sábado, 26 de julho de 2008

Quiteto LA TÍPICA


Quinteto La Típica formou-se no ano de 2006. Interpreta um repertório tradicional que suscita a dança, procurando a sonoridade típica do tango, quer através da forma musical, quer da interpretação. Este espectáculo inclui um par de bailarinos. Concertos de Verão: Músicas do Mundo 2008. ENTRADA GRATUITA
26-Jul Auditório Exterior 22:30

Giesta



Espécie: Cytisus scoparius (L.) LINK.Família: Leguminosae

Cytisus scoparius é nativo em brejos, solos não cultivados e bosques na Europa; é uma planta familiar tanto no estado selvagem como em cultivos. O nome Cytisus vem do grego "kytisos", termo usado antigamente para descrever várias leguminosas lenhosas e scoparius vem do latim "scopa", vassoura.
Cytisus scoparius é um arbusto com ramos verdes e angulosos, apresentando diminutas folhas alternas e trímeras. Na parte superior dos ramos, flores solitárias amarelas, parecidas com as de ervilhas, aparecem na axila das folhas durante o verão. O fruto é uma vagem avermelhada. Toda a planta é tóxica.
A giesteira-das-vassouras cresce nas encostas ensolaradas, na orla das florestas, frequentemente formando matagais.
No entanto, muitas vezes não resiste ao frio no clima centro-europeu. Foi no século passado que as suas virtudes medicinais começaram a ser intensivamente exploradas. Seus usos medicinais estão listados em todos herbários europeus mais antigos, sob denominação de "Planta genista" da qual a Real casa britânica de Plantagenet tirou seu nome.
Todas as partes da planta têm interesse farmacêutico: flores, cimeiras, sementes, raízes, mas são mais frequentemente colhidas as cimeiras. As partes mais tenras dos caules são cortadas à mão, postas a secar à sombra, cortadas depois em fragmentos mais pequenos. Entre as substâncias activas, a mais importante é o alcalóide esparteína que afecta o coração e nervos de modo semelhante ao "curare". A giesteira-das-vassouras contém igualmente glicosídeos, taninos, óleos essenciais, sucos amargos. É uma erva amarga, narcótica que deprime a respiração, regula a acção do coração e tem efeitos diurético e purgativo.
A forte toxicidade da planta leva a que raramente seja usada em medicina popular: serve principalmente de matéria-prima que permite isolar as diferentes substâncias activas. Os remédios à base de esparteína são prescritos em casos de perturbações da actividade cardíaca e da circulação sanguínea. Dilatam as coronárias e aumentam a tensão. Outras substâncias tiradas da giesteira-das-vassouras estimulam a actividade dos músculos lisos e do útero, o que é utilizado em obstetrícia. Têm também um efeito fortemente diurético. Excesso causa colapso respiratório.
Não é recomendado para mulheres grávidas ou pacientes com pressão alta. As doses e a frequência das administrações devem ser determinadas pelo médico.
As flores amarelas da planta servem de matéria-prima para fabricar um corante. Os ramos secos são utilizados para fazer vassouras (daí o nome vulgar da espécie). Planta sujeita a leis de controle como erva daninha em alguns países.
Nota: As informações colocadas nesta página foram retiradas de sites de âmbito geral.




Caso não seja conhecedor da sabedoria popular não utilize a Giesta a não ser para fazer as "vassouras".

Urtiga



Em caso de anemia, artrite e reumatismo, no tratamento de eczemas e acne, contra a queda do cabelo e no retardamento da hipertrofia da próstata.

Caso para repensar as verdadeiras intenções de quem nos manda “ir às urtigas”.


Desde a Idade Média que as folhas são utilizadas na culinária escocesa. A acção urticante das folhas desaparece após doze horas da planta ter sido colhida, ou após fervura, pelo que as folhas jovens de urtiga podem ser consumidas cruas em salada, em omeletas, em sopas ou simplesmente cozidas, como os restantes legumes. As plantas foram ainda usadas como forragem para o gado, e as fibras extraídas dos seus eixos, à semelhança do que acontece com as fibras de linho, utilizadas para o fabrico de roupas e cordas, nesta região.


Efeitos: desintoxicante, antianémico e diurético

As folhas contêm teores elevados de clorofila, molécula vegetal de cor verde, cuja composição química é muito semelhante à da hemoglobina (transportador de oxigénio no nosso sangue) e ferro. Estes constituintes são responsáveis pelas suas propriedades desintoxicantes e antianémicas, uma vez que estimulam a produção de glóbulos vermelhos. São ainda ricas em outros sais minerais como o fósforo, magnésio, cálcio e silício, e vitaminas A, C e K. Os tricomas contêm histamina, acetilcolina e ácido fórmico, substâncias que parecem actuar como anti-inflamatórios.

Do ponto de vista terapêutico as folhas possuem uma forte acção diurética, anti-inflamatória e remineralizante, sendo ainda ligeiramente hipoglicemiantes. De uma forma geral, a urtiga ajuda o organismo a eliminar os líquidos em excesso, pelo que uma infusão (1 colher de chá de folhas secas por chávena de água quente, três a quatro vezes ao dia) pode ser útil como tratamento auxiliar em muitas doenças.


Artrite, reumatismo e gota: dosagens

Os preparados desta planta são particularmente benéficos no tratamento de infecções geniturinárias e prostatites, uma vez que ao estimular as micções, ajudam a eliminar as bactérias causadoras da infecção. A urtiga tem a capacidade de alcalinizar o sangue, facilitando a eliminação dos resíduos ácidos do metabolismo, sendo igualmente importante no tratamento de casos de artrite, reumatismo e gota. Por outro lado, como é uma boa fonte de quercetina, flavonóide que inibe a libertação de histamina, é utilizada com eficácia na diminuição dos sintomas associados às alergias e à febre-dos-fenos. Em todos estes casos, poderá optar entre a toma de 50 a 100 gotas de tintura (1:10), três vezes ao dia, ou pela ingestão de cápsulas de 250 mg de extracto de folhas, administradas também três vezes ao dia.
Folhas: anemia e hemorragia

As folhas são ricas em proteínas (100 gramas de urtigas secas contêm 35 a 40 por cento de proteínas) e em vitaminas e sais minerais, e constituem uma ajuda válida no caso de anemia. Com acção vasoconstritora e hemostática, as folhas ajudam também a estancar hemorragias nasais e a aliviar menstruações abundantes, contribuindo ainda para diminuir os níveis de açúcar no sangue.É igualmente recomendada nas afecções crónicas da pele, em especial no tratamento de eczemas, erupções e acne, contra a queda do cabelo, e para limpar e purificar a pele, normalmente sob a forma de loções ou tónicos, cuja acção pode e deve ser complementada pela toma oral de suplementos à base de urtiga.
Raízes: doses recomendadas em caso de hipertrofia da próstata

As raízes têm um efeito anti-inflamatório sobre o adenoma prostático, podendo ajudar a retardar o hipertrofismo da próstata. Os seus extractos actuam inibindo a enzima 5--reductase, envolvida na conversão da hormona testosterona em dihidro-testosterona, substância responsável pelo crescimento da glândula prostática nos homens com hiperplasia begnina da próstata. Recomenda-se a toma de 250 mg de extracto de raiz, duas vezes por dia, em combinação com 160 mg de extracto de palmeto (Serenoa repens).
Segurança e contra-indicações

Em geral, a urtiga é considerada segura, existindo apenas o risco de reacção alérgica. Salienta-se contudo, que pacientes com hipertensão, cardiopatias, diabetes ou insuficiência renal, podem sofrer descompensações, devido aos efeitos diuréticos da planta, pelo que a toma de extractos desta planta deve ser supervisionada por técnicos de saúde.
De onde vem a urtiga?

O nome científico da urtiga deriva do verbo latino urere, que significa arder, numa clara alusão ao efeito dos seus pêlos urticantes, e dioica ou “duas casas”, é a designação botânica dada às espécies que apresentam indivíduos exibindo apenas flores masculinas ou femininas.Urtica dioica é uma planta vivaz oriunda das regiões temperadas da Europa, África Austral, Andes e Austrália, actualmente presente em todo o mundo. Coloniza preferencialmente locais húmidos e sombrios, na proximidade de campos cultivados, e chega a atingir 1,5 metros de altura. O caule, de secção quadrada, e as folhas opostas e dentadas, encontram-se completamente cobertos de pêlos urticantes, designados tricomas, as suas flores são pequenas e verdes.
Antigamente era assim…

As propriedades medicinais da urtiga remontam à Grécia Antiga, onde era utilizada para atenuar os sintomas das alergias sazonais e no alívio das dores associadas às inflamações. As folhas, acabadas de colher, em aplicação tópica têm um efeito rubefaciente (causa vermelhidão da pele), e por isso, foram, em tempos, popularmente utilizadas para fustigar suavemente a pele, sobre as articulações afectadas pelo reumatismo. Produzindo-se, desta forma, um efeito revulsivo que atrai o sangue para a pele e que contribui para descongestionar os tecidos internos afectados pelo processo inflamatório. Posteriormente, preparam-se as infusões e cataplasmas para este efeito; actualmente recorre-se à toma de suplementos alimentares. Foram ainda utilizadas, de forma pouco pedagógica, contudo inesquecível, para fustigar os rabinhos das crianças, como modo de evitar que estas se descuidassem na cama.
Texto: Pedro Lôbo do Vale** médico

Mercurialis annua




quinta-feira, 24 de julho de 2008

Pousada de S. Gonçalo


Etiqueta para bagagem da Pousada de S. Gonçalo, Marão
Autor não identificado
Década de 1940

Lima de Freitas na UTAD




Lima de Freitas (1927-1998) junto a uma secção do painel de azulejos que criou para a reitoria da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, em Vila Real. Oficinas de azulejaria S. Simão Arte, Vila Fresca de Azeitão, 1991.
No projecto em cartão, notem-se os elementos de simbologia bíblica e maçónica que pontuam o painel, característicos das últimas décadas da sua obra. Note-se ainda a longa faixa que não se encontra no projecto inicial e foi acrescentada directamente à pintura efectuada nos azulejos.




Modesto Navarro


Modesto Navarro (n. 1942)
Tendo iniciado a sua carreira literária nos anos 60, Modesto Navarro publicou já dezenas de títulos no campo da ficção e vários estudos e ensaios de carácter sociológico. Oriundo de Trás-os-Montes, a sua obra reflecte frequentemente uma vivência transmontana nos enredos e nos espaços de acção.
Utilizou ainda o pseudónimo Artur Cortez para assinar os policiais Morte no Tejo (1982), A Morte dos Anjos (1983) e A Morte do Artista (1984).
De Seis Mulheres na Madrugada transcrevem-se dois parágrafos:

"Por que contava tudo isso a outro homem, um desconhecido, deitada na cama? A parede desaparecera e agora via o mar, o violento mar da costa, eles sentados no paredão, os barcos a passar em fila, petroleiros e de pesca, ali mesmo à mão; bastava estenderem o braço e furavam as vagas enormes.
Nessa altura, ele pôs-lhe a mão no corpo; não se lembra se foi na perna, carne bastante dura, incólume depois de tantas violências. Sentiu isso, o homem, e resolveu beijá-la depois de lhe dizer o que ia fazer, e foi assim, sentindo os lábios, uma parte do seu corpo, do corpo de ambos, a mais desejada. Entre a cor dos olhos dela e a água quase não havia diferença. O mar estava particularmente triste, na tarde sobressaltada, e os círculos à volta dos olhos ficavam enquadrados na massa escura, misturando-se o verde do centro com os ténues revérberos de sol na água."



segunda-feira, 21 de julho de 2008

Palácio dos Távoras - Mirandela

Fotografia de Henrique Pereira

Rio Rabaçal


Foto de Henrique Pereira

domingo, 20 de julho de 2008

ADOPTE UMA OLIVEIRA


"No âmbito do projecto TERRA OLEA, a Câmara Municipal de Mirandela levou a cabo a iniciativa “ADOPTE UMA OLIVEIRA”, cuja adesão massiva fez prolongar a distribuição das oliveiras. Para além da adesão dos mirandelenses, muitas foram as pessoas de todo o país que nos fizeram chegar através de um telefonema, ou e-mail, o seu pedido de uma oliveira.
Até à data registaram-se cerca de 300 pais adoptivos de oliveiras dos jardins da cidade e de oliveiras para plantar em jardins particulares.Uma vez que os pedidos continuam a chegar, a Câmara Municipal de Mirandela vai avançar novamente com esta iniciativa, desta vez com o nome “ADOPTE UMA OLIVEIRA 2” e com um novo formato. A campanha de adopção vai decorrer num único dia – 9 de Dezembro de 2007 das 9h30m às 12h30m, na Zona Verde da Ribeira de Carvalhais – e só será considerada válida se o candidato se apresentar pessoalmente, no que diz respeito às plantações, devido ao elevado número de pedidos registados, os pais adoptivos terão apenas 3 dias, a comunicar oportunamente, para levantar a oliveira, ficando a plantação à sua inteira responsabilidade.Esta acção que tem como finalidade, por um lado, aumentar o número de oliveiras no concelho e por outro, sensibilizar a população para a importância da oliveira como elemento da paisagem urbana, convidando todos a participar activamente na valorização do nosso património olivícola."

Adopte uma Oliveira 2 - Ficha de Adesão

(Ficheiro .pdf - 794 KB)

Praias fluviais - Mirandela

(clique para ampiar)

Casa de France



Santa Bárbara nº 6, France - Chaves

TRILHO DO VALE DO CORGO


(CLIQUE PARA AMPLIAR)

sábado, 19 de julho de 2008

Valpaços 1923


(clique para ampliar)


Mini reportagem elogiosa sobre Valpaços. "Em todo o concelho o clima é saluberrimo e o solo fertilissimo."

Ilustração Portugueza, de Dezembro de 1923

Fonte: Blog ilustração portuguesa

PATULEIA




(clique para ampliar)


"Cinco Cartas do Marechal Duque de Saldanha para a Historia da Patuleia", artigo de quatro páginas de Rui Chianca.

Ilustração, nº 113 de Setembro de 1930

Fonte: Blog ilustração portuguesa

terça-feira, 8 de julho de 2008

Em S. Leonardo de Galafura


20 de Março de 1988

Em S. Leonardo de Galafura

Aos meus netos
Mónica e Mário



Fui hoje de novo a Galafura

Neste primeiro dia de Primavera renovada:

Fui ver um risco metálico serpenteado

De águas paradas e sonolentas

Entre montes ansiosos

Gravados de luz e de sombras

Povoados e semeados

Dos encantos e desencantos

De lutas de Sísifos condenados

Ao sobe e desce eterno

Dum vaivém dia a dia recomeçado

Em frémitos de Titãs

De vidas comungadas

Que cios repetidos

Transformam por magia

Rudezas em ternuras

Sonhos em realidades.

Fui ver o Homem viril

Que a terra emprenhou;

Fui ver o Homem enamorado

Não perturbado pela Beleza

Que adormenta os sentidos;

Fui ver o Homem auto-predestinado

Não submisso ao Grandioso;

Fui ver o Homem rebelde

Não rendido ao supérfluo

Nem tão-pouco ao Sublime;

Fui ver mais uma vez

A eternidade da Vida

Motivo do meu cantar

Deste cantar que me subjugou

E ora me submete

Para sempre

No meu amor à Terra

No meu amor à Vida

Que não tem fim

E em tudo palpita.S

ubi a Galafura

Para ver e me embevecer

Não no “poema telúrico”

Que malabarismos poéticos delirantes

Imaginam e constroem com palavras;

Mas no poema de Amor

Do Homem pela Terra

Macho e fêmea

Em permanente mancebia.

Fui a Galafura

Para ver e me enlevar

Não na sinfonia incompleta

De uma “beleza eterna” sem sentido;

Mas no poema que vibra e se exalta

Na omnipotência do Homem

Ali presente

E em mil coitos fecundos gravada.

Fui ver e vi extasiado

Do Alto de Galafura

Neste primeiro dia de Primavera renovada

O Homem efémero na sua incomensurável grandeza

Estudante de Vida

Ardente de Amor.



Otílio Figueiredo

sábado, 5 de julho de 2008

GAITEIROS


Gaiteiros Mal de Línguas


A sonoridade da gaita-de-foles na música tradicional galega
11-Jul Esplanada do Teatro 22:30
11-Jul Esplanada do Teatro 23:30

WOK


Wok: Ritmo Avassalador



Neste espectáculo, o ritmo é o elemento predominante e é explorado de diversas formas e timbres, através de tambores tradicionais, da luta de paus e de coreografias inspiradas no imaginário tradicional português. A disposição dos instrumentos no palco e a sua exploração como adereços, a movimentação, a cor e as diversas ambiências sugeridas são alguns dos factores que tornam este espectáculo uma experiência inesperada. Concertos de Verão: Músicas do Mundo 2008.

ENTRADA GRATUITA
05-Jul Auditório Exterior 22:30

sábado, 28 de junho de 2008

O Alma-Grande


O Alma-Grande

Conto de Miguel Torga (pseudónimo de Adolfo Correia Rocha)

Riba Dal é terra de judeus. Baldadamente, pelo ano fora, o Padre João benze, perdoa, baptiza e ensina o catecismo por perguntas e respostas.
- Quem é Deus?
- É um Ser todo poderoso, criador do Céu e da Terra.
Na destreza com que se desenvencilham do interrogatório, não há quem possa desconfiar que por detrás da sagrada cartilha está plantado em sangue o Pentateuco. Mas está. E à hora da morte, quando a um homem tanto lhe importa a Thora como os Evangelhos, antes que o abade venha dar os últimos retoques à pureza da ovelha, e receba da língua moribunda e cobarde a confissão daquele segredo – abafador.
Desses servos de Moisés, encarregados de abreviar as penas deste mundo e salvar a honra do convento, o maior de que há memória é o Alma-Grande.
Alto, mal encarado, de nariz adunco, vivia no Destelhado, uma rua onde mora ainda o vento galego, a assobiar sem descanso o ano inteiro. Quem vinha chamar aquele pai da morte já sabia que tinha de subir pela encosta acima a lutar como um barco num mar encapelado.
- Raios partam o vento!
Mas quê! Do mesmo modo que o Alma-Grande era certo na casa da esquina, sempre ao borralho, era certo o bafo da Sanábria a varrer a ladeira.
Diante da casa, bastava gritar-lhe o nome.
- Tio Alma-Grande! Ó Tio Alma-Grande!
- Lá vai…
Daí a nada a tenaz das suas mãos e o peso do seu joelho passavam guia ao moribundo.
Entrava, atravessava impávido e silencioso a multidão que há três dias, na sala, esperava impaciente o último alento do agonizante, metia-se pelo quarto dentro, fechava a porta, e pouco depois saía com uma paz no rosto pelo menos igual à que tinha deixado ao morto. Os de fora olhavam-no ao mesmo tempo com terror e gratidão. Às vezes, uma voz ou outra, depois do pesadelo, levantava-se do fundo da consciência e protestava; mas no dia seguinte acontecia ser essa mesma voz que no alto do Destelhado, sobrepondo-se à força do vento, o reclamava.
- Tio Alma-Grande! Ó Tio Alma-Grande!
- Lá vai…
E aparecia à porta logo a seguir.
Quando a hora do Isaac chegou, foi um filho, o Abel, que trepou a ladeira. O garoto vinha excitado, do movimento desusado de casa, da maneira estranha como a mãe o mandara chamar o Tio Alma-Grande, e da ventania.
- Que tem o teu pai, rapaz?
O pequeno olhou fixamente a cara seca do abafador.
- Febre…
- Bem, vamos então lá…
- E que é que o Tio Alma-Grande lhe vai fazer?
- Vê-lo…
Pela rua abaixo só o vento falava. Rouco de tanto bradar, monocórdico, persistente, era nele que tinha expressão a intimidade de ambos: um, o pequeno, nervoso, inquieto, a braços com pressentimentos confusos, que se recusavam a sair-lhe do pensamento; o outro, o velho, a aceitar aquele destino de abreviar a morte como um rio aceita o seu movimento.
Em casa havia lágrimas desde a soleira da porta. Mas a entrada do Alma-Grande secou tudo. Atrás dos seus passos lentos e pesados pelo corredor ficava uma angústia calada, com a respiração suspensa.
- O que é que ele lhe vai fazer? – perguntou de novo o Abel, agora à mãe, quando a porta do quarto se fechou.
A Lia respondeu ao filho com duas lágrimas silenciosas pela cara abaixo.
Lá dentro, colado à cama que a transpiração alagava, o Isaac parecia ter chegado ao fim. Branco, com dois olhos perdidos no fundo da cara, opresso, como que só esperava a ordem de largar a vela. Tinha adoecido havia quinze dias. Um febrão tal que o Dr. Samuel desanimou. Veio, tornou a vir, e acabou por aconselhar que tratassem do caixão. Mas o Isaac era cedro do Líbano, rijo, no cerne. Depois desse desengano ainda o mal o roeu seis dias sem o comer. E sempre de olhinho vivo. Gemia, gemia, finava-se, mas com aquelas duas contas de azeviche a reluzir. Acabou, contudo, por lhe pousar no rosto uma sombra estranha; e a mulher, a Lia, abriu mão da esperança. Dois dias mais, e como na sala a D. Rosa lembrasse a confissãozinha, um irmão do Isaac, o Daniel, chegou-se à cunhada e deixou cair, entre duas palavras de consolo, o nome do Alma-Grande. A Lia, a princípio, reagiu quanto pôde. Mas a perspectiva do padre João a entrar-lhe pela casa dentro venceu-a. Mal rompeu a manhã, com uma voz que fez medo ao filho, mandou-o chamar o abafador.
Quando o Alma-Grande entrou, o Isaac estava no auge de um combate que quase sempre se trava de corpo estendido. O inimigo era uma parte de si mesmo apostada em perdê-lo. E a outra metade, um pedaço de ser nobre e agradecido à seiva, corajosamente defendia o resto da muralha. As bagadas pelas têmporas abaixo e um ritmo apressado da respiração davam sinal desta guerra. Mas de nada mais precisava, quem olhasse com limpos olhos humanos, para sentir a grandeza e a solenidade de tal hora.
Por desgraça, o Alma-Grande não podia ver aquilo. Insensível à profundidade dos mistérios da vida, sem o estremecimento de uma fibra sequer, avançou para o leito num automatismo rotineiro. O seu papel não era olhar; era ir inteiro com as mãos ao pescoço, com o joelho à arca do peito, e retirar-se uns minutos depois, como um instrumento que tivesse cumprido correctamente a sua função.
No seu castelo o Isaac pelejava sempre. O fole pressuroso do arcaboiço metia ar na fornalha; espesso, cálido, activo, o suor ia brotando do vulcão.
A casa dir-se-ia um sepulcro habitado por vivos petrificados e mudos. Só no quarto havia movimento e palpitação.
Calado, o Alma-Grande avançou. Mas quando de mãos abertas e joelho dobrado ia a cair sobre o Isaac, fê-lo parar uma voz diferente de todas as que ouvira em momentos iguais, que parecia vir do outro mundo, e dizia:
- Não… Ainda não… Ainda não…
Quantas vezes o abafador tinha escutado aquilo, gritos de desespero, apelos sôfregos e angustiados, sem se deter na sua missão sagrada! Quantas vezes! Desta, porém, o apelo e os gemidos soavam-lhe nos ouvidos doutra maneira.
- Não… Não… Ainda não…
Um pano escuro que até ali vendara os olhos do Alma-Grande queria rasgar-se de cima a baixo. E o abafador, paralisado entre as trevas do hábito e a luz que rompia, lembrava uma torrente subitamente sem destino.
- Não… Ainda não… Ainda não…
Era terrível o que se passava. À luta que o Isaac sustentava contra forças que nunca ao certo se conheceram, juntava-se o embate dos dois homens, um a saber que ia matar, outro a saber que ia ser morto.
Estiveram assim algum tempo, de olhos cravados um no outro, a medir-se. Pesado, o suor escorria pela cara do Isaac; quente, o sangue martelava nas têmporas do Alma-Grande.
Foi o ruído súbito e em guincho de uma porta que fez explodir aquela concentração. O barulho a ouvir-se, e o Alma-Grande, como um peso suspenso e de repente liberto, a cair em cima do moribundo. Nem uma palavra só. Apenas um baque surdo, e as mãos sôfregas do agressor à procura do pescoço do lsaac.
Mas a porta que rangera dera entrada a alguém. A um vulto que o Alma-Grande adivinhava atrás das costas, parado, lívido, a tentar compreender.
Um esforço supremo do Isaac para se livrar das garras que o apertavam e a presença atónita do Abel, tiraram às mãos e ao joelho do Alma-Grande a força habitual. Bem que se extremara nele o assassino, o animal que bebia a grossos tragos o fio de vida que encontrava no caminho! Bem que se lhe avivava na consciência a certeza de que era matar a razão do seu destino! Em vão. O puro instinto não tinha coragem para empurrar aquelas mãos e aquele joelho diante de uma testemunha.
Ergueu-se. Com o rosto coberto por um pano de lividez igual à do agonizante, voltou-se. E sem coragem para encarar os arregalados e aflitos olhos do pequeno, que o varavam, silenciosamente, saiu. Atravessou a sala cabisbaixo, longe da majestade trágica das outras vezes. Deixava atrás de si a vida, e a vida não lhe dava grandeza.
Quando, um segundo depois, a Lia, como um bicho culpado, entrou no quarto, o filho estava sentado na cama, com a pequena mão na testa do pai. A criança debatia-se num agitado mar de brumas; mas o seu coração ditava-lhe a mãozita ali, na fronte escaldante do que lhe dera o ser, do mesmo modo que lhe ordenara já a entrada sorrateira e inquieta no quarto.
E foi talvez o gesto inocente e filial que fez correr novamente nas veias do Isaac o sangue da confiança. Sem confissão, vinte dias depois comia o caldo ao lume como se nada tivesse sido. E nada tinha sido realmente para toda a gente da terra, menos para ele, para o pequeno e para o Alma-Grande. Os outros passaram da agonia à morte e da morte à ressurreição, na inconsciência de quem passa do calor ao frio e do frio novamente ao calor. Só os três sabiam, de maneiras diversas, que o drama fora mais negro e profundo. O Isaac vira as garras da morte ao natural; o Alma-Grande olhara pela primeira vez a escuridão do seu poço; o garoto, esse, pressentira coisas que não podia clarificar ainda no pensamento.
Vagaroso, o tempo foi deslizando; e com ele apagara-se já de todo na lembrança da terra a doença do Isaac. Missa e Sabath.
Os três, porém, debruçavam-se sem descanso sobre o lago onde se reflectia a imagem negra do passado. O Isaac, cada vez mais dorido, olhava, olhava, e via a vingança; o Alma-Grande, cada vez mais culpado, olhava, olhava, e via o medo; o pequeno, inocente, via apenas a angústia de não entender. E os três formavam como que uma ilha de desespero no mar calmo da povoação. Não se falavam, fora do filho a pedir bênção ao pai, do pai a dar-lha, e de uma saudação ambígua e monossilábica do Alma-Grande ao passar pelo Isaac. Mas traziam-se guardados uns aos outros, como se nenhum deles quisesse perder a hora em que, para a eternidade, varressem do céu das consciências a nuvem pesada que o toldava.
E esse momento, finalmente, chegou.
Vinha o Alma-Grande de ver a filha e os netos, em Bobadela, quando o Isaac, que o seguia como um cão de fila, lhe saltou à estrada. Testemunhas, só Deus e o Abel, que, sem o pai suspeitar, o acompanhava também por toda a parte, e olhava a cena escondido atrás de um fragão.
- Não matarás…
Assim era no Evangelho. Fora dele, numa lei diferente, a moral tinha outros caminhos, como o próprio Alma-Grande sabia.
- Não matarás…
O Isaac, porém, olhava o Alma-Grande com os mesmos olhos implacáveis que lhe vira nas horas de agonia.
- Não… Não…
Mas o Isaac era o mais novo e o mais forte. E, quando o Alma-Grande foi a dar conta, estrebuchava no chão, de costas, com o pescoço apertado nas mãos do outro, e com a tábua do coração sob o peso infinito de um joelho.
- Não… Não…
O pequeno, do penedo, via a cara congestionada do Alma-Grande, e ouvia o esforço da respiração a forçar o garrote.
- Não…
Possantes, inexoráveis, as tenazes iam apertando sempre. E, com mais um estertor apenas, estavam em paz os três. O Isaac tinha a sua vingança, o Alma-Grande já não sentia medo, e a criança compreendera, afinal.

domingo, 22 de junho de 2008

quinta-feira, 19 de junho de 2008

Parque de Campismo de Bragança




Sanfins do Douro


Sanfins do Douro


Sanfins do Douro
E Deus ao criar o mundo, criou o Douro.
E o Homem a quem Deus concedeu livre arbítrio fundou Sanfins a quem o nome de do Douro, agradecendo assim a Deus que ao criar o Mundo criou o Douro.
E Deus grato pela gratidão do Homem - Sanfinense concedeu-lhe a Graça de que aquela terra fosse protegida e pródiga.
Plantou então o Homem a videira de cujo fruto se produz a Vinho que Jesus Cristo na última Ceia, dando-o aos seus Apóstolos disse:
Tomai e bebei ESTE É O MEU SANGUE símbolo da eterna Aliança - fazei isto em memória de Mim.
Não é sem Razão que os apreciadores do vinho Moscatel conhecem Sanfins do Douro como a Pérola do Moscatel.
Não é sem razão que os apreciadores dos vinhos finos ou tratados e dos vinhos de mesa - consumo, conhecem Sanfins do Douro como a Rainha dos Vinhos.

quarta-feira, 18 de junho de 2008

Vila real vai ser o primeiro circuito automovel verde de Portugal

O 41° Circuito Automóvel Dolce Vita de Vila Real vai ser o primeiro “circuito verde” graças à iniciativa “Dar luz verde ao Planeta” que vai potenciar a redução de 325 toneladas de dióxido de carbono (CO2) através da venda de um pacote que inclui uma lâmpada energeticamente eficiente e uma árvore autóctone.
O objectivo do pacote “Dar à luz” é “neutralizar as corridas”, segundo explicou Carla Santos, do Centro de Inovação em Gestão e Ambiente (CIGA), promotor da iniciativa juntamente com outros parceiros. A organização espera vender 15.500 lâmpadas energeticamente eficientes para substituir as habituais lâmpadas incandescentes e, assim, neutralizar 325 toneladas de CO2, valor que se estima que será libertado pelos carros que vão participar nas corridas.Carla Santos explicou que, para que o valor estimado de emissão de CO2 não interfira com o equilíbrio do ecossistema, deverão ainda ser plantadas 3996 árvores autóctones, neste caso carvalhos. No primeiro ano de crescimento, estas árvores vão fixar as 325 toneladas estimadas de CO2. Uma percentagem do valor de cada pacote, que custa cinco euros, vai ainda reverter para a Cáritas de Vila Real.Esta iniciativa está acoplada ao 41° Circuito Automóvel Dolce Vita de Vila Real, que se realiza no próximo fim-de-semana. Antes, no dia 19, terá lugar uma conferência sobre “Mecanismos de Desenvolvimento Sustentável”, no Conservatório Regional de Música de Vila Real, a partir das 9.30h, numa iniciativa do CIGA e do Governo Civil Distrito de Vila Real. O objectivo é debater temas ligados à biodiversidade e competitividade, mercado de carbono, plataforma carbonnus, avaliação ambiental estratégica, eficiência energética e certificações e iniciativas ambientais. Serão oradores Henrique Pereira da Silva, do Instituto de Conservação da Natureza e Biodiversidade, Luís Rochartre, do Conselho Empresarial para o Desenvolvimento Sustentável (BCSD Portugal), António Correia, da PricewaterhouseCoopers, Alexandre Fernandes, da Agência para a Energia (ADENE), entre outros. Esta conferência pretende dar a conhecer as oportunidades e desafios que se colocam às organizações, sendo o objectivo primordial dar respostas às necessidades de informação das empresas e a todos os que se interessam e participam nesta área, criando um espaço para a exposição de experiências, prestando um maior conhecimento e debate sobre os principais mecanismos em matéria de alterações climáticas e sustentabilidade.
Sandra Borges

domingo, 15 de junho de 2008

Verdades invisiveis

“Verdades (in)visíveis”
Seminário sobre violência doméstica- sexta, dia 20, no Teatro Auditório Municipal de Alijó

Comboio histórico do Douro


Viagens no Comboio Histórico do Douro de Junho a Outubro. O serviço “Comboios Históricos do Douro, criado em 1999, dispõe de viagens regulares todos os sábados, de Maio a Outubro, com partida da Régua às 14.46h, chegada ao Tua às 15.55h.

O regresso está programado para as 16.59h, com chegada à Régua às 18.05h.

Os Bilhetes para o Comboio Histórico do Douro, adultos 43 Euros e crianças dos 5 aos 12 anos 21.50 Euros, estão à venda em todas as bilheteiras da CP e operadores turísticos do Douro, desde 16 de Maio.

A partir deste ano, a aquisição de bilhetes nas agências de viagem será possível, de forma mais rápida e cómoda, através da reserva directa on-line no sistema de vendas daqueles operadores.

No âmbito da promoção deste serviço turístico, a composição dos Comboios Históricos do Douro, locomotiva a vapor e carruagens, estiveram em exposição na Estação de São Bento, no Porto, nos dias 22 e 23 de Maio.

Além de contemplar o antigo material ao serviço dos Caminhos-de-Ferro Portugueses, os visitantes receberam explicações técnicas por um maquinista especializado naquele tipo de comboios, bem como informação relativa ao serviço.

No ano passado os Comboios Históricos do Douro efectuaram 22 viagens e transportaram cerca de quatro mil passageiros.


Fonte: Douro press

Prémio Amorim


Grupo Amorim atribui Prémio
a recém-licenciados da UTAD

Dois recém-licenciados da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (Luis Miguel Rodrigues Lopes e Sandra Cristina Ribeiro de Sousa) foram distinguidos com o Prémio Amorim de Enologia, um galardão atribuído aos jovens enólogos que melhores resultados académicos obtiveram nos seus cursos no ano lectivo de 2006/2007.
Os dois enólogos, Luis Miguel Lopes, natural de Olaia – Torres Novas, e Sandra Ribeiro de Sousa, natural de Vila Real, estão já a trabalhar em empresas vitivinícolas da Região Demarcada do Douro.
A entrega do Prémio terá lugar no próximo dia 16 de Junho, pelas 15 hora e será feita do pelo Director-Geral do Grupo Amorim, Dr. Victor Ribeiro, no auditório de Geociências da UTAD. A preceder este acto, e com início às 14h, haverá uma palestra sobre a "Biodinâmica aplicada à viticultura", no âmbito do Mestrado Erasmus Mundus em Viticultura, a qual será proferida pelo Prof. Philipe Burdet (professor e investigador da E. L. Changines, Suiça).
Refira-se ainda que o Director-Geral do Grupo Amorim será acompanhado pelo Director Comercial, Dr. Fernando Ribeiro, e pela Directora de Qualidade do mesmo Grupo, Dr.ª Cristina Cardoso, uma prestigiada enóloga licenciada pela UTAD, que estabelecerão contactos com o Curso de Enologia com vista a colaborações futuras no âmbito da fabricação de rolhas de cortiça, de que aquele grupo é um dos maiores produtores mundiais.

O castanheiro - UTAD



Estão calculados 1.700 postos de trabalho
UTAD propõe 70 milhões de euros para recuperar o castanheiro
"O castanheiro constitui um modelo de negócio com grande interesse para uma boa parte das zonas de montanha do interior Norte de Portugal" – quem o diz é José Gomes-Laranjo, docente e investigador da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD). Nessa perspectiva, está a ser preparado para esta Região um grande projecto de investimento na fileira da castanha, que será submetido a financiamento no âmbito do PRODER.
Com a sigla RefCast, este projecto visa fundamentalmente o reforço do cultivo desta espécie e a valorização da castanha produzida. Assim, propõe-se a plantação de cerca de 11.000 hectares de souto, obedecendo às mais modernas e adequadas técnicas de cultivo, que proporcionarão prazos de recuperação do investimento mais curtos (a partir do 6ºano) e uma maior rentabilidade. Por sua vez, prevê-se que a implementação desta proposta favorecerá alguns milhares de agricultores e implicará uma necessidade acrescida de cerca de 1.700 postos de trabalho.
Este projecto de investimento contempla dois grandes eixos – um mais voltado para a produção de castanha e outro mais direccionado para a sua transformação. Na opinião deste investigador, "faltam na região as refinarias para um petróleo de tão grande qualidade". Efectivamente, além da concentração, limpeza, expurgo e embalamento da castanha para consumo em fresco, faz-se já a congelação de alguns milhares de toneladas de castanha destinadas quer para o mercado interno, quer principalmente para exportação. Todavia, é insignificante o fabrico de produtos a partir da castanha. Ora, é precisamente a componente da transformação que constitui a mais-valia que não devemos desperdiçar e outro grande trunfo para o aumento da rentabilidade do sector.
No seu formato actual, esta proposta engloba, entre outros investimentos, uma unidade de média dimensão, destinada à conservação e transformação de aproximadamente 1.000 toneladas de castanha, bem como a criação de cerca de uma dúzia de unidades familiares apostadas na implementação das nossas receitas tradicionais e na produção de novos produtos à base de castanha, implicando a criação de cerca de 40 postos de trabalho. Se a nossa castanha é uma das mais preferidas pelas empresas espanholas e francesas que se dedicam à transformação deste fruto, então porque não somos nós a fazê-lo? Perspectivamos uma larga margem de adesão e progressão para esta componente, tanto ao nível do mercado interno, onde a castanha a não ser em fresco praticamente não é consumida, como nos mercados mundiais emergentes. Dá-se ainda especial ênfase à dinamização do consumo de castanha nas suas mais variadas vertentes, incluindo a tão rica gastronomia tradicional, aspecto já consagrado na recentemente criada Rota da Castanha em Trás-os-Montes (rotadacastanha.utad.pt).
Com um orçamento global num montante que ultrapassa já os 70 milhões de euros, muito embora não esteja ainda excluída a participação de outros parceiros, este projecto integra diversas entidades públicas e privadas com diferentes domínios de actividade, nomeadamente: Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, Instituto Politécnico de Bragança, Instituto Nacional dos Recursos Biológicos, AguiarFloresta, Arbórea, Associação Florestal do Lima, Associação Regional dos Agricultores das Terras de Montenegro, Cooperativa Agrícola de Penela da Beira, Grupo RibaDouro, Sortegel - Produtos Congelados Lda, Marron-Glacé SL, Agromontenegro, Cacovin, Quinta d’Alagoa, Pulido Comunications e Espaço Visual.


Fonte: Douro Press

sábado, 14 de junho de 2008

Nem tudo é tradição







Para trás dos montes, submerso no mar de pedras, nem tudo são pedras, nem tudo é popular, nem tudo é tradição. Também existe irreverência, inovação, inconformismo, desalinhamento, vontade de arriscar, vanguardismo… existe renovação e pessoas jovens que acreditam em si mesmas e sem medo de ser diferentes e arrojadas.
Interior de habitação Sandy Fernandes, futuro Fontainha Park: Freguesia de Justes, concelho de Vila Real.



PARADA DO PINHÃO

Moinho da ponte de parada
Fotografia: Paulof
Casa solarenga

Selo



Brasão: escudo de prata, pinheiro de verde arrancado do mesmo, frutado de ouro, entre dois cachos de uvas de púrpura, folhados de verde; em chefe, duas vieiras de vermelho, realçadas de ouro; campanha ondada de azul e prata de três tiras.


Coroa mural de prata de três torres.


Listel branco, com a legenda a negro: "Parada de Pinhão".




Orago: Nossa Senhora da Conceição



Bandeira



Parada de Pinhão é uma freguesia portuguesa do concelho de Sabrosa, com 5,45 km² de área e 347 habitantes (2001). Densidade: 63,7 hab/km².
Foi vila e sede de concelho até
1836. Era constituído por uma freguesia e tinha, em 1801, 553 habitantes. Aquando da extinção passou a pertencer ao município de Vilar de Maçada.

Martinho da Vila


Com trinta anos de carreira, Martinho da Vila, foi o primeiro sambista a ultrapassar a marca de um milhão de cópias, com o CD "Tá Delícia, Tá Gostoso", lançado em 1995.

O seu samba rítmico e marcante ganhou o grande público graças a sucessos como “Casa de Bamba”, “Batuque na Cozinha”, “Canta, Canta, Minha Gente”, “Aquarela Brasileira” e “Você Não Passa de Uma Mulher”, entre muitos outros. Nos anos 1980, criou um público fiel e ganhou o Carnaval de 1988, com o samba-enredo “Kizomba - Festa da Raça”.

Na década de 1990 o seu público cresceu exponencialmente e o artista teve a consagração internacional. Para além de sambista, Martinho da Vila é um ilustre representante da MPB e compositor eclético, tendo trabalhado com o folclore e criado músicas com os mais variados ritmos brasileiros.

ENTRADA GRATUITA
14-Jun Auditório Exterior 22:30