terça-feira, 30 de outubro de 2007
segunda-feira, 29 de outubro de 2007
JUSTES
HISTÓRIA
Perseguições Políticas
Por Manuel de Sousa Vilela (O Manel Cagalhoças)
Então, quando da inauguração da luz eléctrica, quem estava à frente da chefia do concelho de Alijó, era o tenente Dias, um fanático, também.
Representava-se no Teatro a peça Rainha Santa Isabel e depois foram para lá os políticos botarem aquela bazófia da luz, e disto e daquilo, e, a malta como não estava para gramar com aquilo, começou a bater com os pés no chão dizendo: fora, fora - não viemos para aqui para ouvir política mas sim para ver o Teatro.
No meio da confusão houveram denunciantes que tomaram conta do nome dessas pessoas que protestaram e veio logo ordem de prisão política para eles.
Fugiram e andaram mais de um mês espalhados e escondidos pelas quintas e várias terras.
Foi então que o Eng.º Armindo Forte da Sanradela (familiar dos de Sanfins), subiu a Secretário do Ministro do Interior, Dr. Armindo Gonçalves Monteiro e intercedeu junto deste, fazendo-lhe ver que os que andavam fugidos e perseguidos não eram aquilo que foi pintado pela política desses Rabotos, e então, ao fim de 2 meses veio uma amnistia que os safou. Os Fugidos eram talvez 24 ou 25, pessoas boas que nunca fizeram mal a ninguém:O António de Agrelos, O Armindo Rosas, O Júlio Forte, o Manuel Fernandes (Pelicras), O Zé Luís Teixeira, o António Azevedo (que era o mais novato) e muitos outros que não me lembra agora o nome.
Então há uma Festa (Romaria) de Nossa Senhora da Piedade em que o Ministro foi convidado e outros homens do Governo daquele tempo, a vir a Sanfins e veio.
Foi galharda e nobremente recebido pela população (vasos de flores em todas as varandas e janelas, bandas de música, etc.), valendo mais aquela homenagem que tudo o resto só pela alegria de termos na nossa terra o Ministro e aqueles desgraçados que andaram tanto tempo fugidos por causa dos Rabotos.
Feira dos Santos - Chaves
Para a Câmara Municipal e ACISAT, o grande desafio passa por conciliar tradição e modernidade, isto é, manter o cariz histórico da Feiras dos Santos - da qual existem registos há mais de 140 anos e cuja origem se perde no tempo - mas também conceder-lhe modernidade.

Feira antiga

CHAVES

sexta-feira, 5 de outubro de 2007
Horário de provas

SEXTA-FEIRA – 05 / 10 / 07
09:30 TROFÉU CATERHAM ACADEMY TREINOS LIVRES
10:00 CHALLENGE DESAFIO ÚNICO TREINOS LIVRES
10:50 TROFÉU CATERHAM ACADEMY TREINOS CRONOMETRADOS
11.25 CAMP.NAC.DE VELOCIDADE–CNV / PTCC TESTES DE ADAPTAÇÃO
12:00 VINTAGE E PÓS VINTAGE (1920 / 1952) TREINOS CRONOMETRADOS
13:00 CHALLENGE DESAFIO ÚNICO TREINOS CRONOMETRADOS
13:50 TROFÉU CATERHAM ACADEMY 1ª Meia Final – 8 Voltas
14:30 TROFÉU CATERHAM ACADEMY 2ª Meia Final – 8 Voltas
15:15 VINTAGE E PÓS VINTAGE (1920 / 1952) Corrida – 8 voltas
16:00 CHALLENGE DESAFIO ÚNICO Corrida - 50 Minutos
17:15 TROFÉU CATERHAM ACADEMY Final – 12 Voltas
SÁBADO – 06 / 10 / 07
10:00 CAMPEONATO OPEN VELOCIDADE 2007 TREINOS LIVRES
10:50 CAMP. NAC. DE VELOCIDADE – CNV / PTCC 1ª SESSÃO TREINOS LIVRES
11:30 CAMP.NAC.CLÁSSICOS VELOCIDADE-1300 TREINOS LIVRES
12:05 CAMP. e TROF.NAC.CLÁSSICOS VELOCIDADE TREINOS LIVRES
12:45 CAMP. NAC. DE VELOCIDADE – CNV / PTCC 2ª SESSÃO TREINOS LIVRES
13:25 CAMPEONATO OPEN VELOCIDADE 2007 TREINOS CRONOMETRADOS
14:10 CAMP.NAC.CLÁSSICOS VELOCIDADE-1300 TREINOS CRONOMETRADOS
14:45 CAMP. e TROF.NAC.CLÁSSICOS VELOCIDADE TREINOS CRONOMETRADOS
15:25 CAMP.NAC. DE VELOC.-CNV / PTCC-Cat. 2 e 4 TREINOS CRONOMETRADOS
15:50 CAMP.NAC. DE VELOC.-CNV / PTCC-Cat. 1 e 3 TREINOS CRONOMETRADOS
16:40 CAMPEONATO OPEN VELOCIDADE 2007 Corrida - 50 Minutos
DOMINGO - 07 / 10 / 07
8:45 VIATURAS EX-TROFÉU DATSUN TREINOS CRONOMETRADOS
9:25 “TRIBUTO A MANUEL FERNANDES” (1980/1991) TREINOS CRONOMETRADOS
10:20 CAMP. NAC. DE CLÁSSICOS VELOCIDADE – 1300 Corrida 1 – 20 Minutos
10:45 DESFILE EUROCLASSIC Desfile
11:10 CAMP. e TROF. NAC. DE CLÁSSICOS VELOCIDADE Corrida 1 – 25 Minutos
12:05 CAMP. NAC. DE VELOCIDADE – CNV / PTCC Corrida 1 – 11 Voltas
13:00 DESFILE IBEROCLASSICOS Desfile
14:00 CAMP. NAC. DE CLÁSSICOS VELOCIDADE – 1300 Corrida 2 – 20 Minutos
14:50 CAMP. NAC. DE VELOCIDADE – CNV / PTCC Corrida 2 – 11 Voltas
15:55 CAMP. e TROF. NAC. DE CLÁSSICOS VELOCIDADE Corrida 2 – 25 Minutos
16:40 VIATURAS EX-TROFÉU DATSUN Corrida – 20 Minutos
17:20 “TRIBUTO A MANUEL FERNANDES” (1980/1991) Corrida – 10 Voltas
Actividades - vila real corridas
Datas
Actividade
Local
28/9 a 7/10
Exposição: Aureliano Barrigas (Fundador do Circuito)
Museu de Vila Real
4/10 a 6/10
Feira de Stocks - Horário: 18,00 às 24 horas
Praça doMunicípio
4/10 a 7/10
Exposição: O Automóvel em Vila Real
Arquivo Municipal
5/10 a 7/10

Exibição: Circuito – Imagens em Movimento
Teatro de Vila Real
5/10 – 12h15
Exibição: Veículos de consumo reduzido.
Alameda de Grasse
5/10 – 12h30
Almoço Convidados
Pavilhão Nervir
5/10 – 15h30
Desfile: Automóveis Clássicos
Circuito
5/10 – 18h00
Animação de Rua: Mala Magica
Centro Histórico
5/10 – 22h00
Animação de Rua: Mala Magica
Pioledo
5/10 – 23h00
Espectáculo Musical: Habana Tropical
Exterior da Biblioteca
5/10 – 24h00
Eleição “Miss Pit Line”
Discoteca Andromeda
6/10 – 12h30
Almoço Convidados
Pavilhão Nervir
6/10 – 18h00
Animação de Rua: Laghareu - Galiza
Centro Histórico
6/10 – 22h00
Animação de Rua: Laghareu - Galiza
Pioledo
6/10 – 22h00
Espectáculo Musical: Diego Figueiredo Trio - Brasil
Teatro Munícipal
6/10 – 23h00
Espectáculo Musical: Mundo Cão / No Dj’s
Exterior da Biblioteca
7/10 – 10h45
Desfile: Euroclassic
Circuito
7/10 – 12h30
Almoço Convidados
Pavilhão Nervir
7/10 – 13h00
Desfile: Iberoclassicos
Circuito
7/10 – 18h00
Homenagem a Manuel Fernandes
Circuito – Podium
7/10 – 18h30
Sorteio do Automóvel – Volkswagen Fox
Sede do CAVR
História do circuito de Vila Real

CIRCUITO DE VILA REAL (In English)
Vila Real é sem qualquer dúvida, a Cidade Portuguesa com mais tradições no Desporto Automóvel Português, realizando corridas urbanas desde 1931 até 1991, com alguns interregnos, tendo atingido os seus pontos mais altos nas décadas de 60 e 70, com inúmeras corridas internacionais de grande prestígio, nas quais participaram alguns dos mais importantes pilotos estrangeiros, que vieram a obter os melhores lugares em diversos Campeonatos Mundiais.
As chamadas “Corridas de Vila Real”, constituíram durante muitos anos o mais importante cartaz turístico de Vila Real e de toda a Região Norte, sendo sem dúvida a marca distintiva desta Cidade no panorama Nacional e Internacional.
Este circuito nasceu em 1931, após alguns anos de preparação, pela vontade de um grupo de entusiastas locais liderados por Aureliano Barrigas, aproveitando as características de algumas estradas que ligavam o centro de Vila Real às imediações do famoso Palácio de Mateus, estabelecendo assim um primeiro circuito com 7.150 m, que com algumas ligeiríssimas alterações e algumas interrupções, nomeadamente durante a 2ª guerra mundial e na crise petrolífera de meados dos anos 70, manteve-se até 1991.
Se questionarmos muitos dos portugueses com mais de 30 anos, quais os factos que associam a Vila Real, por certo uma grande maioria dos mesmos falará espontaneamente das corridas e da sua importância, pois desde o seu inicio o entusiasmo de Vila Real não parou de aumentar, surgindo rapidamente diversas novidades como o facto de em 1934 ter existido pela primeira vez uma corrida de motos e em 1936, após um ano sem corridas, as mesmas terem sido internacionais, e em mais que um fim-de-semana, factos marcantes no desenvolvimento futuro das mesmas corridas, tendo a equipa oficial da Adler, com Paul von Guilleaume Rudolph Sauerwein, marcado esta importante estreia.
Até aos anos 50, as corridas ficam marcados pelas grandes lutas entre os principais pilotos nacionais, como Vasco Sameiro e Casimiro de Oliveira, irmão do cineasta Manuel de Oliveira, também ele participante no circuito de Vila Real nos anos de 37 e 38, com os principais pilotos estrangeiros, tais como Felice Bonetto, que antes tinha vencido no Circuito do Porto, para em Vila Real, ser batido no ano de 1950 pelo também italiano Piero Carini, que assim se tornou no primeiro estrangeiro a vencer em Vila Real.
Com a chegada dos pilotos que estavam a disputar os títulos de campeão do mundo de Formula 1, como Stirling Moss e Jean Behra, estes estabeleceram um patamar de tal maneira elevado, que nunca mais nenhum piloto português conseguiu voltar a ganhar a mais importante corrida de cada um dos eventos internacionais disputados, com uma única excepção para o ano de 1973, quando numa corrida memorável Carlos Gaspar, conseguiu voltar a elevar as corres nacionais ao lugar mais alto do “podium” na ultima corrida internacional para automóveis disputada em Vila Real.
O ano de 1958, ficou marcado por um facto pouco comum nas corridas nacionais da época, ou seja a participação de uma Senhora nas corridas e logo ao volante de um carro competitivo da famosa “Scuderia Centro Sud”, que marcou Vila Real, com a estreia feminina de Maria Teresa de Filippis, que viria a ser a primeira também a competir na formula 1, tendo também ela contribuído para mais uma enchente de espectadores no Circuito de Vila Real, calculados em mais de 50.000 pessoas.
O reinicio das corridas em 1966, marca a chegada dos carros de Formula 3 e dos Sport-Protótipos que haveriam de marcar a idade de ouro deste circuito, alternando entre si as corridas rainhas de cada ano, e trazendo a este circuito para algumas corridas verdadeiramente épicas, pilotos como o Sul-africano Mike de Udy e o seu Lola T70, David Piper, primeiro com um fabuloso Ferrari 330 P3/4 e depois com o seu Porsche 908 e por ultimo como director de equipa trazendo o seu impressionante Porsche 917 para o português Nicha Cabral, competir com o Príncipe Jorge de Bagration, no mesmo circuito que já tinha visto correr John Miles, o ainda jovem promissor e posterior fenómeno de popularidade, o Sueco Ronni Peterson, mas também nomes como o inglês Chris Craft, Alain De Cadenet, Vic Elford, Peter Gethin, José Maria Juncadella e muitos outros pilotos, vindos dos diferentes cantos da Europa, atraídos por um circuito magnético, num ambiente único, o qual era descrito por Mike de Udy, como “ … uma linda cidade entre colinas do Marão, de ambiente encantador, com corridas organizadas por gente simpática e sorridente, como nunca encontrei noutro sitio. È uma bela pista para grandes celebrações.”, pista esta descrita apaixonadamente por John Miles que dizia que “… Vila Real é de longe o melhor circuito em que corri até hoje.” e “… para quem corre em Vila real, nenhum outro circuito conta.”
No que restou das décadas de 70, 80 e princípios dos anos 90, as corridas de automóveis em Vila Real, que se aproximaram da sua quadragésima edição, foram apenas nacionais, com uma ou outra participação esporádica de pilotos estrangeiros, tendo então assumido principal protagonismo, as corridas de motos, que renasceram em força tendo chegado a integrar diversos campeonatos europeus e mundiais de diferentes categorias, acolhendo então os maiores nomes desta modalidade, como os Campeões do Mundo, Angel Nieto, Carl Fogarty e Joey Dunlop.
Esta é uma terra verdadeiramente apaixonada pelas suas corridas e que esperou pacientemente os últimos 16 anos, para poder retomar as mesmas com todo o seu brilho e esplendor, esperando voltar a ouvir o barulho dos motores de competição já nos próximos dias 5 a 7 de Outubro de 2007, para se preparar para um verão quente em 2008, com o regresso das corridas ao seu tradicional mês de Julho e a presença de todos os seus “amigos” pilotos, vindos de todos os cantos da Europa, para finalmente poder voltar aos seus dias de gloria internacional, recebendo todos como só os Vilarealenses sabem fazer, honrando a sua historia e a memória de todos quantos durante os últimos 78 anos tiveram o privilegio de correr no circuito urbano de Vila Real.
sexta-feira, 28 de setembro de 2007
Meniso Jesus da Cartolinha

Uma das características curiosas desta imagem é que dispõe do maior guarda-roupa da imaginária portuguesa. Isto apesar de sair sempre com a mesma fatiota do século XVIII, com uma cartolinha um tanto inesperada, para além de uma condecoração ao peito. Saiba o leitor que o Menino Jesus também tem um palhinhas para as tardes de veraneio e há muito que não usa a espada que lhe pende da cintura.
Ai, quando é que ele usou a espada? Eu só sei o que diz a sua lenda e esta é do tempo da Guerra da Restauração. Estando Miranda cercada e quase perdida, escasseando os alimentos e não aparecendo reforços, ali esteve a salvação. É que, às tantas, ouviu-se um grito sobreposto às palavras dos que aconselhavam a rendição. Um grito galvanizador. E entre lanças, espingardas, espadas e enxadas, pás, machados e picaretas, a turba mirandesa abriu as portas, mas não para se render. Caiu, isso sim, sobre os castelhanos, correndo com eles. Quem deu o grito? Quem os comandou? Pois, um menino. Um menino que todos diziam estar assim vestido, o Menino Jesus da Cartolinha.
Fazem-no de barro, figura polícroma um tanto tosca, mas que se vende até aos espanhóis, que ali passam a fronteira para comprarem roupas de cama e o que houver português para mercar. Ao preço que eles compram o escudo...
Promoveram-no capitão da tropa lusa e no dia de Santa Bárbara ele vai em procissão, saindo da sua redoma de vidro protectora. E, depois, saiba o leitor que a imagem está "completa", quer dizer: até pirilau e anexos tem. Pois, para a arrancada vitoriosa, no âmbito do machismo nacional, ou os tinha no sítio ou a esta hora em Miranda do Douro falava-se mais espanhol do que se fala aos fins-de-semana...
MIRANDA DO DOURO PATRIMÓNIO
CASTELO AFONSINO
SÉ 
A Sé de grande envergadura e harmonia de linhas sóbrias e verticais, foi edificada na 2ª metade do séc. XVI na frontaria renascentista, duas altas torres unida por um artístico balaústre ladeiam o pórtico, o corpo do templo, de planta cruciforme, é constituído por três naves. separadas por duas fiadas de três pilares quadrangulares, sustentando uma ampla abóbada de granito com nervuras cruzadas estelares; o altar-mor apresenta um retábulo renascentista composto por 56 imagens bíblicas em alto relevo.
A Catedral conserva o magnífico órgão que lhe foi dado na época joanina; uma das singularidades da Sé é a ingénua imagem do Menino Jesus da Cartolinha, datado de meados do séc. XIX, mas que corporiza uma lenda que remonta à Guerra da Restauração (séc. XVII), durante a qual um rapazinho de espada em punho (depois identificado com o Menino Jesus) andou a percorrer as ruas da cidade atiçando a coragem dos seus moradores para fazerem frente aos espanhóis.
PAÇO EPISCOPAL
O Paço Episcopal, pouco depois de construído foi vítima de incêndio em 1706. Dele resta o andar térreo com uma arcada contínua de amplas proporções transformado em local ajardinado. De registar ainda que na Rua da Costanilha se conservam casas quinhentistas de portas rectangulares e janelas estreitas floridas, entre elas sobressaindo uma moradia toda de pedra com janelas ge
minadas e cachorros medievais esculpidos no granito.
A velha Casa de Câmara alberga agora o museu, junto à porta medieval pode ver-se a Fonte dos Canos, construída nos séculos XVII-XVIII. Em Malhadas, 8 km a N, podem ver-se uma excelente igreja românica com belo alpendre contíguo (séc. XIII) e um esplêndido cruzeiro. Em Duas igrejas, 8 km a O, conhecidas pelo seu grupo folclórico de pauliteiros que personificam a cultura mirandesa, há uma igreja românica e uma gruta com vestígios de arte rupestre.
Miranda do Douro


É sede de um município com 488,36 km² de área e 8 048 habitantes (2001), subdividido em 17 freguesias. O município é limitado a nordeste e sueste pela Espanha, a sudoeste pelo município de Mogadouro e a noroeste por Vimioso.
Nesta região, além do português, fala-se sua própria língua: a língua mirandesa.
terça-feira, 25 de setembro de 2007
Vila Real e o Douro Jazz


































