradores de Feitoria, a decorrer antes do concerto de encerramento do Festival.
Veja o programa aqui:

sexta-feira, 19 de setembro de 2008

ANDY MCKEE E DAN LAVOIE

Andy McKee e Dan Lavoie
M/ 6 anos
Andy McKee (1979, EUA) é aclamado por muitos críticos e músicos como o mais promissor guitarrista fingerstyle. Tendo influências tão díspares como Metallica, Bjork, Don Ross e Tchaikovsky, criou uma voz única na guitarra acústica. Nos seus concertos pode apreciar-se o peculiar estilo de tocar guitarra (o fingerstyle) e a utilização da singular harpguitar, um instrumento que conjuga a guitarra e harpa. No concerto que abre a quinta edição do Douro Jazz, Andy McKee faz-se acompanhar de um outro guitarrista virtuoso, o também norte-americano Dan Lavoie. Espectáculo integrado o FESTIVAL INTERNACIONAL DOURO JAZZ 2008.
20-Set Grande Auditório 22:00

quinta-feira, 11 de setembro de 2008

A LOUCA HISTÓRIA DE UMA PENÍNSULA


“IBÉRIA: A louca história de uma Península”
M/ 6 anos



Pela Companhia
Peripécia Teatro
Criação e Interpretação:
Noelia Domínguez, Sérgio Agostinho e Ángel Fragua
Três actores encontram-se num palco vazio. Cada um leva consigo um pequeno kit. Este inclui um simples manual de instruções do qual se servirão para realizar uma fugaz, mas hilariante viagem pela História da Península Ibérica. Vão-lhes aparecer três pastorinhos... Vão dar por si rodeados por uma cruel batalha: Portugueses, Castelhanos e Muçulmanos. Encarnarão Camões e Cervantes, que contarão as lendas de Inês de Castro, de Viriato e de Numância, assediada pelos Romanos. Vão-lhes aparecer três pastorinhos... Terão que enfrentar-se, cara a cara, com a Padeira de Aljubarrota na Batalha com o mesmo nome. Viajarão nos barcos de Vasco da Gama e de Cristóvão Colombo. E o que acontecerá durante a Dinastia Filipina?... Vão-lhes aparecer três pastorinhos...
De 11-Set a 12-Set Pequeno Auditório 22:00

quarta-feira, 10 de setembro de 2008

segunda-feira, 1 de setembro de 2008

Pôr-de-sol telúrico


Barragem do rio Pinhão

domingo, 31 de agosto de 2008

Trás os Montes por Júlio Pereira


Trás-os-Montes

Este mapa é parte do registo "Miradouro - 1988". Foi desenhado por Júlio Pereira, ilustrado por Henrique Cayatte com documentação de Hipólito Clemente baseado no livro de Ernesto Veiga de Oliveira: "Instrumentos Musicais Populares Portugueses".

sábado, 23 de agosto de 2008

sexta-feira, 22 de agosto de 2008

ALVAÇÕES DO CORGO


Esta freguesia teve, certamente, um povoamento remoto, anterior ao século XII, embora da localidade ainda não haja notícias nos primeiros tempos da nacionalidade.O topónimo "Alvações" provém, segundo os estudiosos, do genitivo de um nome pessoal – Avezanos – bastante vulgar, antes da nacionalidade. Deste modo, ter-se-ia uma "vila" Avezanil – Aveção – Alvação e desde o século XII ou XIII, Alvações no plural, devido ao conjunto formado por esta freguesia com outra que lhe está próxima – Alvações do Tanha. A situação administrativa e paroquial desta freguesia tem os seus inícios bastante obscuros, mas apesar de estar situada à esquerda do Corgo, deve ter pertencido à "Terra de Penaguião" e paroquialmente a S. João ou a S. Miguel de Lobrigos. A S. João de Lobrigos preferencialmente, dada a situação de padroado que a freguesia de Alvações depois apresenta. Nas inquirições de 1258, cita-se porém na paróquia de S. Miguel uma vila de Aveção (Avessam), o que não vai contra a inclusão na de S. João, porque os comissários nem sempre registavam as suas informações com rigor neste aspecto. A antiga freguesia de Santo António de Alvações do Corgo do termo de Vila Real, era vigararia da apresentação da mitra. Era sua donatária a Casa do Infantado.Esta freguesia teve, certamente, um povoamento remoto, anterior ao Século XII, embora da localidade ainda não haja notícia nos primeiros tempos da nacionalidade.

quinta-feira, 7 de agosto de 2008

CASA DAS PIPAS






FOTOS: Luís Prata

Casa das Pipas
Uma casa com charme cruzada com o deleite de finos néctares da Região Demarcada do Douro. No Vale do Pinhão, eis a Casa das Pipas, um empreendimento agro-turístico acabadinho de estrear. Fica dentro da Quinta do Portal. Nas redondezas, moram aldeias com fornos e pelourinhos.
É uma casa de mulheres. Manuela Pinho acolhe quem chega, atenta aos detalhes. Virou costas ao Porto cidade. A sua vida converteu-se na arte de receber. Fernanda Videira, Adelaide Almeida e Paula Rocha mal se sentem, mas andam por ali, passo silencioso, atarefadas, a tratar do casarão. A sala principal, lareira acesa, foi decorada com tons vitícolas. Os quartos (sete standart e três de topo) têm o nome de castas. As janelas estão viradas para Sul, a deixar ver a piscina que o frio afasta. Em volta do casarão, conjunto rústico-chique, o vinhedo está por enquanto nu.
Haverá quem queira aproveitar para fazer umas corridas de todo-o-terreno, empinar-se em miradouros, descobrir os "tesouros" da região (como a bem próxima estação de comboios do Pinhão). E quem esteja mais interessado em sentir o sossego, quentinho, da Casa das Pipas. As propostas, na quinta, são várias. O hóspede pode simplesmente deixar-se estar, a ver a vida passar, a ler um livro sobre a região, a ver um filme ou a cogitar frente a um jogo de tabuleiro. Ou passear entre as vinha, apreciar os trabalhos vitícolas, entregar-se às provas de vinhos.
Os proprietários, Mansilha Branco, estão há séculos ligados à produção de vinho. A primeira referência remonta a 1477, quando o Rei D. Afonso V concedeu a comenda de Oliveira a D. Afonso Mansilha. Impulsionaram o nascimento da Companhia Geral da Agricultura das Vinhas do Alto Douro (10 de Setembro de 1756), que resultou na criação da primeira Região Demarcada do mundo.
No centro de visitas, Teresa Costa explica que a sociedade Quinta do Portal integra quatro quintas: a Quinta dos Muros (com cerca de 30 hectares), a Quinta da Abelheira (15 hectares), a Quinta do Confradeiro (30 hectares) e a Quinta do Portal (15 hectares). A que está nas mãos dos Mansilha Branco há mais tempo é a dos Muros (1895). Trata de tudo, da uva à garrafa. Parece ter assumido, até à medula, o conceito de "Boutique Winery". Produz vinhos DOC Douro tintos (Auru, Quinta do Portal, Beijo d" Uva, Mural, Frontaria e alguns varietais) e brancos (Quinta do Portal, Frontaria). Tem também espumantes (Mural), moscatel (Portal e Mural) e vinhos do Porto de categorias especiais (Vintage, Colheita, Aged Twany Ports, Late Botlled Vintage, Reserve, Ruby/Twany/White e Porto Parador e Porto Alegre).
A empresa possui um dos centros de vinificação mais desenvolvido do Douro. A Quinta do Portal, morada do tal centro de vinificação, tem uma capacidade de stock de 6.500.000 litros, acompanhando criteriosamente o estágio de cada vinho. Teresa Costa mostra a gélida adega, enquanto vai desfiando dados sobre o controlo de qualidade e o processo de fabrico. A maior parte dos vinhos são produzidos em cubas de aço inoxidável com controlo de temperatura. Mas ali também se vinificam uvas de determinadas parcelas pelo método tradicional de "pisa a pé". Vinhos destinados a converterem-se em Portos Vintage ou LBV.
No aconchego da Casa das Pipas, o hóspede deve ter ainda outro aspecto em conta. A Quinta do Portal serve refeições, gastronomia regional, já se vê. Tudo muito bem regado com vinhos próprios. Pode comer em casa ou no restaurante situados a uns metros. Se houver muita gente na sala, até pode ser, como aconteceu ao PÙBLICO, que Manuela Pinho o convide para jantar numa salinha reservada...
Ana Cristina Pereira (PÚBLICO)





Integrada no projecto de enoturismo da Quinta do Portal, a Casa das Pipas distingue-se pelo ambiente ligado à actividade vinícola, bem patente na decoração dos quartos e dos espaços comuns, como a soberba sala de estar panorâmica com vista sobre as vinhas. Organizam-se provas de vinhos, visitas à adega, passeios e mesmo participação nas Vindimas. Distinguida com um prémio nacional no concurso Best Of Wine Tourism.

segunda-feira, 4 de agosto de 2008

domingo, 3 de agosto de 2008

sábado, 2 de agosto de 2008

sexta-feira, 1 de agosto de 2008

Cumieira




Na sua área foram encontrados numerosos documentos arqueológicos, confirmando um primitivo povoamento, muito remoto: mós, pipas, restos de ânforas, tijolos, moedas, etc.Aparece referida em documentação escrita desde 1139, doação feita por D. Afonso Henriques ao Mosteiro da Ermida, do couto que nesse ano instituía sobre o rio Corgo, em terras de Panóias, de frente de Lobrigos. Nas inquirições de 1258, aparece já como paróquia instituída, com o nome de Santa Eovaye d' Anduji, no julgado de Penaguião.


O lugar da Veiga teve foral concedido por D. Manuel em 15.XII.1519. Quase todos os topónimos desta freguesia aparecem documentados também a partir do séc. XII.A antiga freguesia era abadia da apresentação da mitra bracarense. Pertenceu depois ao bispado de Lamego até à criação da diocese de Vila Real.


A sua Igreja Matriz foi construída em 1729, sendo as pinturas das paredes e abóbadas (hoje desaparecidas), da autoria de Nicolau Nasoni e datadas de 1739. A fachada principal, ladeada por duas pilastras, tem ao centro a porta encimada por um nicho com a imagem da padroeira. A torre sineira é dividida em três secções separadas por "cornijas". Contém um conjunto de talha dourada barroca, muito rica e sumptuosa, principalmente a do altar-mor. Sabe-se que Nasoni trabalhou a expensas do mecenas Conde de Mateus, naquele tempo Senhor da Cumieira. Esta Igreja, de Santa Eulália, paroquial da Cumieira, é I.I.P. – Imóvel de Interesse Público – assim declarado pelo Decreto N.°8/83 de 24 de Janeiro. Existe ainda um outro I.I.P. na área da freguesia, na Adega Cooperativa da Cumieira, o Marco granítico n.º 55, da delimitação da Região Demarcada, imóvel classificado pelo Decreto N.º 35909 de 17-10-1946.
Orago: Santa Eulália.